Rally da Chapada retorna ao Vale do Capão neste final de semana

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Novembro Negro Bahia celebra o centenário de Mãe Stella com show da Orquestra Afrosinfônica e convidados especiais, na Concha Acústica


Novembro Negro Bahia celebra o centenário de Mãe Stella com show da Orquestra Afrosinfônica e convidados especiais, na Concha Acústica
Novembro Negro Bahia celebra o centenário de Mãe Stella com show da Orquestra Afrosinfônica e convidados especiais, na Concha Acústica

Foto: Pedro Soares

O show do Novembro Negro Bahia vai homenagear uma das mais importantes lideranças religiosas e intelectuais do país. Centenário de Mãe Stella de Oxóssi:  Concerto “Meu Tempo é Agora” será realizado na quarta-feira (19), às 18h30, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. A apresentação é promovida pelo Governo do Estado, por meio das secretarias de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) e do Turismo (Setur). Os ingressos são gratuitos e estarão disponíveis na plataforma Sympla. Para o acesso ao evento, será solicitada a doação de 1 kg de alimento não perecível.

O concerto será conduzido pela Orquestra Afrosinfônica, sob regência do maestro Ubiratan Marques, e contará com as participações especiais de Mariene de Castro, Lazzo Matumbi, Gerônimo Santana, Graça Onasile, Coral do Axé Opô Afonjá, Koanza, Filhos de Gandhy e o Bando de Teatro Olodum. A apresentação revisita a trajetória e o legado de Mãe Stella, que dedicou sua vida à defesa das tradições de matriz africana, ao combate ao racismo e à valorização da cultura negra. Será uma celebração multilinguagem, unindo música, teatro e espiritualidade, em reverência à ancestralidade e à força das religiões de matriz africana.

Reconhecida por sua sabedoria, firmeza e contribuição social, Mãe Stella de Oxóssi foi a quinta ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, em Salvador, e tornou-se uma referência nacional no diálogo entre fé, cultura e cidadania.

Imortal da Academia de Letras da Bahia, Mãe Stella teve um papel fundamental no combate ao racismo religioso e  na difusão da Educação Antirracista, com a fundação da Escola Eugênio Anna.  O Concerto “O Meu Tempo é Agora” simboliza a continuidade desse legado, reafirmando a importância de Mãe Stella para a identidade baiana e brasileira.

Serviço
Concerto: Centenário de Mãe Stella de Oxóssi – “Meu Tempo é Agora” 
Atrações: Orquestra Afrosinfônica e convidados especiais: de Mariene de Castro, Lazzo Matumbi, Gerônimo Santana, Graça Onasile, Coral do Axé Opô Afonjá, Koanza, Filhos de Gandhy e o Bando de Teatro Olodum

Data: 19 de novembro de 2025 (quarta-feira)
Horário: 18h30. 
Local: Concha Acústica do Teatro Castro Alves – Salvador (BA)
Realização: Governo do Estado da Bahia – Sepromi e Setur

Fonte: Ascom/Sepromi


Jurailton Santos pede inclusão de cristãos em ações do Novembro Negro



O deputado Jurailton Santos (Republicanos) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), indicações aos governos do Estado e da capital baiana para que as atividades relacionadas ao Novembro Negro contemple o público negro simpatizante ou adepto da religião cristã, “uma vez que é contumaz que projetos voltados para essa vertente tenha um eixo estrito às religiões de matriz afro”.

Nas solicitações, o republicano registra que é responsabilidade do poder público estabelecer políticas de enfrentamento ao racismo, de incentivo à cultura e que promovam justiça e reparação social. No pleito encaminhado ao prefeito de Salvador, Bruno Reis, e à secretária municipal de Cultura e Turismo, Ana Paula Matos, o parlamentar pede a inclusão de atividades voltados ao referido público na programação do evento denominado Novembro Salvador Capital Afro. “A presente proposição tem por finalidade fomentar a valorização das práticas religiosas de natureza cristã exercidas pelo público afrodescendente, e até o momento não inclusas na aludida programação”, justificou.

Para o deputado, a despeito de trazer ao palco as discussões da pauta racial, além de fomentar a valorização das expressões religiosas, culturais e sociais do povo preto e afrodescendente, as ações dos poderes públicos falham quando “deixam uma grande lacuna na ausência da inserção de atividades que incluam a população negra de religião cristã”. Ele cita dados do IBGE (2022) que, em comparação ao último censo de 2010, o número de evangélicos no Brasil cresceu 42,7%, sendo que, na Bahia, os evangélicos representam 23,3% da população, e a cada 10 pessoas no estado, seis são católicos.

