O deputado Marcinho Oliveira (PDT) inseriu, na ata dos trabalhos da Assembleia Legislativa, uma moção de aplausos ao sargento Hamilton Souza da Silva, em reconhecimento aos 28 anos de serviços prestados à Polícia Militar da Bahia. “Servir com lealdade, disciplina e abnegação, ao longo de quase três décadas, é uma conquista que merece ser reconhecida … Leia Mais
O governador Jerônimo Rodrigues enviou para apreciação da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) projeto de lei que altera a Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001, a Lei nº 13.201, de 9 de dezembro de 2014, e a Lei nº 14.572, de 25 de maio de 2023. Na mensagem endereçada à presidente Ivana … Leia Mais
O deputado Dr. Diego Castro (PL) solicitou ao prefeito de Salvador, Bruno Reis, a alteração da denominação do Largo da Barra para Largo Soldado Wesley Soares Góes. Na indicação, encaminhada ao chefe do Executivo municipal através da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o parlamentar diz que o objetivo é prestar homenagem póstuma … Leia Mais
O deputado Fabrício Pancadinha (PDT) protocolou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), uma moção de aplausos e reconhecimento ao tenente-coronel PM Robson Farias da Silva. A homenagem destaca os serviços prestados pelo oficial durante o período em que esteve à frente do comando do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM), sediado em Itabuna. No documento, … Leia Mais
Em sessão especial realizada na manhã desta sexta-feira (29), a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) concedeu a Comenda 2 de Julho, a mais alta honraria do Parlamento, ao secretário estadual da Segurança Pública (SSP-BA), Marcelo Werner Derschum Filho. A honraria foi proposta pelo deputado Matheus Ferreira (MDB) em reconhecimento aos relevantes serviços prestados no fortalecimento … Leia Mais
Para comemorar os 15 anos de criação da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), a Assembleia Legislativa da Bahia realizou uma sessão especial histórica, no Plenário Orlando Spínola, na tarde desta segunda-feira (25). Proposto pela deputada Neusa Cadore (PT), que foi titular do órgão e se desincompatibilizou para concorrer às eleições deste ano, o evento contou com a participação de parlamentares, gestores e representantes da sociedade civil, em sua grande maioria do gênero feminino.
Na abertura da cerimônia, Neusa Cadore transmitiu mensagem da presidente da Casa Legislativa, deputada Ivana Bastos, que parabenizou o órgão estadual por ajudar “a transformar vidas, ampliar direitos e fortalecer a presença das mulheres nos espaços de decisão do nosso estado”. De acordo com a chefe da ALBA, primeira mulher a presidir o Legislativo em 192 anos de história, a celebração possui um significado especial. “Uma conquista que simboliza, também, a caminhada de gerações de mulheres que abriram caminhos, enfrentaram barreiras e nunca desistiram de ocupar os espaços que lhes pertencem por direito. É celebrar a força, a coragem, a capacidade transformadora das mulheres baianas”, afirmou.
Em sua fala, Neusa Cadore saudou e agradeceu às mulheres presentes. “Nossa presença aqui carrega a marca de mulheres que vieram antes da gente, que ocuparam as ruas, que enfrentaram silenciamentos, que abriram caminhos”, destacou, lembrando a criação da instituição, pelo ex-governador Jaques Wagner, em 2011, atendendo à demanda dos movimentos feministas, assim como o apoio dos ex-governador Rui Costa e do atual, Jerônimo Rodrigues, “que tem se dedicado de forma especial ao cuidado de nossa gente, de nossas mulheres”.
A proponente do ato apontou dados que comprovam avanços históricos da SPM, com a interiorização dos organismos de mulheres, saindo de 42 para 103, de 42 conselhos para 102 conselhos municipais ativos. Também ressaltou as atuações realizadas em parceria com outros órgãos, a exemplo do programa “Oxe, me respeite nas escolas” – projeto que amplia o pensamento crítico da comunidade escolar através de dinâmicas pedagógicas que questionam as normas sociais geradoras da desigualdade de gênero -, Casa da Mulher Brasileira, Pacto contra o Feminicídio, o Baralho Lilás, a Corrida do Laço Branco, o seminário Masculinidade Positiva, a campanha Feminicídio Zero e outras iniciativas para o combate à violência de gênero.
No campo da autonomia econômica, a deputada citou Elas à Frente e o Selo Lilás, que certificou 300 empresas comprometidas com o enfrentamento do assédio e a valorização das mulheres. “E seguimos avançando na política do cuidado, como responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e estado”, salientou.
Depois de um vídeo com mensagem do ex-governador e atual senador Jaques Wagner, que falou sobre a importância dos movimentos sociais para a sua construção e dos motivos de celebração, as ex-secretárias Vera Lúcia Barbosa e Elisângela Araújo também fizeram um retrospecto das suas passagens na SPM.
Primeira secretária do órgão, Vera Lúcia Barbosa relatou os primeiros momentos da instituição, e agradeceu a participação dos movimentos feministas e do Conselho dos Direitos das Mulheres, e das outras secretarias de estado, que ajudaram a montar a SPM, ainda sem sede e com apenas 15 servidoras. Para Lúcia, muito se avançou, mas é necessário um maior orçamento, mas “mesmo com pouca estrutura e com pouco orçamento precisamos levar as políticas públicas que atendam as mulheres em toda a Bahia, para que elas vejam que, agora, tem um governo que cuida delas, no campo e na cidade”.
Também ex-titular da SPM, Elisângela Araújo falou sobre a oportunidade de ajudar, junto com outras mulheres, para o fortalecimento do órgão. “Foram realizadas mais de 100 atividades nos municípios, para escutar as pessoas, e a gente entendeu a importância, junto com o Ministério das Mulheres, dos programas que estão sendo executados”, disse. Na sua opinião, está na educação o caminho para as próximas gerações. “Se a gente não mudar essas relações de gênero, não tem investimento na segurança que possa sair desse estado de feminicídio”, destacou. Também parabenizou Neusa pelo projeto Selo Lilás, implantado quando da sua gestão, e Olivia Santana (PC do B) que contribuiu para o fim da pistolinha no carnaval.
LUTAS
Vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres, Selma Glória lembrou as lutas travadas no início da criação da SPM, desejando que o órgão tenha lugar merecido dentro do Governo do Estado, com mais orçamento, e que haja mais mulheres nos espaços do poder de decisão. “E temos esse papel de continuar travando essas lutas, por mais dignidade, por mais inclusão. Estamos no século 21 e temos ainda marcas ruins na nossa sociedade, que é o feminicídio, sobretudo das nossas mulheres negras, e a gente precisa mudar o retrato da nossa sociedade”.
A atual secretária de Políticas para as Mulheres, Camila Batista, registrou a trajetória da instituição “construída com luta, compromisso, resistência e muitas mãos”. Ela citou diversas ações e programas que considerou fundamentais para a vida das mulheres baianas, a exemplo das campanhas de 21 dias pelo fim da violência contra as mulheres, Respeite as Minas, Mulheres com a palavra, e as iniciativas de fortalecimento produtivo, como a Casa de Farinha.
Camila agradeceu aos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa, pelo fortalecimento da política, e Jerônimo Rodrigues, pela ampliação das ações ao longo da existência da SPM. Ela destacou outras ações desenvolvidas pelo órgão, como os projetos de fortalecimento econômico para mulheres indígenas, marisqueiras e quilombolas. “São quinze anos de história, de resistência, de construção coletiva, e assim seguimos juntas, movimentando a Bahia, transformando vidas e fortalecendo políticas públicas para as mulheres no estado”, informou.