No pedido endereçado ao governador Jerônimo Rodrigues e ao secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, o legislador defende “uma celebração que de fato consiga valorizar a população negra baiana em todas as suas extensões, sem exceções”. Ele sugeriu que o Executivo estadual crie o projeto Novembro Bahia Território Afro, como forma de ampliar a programação do referido evento promovido na capital baiana. “A priori, insta salientar que a nobre iniciativa da Prefeitura de Salvador reforça a importância da representatividade e valorização da afrodescendência em território baiano, uma vez que cerca de 79,5% dos baianos se auto declaram como negros”, escreveu.

Para Jurailton Santos, “é notável que o escalar e ascensão da religião cristã em território baiano, com enfoque especial ao protestantismo, a partir da década de 70, se deu majoritariamente pelos esforços e pertinácia da população preta pertencente aos mais diversos panoramas sociais, estruturas familiares e composições financeiras, assim, formando a base solidificada de fiéis e adeptos ao longo dos anos”.







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Museu Casa do Sertão, Leda Martins e Batalha de Rima estarão no Bem Bahia da TVE


Museu Casa do Sertão, Leda Martins e Batalha de Rima estarão no Bem Bahia da TVE
Museu Casa do Sertão, Leda Martins e Batalha de Rima estarão no Bem Bahia da TVE

Foto: Divulgação

O Bem Bahia desta quinta-feira (13) visita um dos três museus culturais vinculados a Universidade Federal de Feira de Santana (UEFS), conversa com a pesquisadora e dramaturga Leda Martins e mostra o projeto Batalha de Rima. O programa vai ao ar nas quintas-feiras, às 19h30, com horários alternativos às sextas e aos domingos, às 19h. Também é possível acompanhar pelo canal da TVE no YouTube, no link youtube.com/tvebahia.

O Museu Casa do Sertão foi construído no campus universitário da UEFS em 1978, e tem uma atuação marcante no fomento e difusão da cultura local e no resgate e valorização da cultura popular. Ele também é responsável pela preservação da cultura sertaneja e dos aspectos do cotidiano do homem do sertão na cidade. O programa conversou com o diretor do espaço, Cristiano Silva Cardoso, e com a bonequeira Marilene Brito, que tem uma exposição de bonecas artesanais no local.

O Bem Bahia bateu um papo com a pesquisadora e dramaturga Leda Martins, em uma das suas visitas à capital baiana. Professora, poeta e escritora, Leda é pioneira no estudo da performance no Brasil. Entre os livros de sua autoria, destacam-se ‘O moderno teatro de Qorpo-Santo’ e ‘Afrografias da Memória’. Em sua obra mais recente, ‘Performances do Tempo Espiralar: poéticas do corpo-tela’, ela revisita uma extensa trajetória de pesquisa sobre pensadores africanos e afro-diaspóricos, apresentando novas possibilidades de ver o tempo e de perceber a ancestralidade.  

Para finalizar, a atração semanal acompanhou a Batalha 3º Round, considerada a mais antiga do estado, com mais de 10 anos de trajetória. Além de funcionar como um polo de produção cultural do hip hop, é um evento que cria novas oportunidades profissionais para a juventude. A iniciativa também ajuda a fortalecer as políticas culturais em âmbito nacional e estadual, e dá visibilidade para jovens negros e periféricos mostrarem seus talentos.

Serviço:  
Museu Casa do Sertão, Leda Martins e Batalha de Rima no Bem Bahia da TVE   
Quando: Quinta-feira (13), às 19h30. Horários alternativos nas sextas-feiras e aos domingos, às 19h  
Onde: TVE e youtube.com/tvebahia


Dr. Diego Castro quer política e fundo de prevenção a tragédias naturais



O deputado Dr. Diego Castro (PL) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia, projeto de lei que institui a Política Estadual de Prevenção e Enfrentamento de Tragédias Naturais (PEPETN), com o objetivo de reduzir os riscos e impactos decorrentes de enchentes, deslizamentos, secas, incêndios e outros eventos naturais adversos. O texto prevê ainda criação do Fundo Estadual de Prevenção e Enfrentamento de Tragédias Naturais, destinado a financiar ações preventivas e emergenciais.