A única participação masculina no evento foi do cantor e compositor baiano, Danrlei Orrico, autor da música Mulheres merecem respeito, afinada com as lutas da SPM. Ele fez questão de salientar o papel fundamental das mulheres para a sociedade, e em sua vida, a exemplo da avó e da mãe, e a importância de se espalhar uma cultura de cuidado e respeito a elas.
No final do ato, foi entregue uma placa às componentes da mesa, em reconhecimento e homenagem à luta e aos serviços prestados à causa das mulheres. Compuseram a mesa da sessão especial, a atual titular da SPM, Camila Batista, representando o governador Jerônimo Rodrigues; a coordenadora do Núcleo de Enfrentamento à Violência de Gênero em Defesa dos Direitos Das Mulheres, a promotora de justiça, Sara Sampaio; a secretária municipal de Política para Mulheres, Infância e Juventude, Fernanda Lordêlo; a defensora pública e coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem), Carolina Araújo; a coordenadora do departamento de Saúde da Polícia Militar da Bahia, coronela PM, Ivana Teixeira; a coronela do Corpo de Bombeiros, Ana Fausta; as ex-secretárias da SPM, Vera Lúcia Barbosa e Elisângela Araújo; a vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Selma Glória; e a presidente da Associação Bahiana de Imprensa, Suely Temporal.
Prestigiaram a comemoração, o líder do governo na Casa, Rosemberg Pinto (PT), Robinson Almeida (PT), Jusmari Oliveira (PSD), o ex-deputado Marcelino Galo e a ex-deputada e ex-presidente da Procuradoria da Mulher da ALBA, Fabíola Mansur.
Uma celebração pela justiça cidadã tomou conta do Plenário Orlando Spinola da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), nesta sexta-feira (22), nas homenagens pela passagem do Dia Nacional da Defensoria Pública, comemorada no dia 19 de maio. A prestigiada sessão especial, proposta pelo deputado Rosemberg Pinto (PT), contou com a presença de servidores da Defensoria Pública da Bahia, personalidades da magistratura baiana e representantes de entidades da sociedade civil, entre outras autoridades civis, religiosas e militares. A condução inicial dos trabalhos ficou a cargo da presidente da Casa, deputada Ivana Bastos, que não pode permanecer no evento por conta de viagem agendada para o interior, sendo substituída pelo proponente.
Ivana Bastos definiu a Defensoria Pública da Bahia como “uma das mais nobres expressões do compromisso do Estado com a dignidade humana”, aplaudindo sua missão, história “e todos aqueles que, diariamente, transformam a justiça em presença, acolhimento e esperança para o povo baiano”. A presidente da ALBA lembrou que, recentemente, a Casa reconheceu e valorizou a importância da Defensoria ao aprovar a recomposição remuneratória da instituição, reafirmando seu papel essencial na defesa dos direitos da população mais vulnerável, no fortalecimento do acesso à justiça e da democracia.
“Quando uma mãe desesperada busca medicamentos para o filho; quando um trabalhador tem seus direitos negados; quando uma mulher vítima de violência procura proteção; quando um jovem periférico precisa que alguém enxergue sua humanidade antes do preconceito; quando idosos, pessoas com deficiência, crianças e famílias inteiras necessitam de amparo — é a Defensoria Pública que se levanta como guardiã dos direitos humanos e da justiça social”, descreveu Rosemberg Pinto. Ele dividiu o momento da homenagem com a deputada Olivia Santana (PC do B), que prestigiou o evento e, conforme relatou o deputado, já dividiu a iniciativa com ele em anos anteriores.
CORAGEM
A defensora pública geral da Bahia, Camila Canário, agradeceu ao proponente por sua “sensibilidade social e defesa da justiça social”; enalteceu a presença de Ivana Bastos, destacando a dimensão histórica e simbólica por conduzir pela primeira vez “um espaço tradicionalmente marcado pela predominância masculina”; e registrou o reconhecimento ao governador Jerônimo Rodrigues pelo apoio e pela compreensão da importância estratégica da instituição para o povo baiano. Canário reverenciou os colegas, reiterando que a missão constitucional da Defensoria Pública ainda exige expansão, interiorização e presença, rogando “que nunca nos falte coragem para sustentar a vocação contramajoritária da Defensoria Pública: estar ao lado de quem mais precisa, mesmo quando isso exige enfrentar estruturas históricas de exclusão”.
O secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas – que, na solenidade, representou o governador Jerônimo Rodrigues – destacou a relação de parceria contínua, entre o Governo do Estado e a Defensoria, baseada em objetivos comuns, especialmente o combate às desigualdades sociais e o fortalecimento do acesso à justiça. “Mais do que advogados dos pobres, defensoras e defensoras públicos têm uma missão institucional de ser, dentro do processo judicial, a salvaguarda do combate às desigualdades”, afirmou.
“Eu tenho orgulho de representar meus pares, representando aqueles e aquelas que são agentes de transformação e garantem que a justiça social chegue a baianos e baianas. Resistir e lutar é natural de cada membro desta carreira”, expressou a presidente da Associação das Defensoras e Defensores Públicos da Bahia (Adep-BA), Bethânia Ferreira, que defendeu melhores condições de trabalho, fortalecimento da autonomia institucional e ampliação da atuação da Defensoria para todas as comarcas do estado.
Já a ouvidora-adjunta da instituição, Thiffany Odara, definiu o órgão como “a esperança aonde a política pública não chega, aonde as leis não são efetivadas”. Para ela, a Defensoria Pública é um instrumento de justiça social, dignidade humana e garantia de direitos fundamentais, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade e historicamente invisibilizadas.
Um vídeo institucional – mostrando como a instituição, com 40 anos de história, ampliou sua atuação, fortaleceu sua estrutura e se consolidou como referência de atendimento jurídico gratuito à população em situação de vulnerabilidade – foi exibido durante a solenidade, que contou ainda com a Banda de Música da Polícia Militar Maestro Wanderley, sob a regência do maestro subtenente PM Luciano, executando os hinos Nacional e o da Bahia.
Também tiveram assento na mesa da sessão especial o desembargador Mário Albiani, representando o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia José Rotondano; a procuradora-geral adjunta Norma Cavalcanti, representando o procurador-geral de Justiça da Bahia Pedro Maia; a corregedora geral da Defensoria Pública, Maria Auxiliadora Teixeira; o vice-presidente da Associação Comercial da Bahia, Zilan da Costa, representando a presidente da entidade, Isabela Suarez; a secretária de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude de Salvador, Fernanda Lordêlo, representando o prefeito Bruno Reis; e a secretária-geral da OAB Bahia, Cléia Costa dos Santos, representando sua entidade.
O deputado Zó (PC do B) propôs, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a concessão da Comenda 2 de Julho ao coronel da Polícia Militar da Bahia Wildon Teixeira dos Reis, comandante de Policiamento da Região Norte. O parlamentar argumenta que a outorga da honraria se deve a todos os exemplares serviços prestados pelo homenageado à sociedade, “com o objetivo de levar segurança e dignidade ao povo baiano no exercício de suas funções”.
O histórico do coronel Wildon é apresentado por Zó na proposição. Wildon Teixeira dos Reis é natural de Salvador (BA) e ingressou nas fileiras da PM-BA em 1989. É da turma de Aspirante a Oficial de 1991, sendo promovido aos postos de tenente, em setembro de 1992, capitão, em 2001, major, em 2012, tenente-coronel, em 2021, e coronel PM, em 2024.
Wildon é bacharel em segurança pública, pela Academia da Polícia Militar da Bahia, tem pós-graduação em gestão estratégica em segurança pública pela Academia da PM-BA/Cegesp/Uneb, é especialista em metodologia do ensino superior, pela Academia da PM-BA, e bacharel em direito pela Faculdade de Tecnologia e Ciência.