Segundo a proposição, são princípios da política a prevenção e precaução; cooperação entre poder público e sociedade civil; transparência e informação; sustentabilidade e proteção à vida. Entre suas diretrizes estão o mapeamento e monitoramento de áreas de risco; capacitação de agentes públicos e comunitários; integração das políticas ambientais, urbanas e de defesa civil; e campanhas educativas de prevenção.

O parlamentar justifica a criação da PEPETN para buscar uma ação coordenada e permanente de planejamento, prevenção e resposta rápida diante de situações de risco. “O propósito central é atuar antes que as tragédias ocorram, fortalecendo a capacidade do Estado e dos municípios na gestão de riscos e na proteção da população mais vulnerável”, afirmou.

Dr. Diego Castro registrou preocupação com a frequência, cada vez maior, de eventos climáticos extremos, como enchentes, deslizamentos, estiagens prolongadas e incêndios florestais. “Com esta iniciativa, pretende-se proteger vidas, reduzir danos, preservar o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável, assegurando que o Estado da Bahia esteja preparado para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela vulnerabilidade socioambiental de seu território”, defendeu.



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Estudantes da EJA do Colégio Kleber Pacheco lançam livro “Nossas Histórias e Sabores”


Estudantes da EJA do Colégio Kleber Pacheco lançam livro “Nossas Histórias e Sabores”
Estudantes da EJA do Colégio Kleber Pacheco lançam livro “Nossas Histórias e Sabores”

Foto: Ascom/SEC

As memórias, afetos e saberes que compõem a trajetória de cada estudante da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Estadual Kleber Pacheco, localizado no bairro de Pernambués, em Salvador, ganharam a forma de um livro. Intitulado “Nossas Histórias e Sabores”, o projeto resultou na produção coletiva de uma obra escrita pelos próprios alunos, reunindo relatos de vida, poemas, mensagens e receitas que traduzem o cotidiano e as lembranças de quem vive histórias de superação e aprendizado.

Coordenado pela professora Ana Rita Passos, o projeto foi desenvolvido ao longo do ano letivo, integrando leitura, escrita e oralidade em um processo criativo e colaborativo. “O projeto ‘Nossas Histórias e Sabores’ é uma proposta lúdica e educativa voltada aos estudantes da EJA, com o objetivo de produzir um livrinho a partir das experiências de vida, memórias, sonhos e saberes dos próprios participantes. Mais do que uma atividade de escrita, ele promove o fortalecimento da autoestima, o reconhecimento das identidades e o sentimento de pertencimento à escola e à comunidade”, destacou a professora.

A produção começou com atividades lúdicas que partiram de um diálogo com músicas — entre elas “Aquarela” e “O Caderno” (Toquinho), “Velha Infância” (Tribalistas), “Asa Branca” (Luiz Gonzaga) e “Tocando em Frente” (Almir Sater e Renato Teixeira) — para despertar memórias e emoções. Em seguida, foi apresentada a proposta de escrever o livrinho, deixando claro que os estudantes seriam autores e protagonistas do conteúdo.

Cada aluno contribuiu com textos pessoais que remetem a momentos especiais, inclusive vividos na escola. As atividades ocorreram por meio de rodas de conversa, escrita orientada e ilustrações, garantindo participação ativa e colaborativa de toda a turma.

A vice-diretora Marta Teixeira ressaltou a relevância do projeto para a formação integral dos estudantes. “A construção do livro ‘Nossas Histórias e Sabores’ foi de extrema importância, pois vai além do ato de decodificar palavras. Envolve o desenvolvimento da autonomia, da autoestima, da reflexão e da criticidade. O projeto possibilita o contato com diferentes gêneros textuais, ampliando o vocabulário, o conhecimento de mundo e o senso estético”, afirmou.

O livro será trabalhado como material didático e simbólico: leituras em sala, comentários sobre as receitas, partilha de lembranças e atividades que reforçam autoria e voz dos estudantes. Ao inserir as histórias no espaço escolar, a iniciativa ajuda a reparar apagamentos e a fortalecer laços entre alunos e comunidade.

Mais do que o produto final de uma atividade escolar, o livro “Nossas Histórias e Sabores” representa um instrumento pedagógico de valorização das identidades e saberes dos alunos da EJA. A iniciativa reafirma o papel da escola pública como espaço de acolhimento, criação e reconhecimento, fortalecendo o compromisso com uma educação que respeita as histórias e os percursos de cada estudante.