Segundo Zó, coronel Wildon é “oficial de alta excelência e possui diversas formações na área policial militar”, com destaque para cursos de adaptação em área de caatinga, pelo Niopac/PM-BA; de motopatrulhamento tático, pelo Batalhão de Polícia de Choque da PM de Goiás; de instrução de nivelamento e conhecimento, pela Força Nacional; de segurança de dignitários, pela Academia Nacional de Polícia/DPF; e de gestão de multidões, pelo Departamento de Narcóticos da Polícia de Los Angeles/FBI.
“Sua próspera carreira profissional iniciou-se no 3º BPM/Juazeiro, como aspirante a oficial. Atuou como subcomandante da 3ª Companhia Destacada, em Jacobina, e, no 14º BPM, em Santo Antônio de Jesus, e comandou o 1º Pelotão da 5ª Companhia, em Cachoeira. No Batalhão de Polícia de Guardas, foi comandante da Companhia Especial. Acumula passagens como subcomandante da 24ª CIPM/Lençóis e da 19ª CIPM/Paripe”, elencou o deputado Zó.
Ele contou ainda que o oficial da PM-BA comandou o Garra (Grupo de Ações Rápidas e Repressivas Avançadas), no Esquadrão de Motociclistas Águia, e foi fundador e Comandante da Rome (atual Rondesp/RMS). No Batalhão de Polícia de Choque, Wildon comandou a Rotamo e, posteriormente, como tenente-coronel, comandou a unidade. Foi também fundador e comandante da Operação Apolo, além de ter comandado a Cipe/Caatinga (2015-2018) e a CIPT/Central. Desde maio de 2024, exerce a função de comandante de Policiamento da Região Norte.
Coronel Wildon é filho de Dilton Souto dos Reis e de Antônia Isabel Teixeira dos Reis. É casado com Madalena Campos dos Reis e pai de três filhas, Kamila da Silva Reis, Victória da Silva Reis e Marina Campos dos Reis.
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) promoveu, nesta segunda-feira (18), por meio da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público, uma audiência pública para debater políticas públicas para a população LGBTQIAPN+. O evento foi proposto pela deputada Olívia Santana (PCdoB), presidente do colegiado, que conduziu os trabalhos no encontro realizado na Sala das Comissões José Amando.
Conforme ressaltou a legisladora, neste domingo, 17 de maio, foi celebrado o Dia Internacional contra a LGBTfobia, data que marca a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 17 de maio de 1990, de retirar a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças (CID). Até então, ela era considerada um transtorno mental.
“Ontem foi um dia de celebração de todas as conquistas da população LGBTQIAPN+. E, aqui nesta Casa, temos esse espaço de debate de políticas públicas para a humanização dessa causa. É papel da ALBA acolher sua população em sua inteireza, no que somos no estado da Bahia”, ressaltou a parlamentar. Olívia também enfatizou que debates como este, promovidos no Legislativo, resultam em ações práticas, como o encaminhamento de indicações ao governo estadual para implementação de iniciativas de interesse da sociedade em geral.
PLANO DECENAL
Durante a audiência, a vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CELGBT), Thiffany Odara, que também é ouvidora adjunta da Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA), apresentou o Plano Decenal de Direitos da População LGBTQIAPN+, que está em elaboração.
“Este é um plano que nasce da escuta, da luta e da construção coletiva para garantir direitos ao longo dos próximos dez anos. É um documento que revela desigualdades, lacunas e urgências, apresenta princípios e diretrizes e possui eixos estruturantes”, afirmou Thiffany Odara, que agradeceu à deputada Olívia Santana por abraçar a causa no Parlamento baiano.
Outra pauta levantada pela vice-presidente do CELGBT foi o papel do conselho estadual que integra. Ela defende que o órgão passe a ter caráter deliberativo, e não apenas consultivo. Essa mudança na natureza do conselho poderá resultar no direcionamento de recursos financeiros para o fortalecimento das políticas públicas em defesa da população LGBTQIAPN+. “Para fazer política pública, precisa ter dotação orçamentária, precisa ter dinheiro”, enfatizou.
Quem também destacou a importância do Plano Decenal foi Trícia Calmon, superintendente estadual de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos (SUDH). Ela afirmou que o plano é um guia de políticas para os próximos anos e um marco na consolidação de conquistas, com apontamentos de melhorias em áreas como educação, saúde e mercado de trabalho.
A ex-vereadora de Salvador Léo Kret do Brasil, atual diretora-geral de Políticas e Promoção da Cidadania LGBT+ da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), colocou-se à disposição para debater a pauta e relembrou sua trajetória de luta por respeito e dignidade. Desde sua ascensão como dançarina de pagode até a Câmara de Vereadores de Salvador, recordou a diretora, sempre sofreu preconceito.
IMPORTÂNCIA DA ESCUTA
A defensora pública Cláudia Ferraz, coordenadora da Especializada de Direitos Humanos na Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), parabenizou a ALBA pela realização do debate. “Espaços como esse, assim como os conselhos, são necessários. A política pública é construída a partir da escuta da população”, contextualizou.
Presente ao debate, o presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira, relembrou o marco histórico que resultou no Dia Internacional contra a Homofobia ao fazer referência à decisão da OMS. Ele também fez um apelo para que o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) mude a forma de cobrança dos direitos autorais pela execução de músicas nas paradas gays. Ele relatou que as organizações estão recebendo multas que chegam a R$ 50 mil.
“Não são os conservadores que vão acabar com a parada. É o Ecad”, disse. Ao ouvir o desabafo, a deputada Olívia Santana propôs uma reunião com representantes do escritório para buscar uma solução para o problema. “Eles precisam entender que as músicas executadas durante a parada fazem parte de uma causa social. Ninguém está ali para lucrar”, argumentou.
SEGURANÇA PÚBLICA
O delegado Ricardo Amorim, titular da Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), falou sobre a atuação da unidade no atendimento à população LGBTQIAPN+.
“Durante muito tempo, a pauta LGBTQIAPN+ esteve ausente dentro da segurança pública. Atualmente, isso mudou. Na nossa delegacia, entre os crimes registrados, cerca de 30% são casos de homofobia”, revelou.
Ainda segundo o delegado, a Polícia Civil tem se empenhado na implementação de protocolos de atendimento à população, a exemplo da capacitação realizada com agentes que atuam em todo o estado, tanto no cotidiano quanto em eventos festivos.
“A Polícia Civil vai lançar um protocolo de atendimento ao público LGBTQIAPN+ para que os agentes saibam atender e para que tenhamos cada vez menos situações de desrespeito aos direitos. Com isso, teremos uma polícia plural, democrática e inclusiva”, afirmou.
Em projeto de resolução apresentado à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o deputado Jurailton Santos (Republicanos) propôs a concessão da Comenda 2 de Julho ao coronel Antônio Carlos Silva Magalhães, comandante-geral da Polícia Militar da Bahia (PMBA). A homenagem, conforme argumentou o parlamentar, é uma forma de reconhecimento da destacada trajetória profissional e dos excelentes serviços prestados pelo chefe da corporação à população baiana.
Jurailton destacou que o Coronel Magalhães, natural do município baiano de Serrinha, possui uma trajetória marcada pela dedicação, disciplina, compromisso institucional e relevantes serviços prestados à segurança pública baiana ao longo de mais de quatro décadas na Polícia Militar da Bahia.
“Sua história na corporação iniciou-se ainda no início da década de 1980, quando ingressou na Polícia Militar da Bahia como soldado, destacando-se desde os primeiros passos da carreira pela excelência profissional e pelo comprometimento com a missão constitucional da instituição. Posteriormente, ascendeu à graduação de sargento e, em 1991, ingressou no oficialato da Polícia Militar da Bahia, alcançando, ao longo dos anos, o mais alto posto da corporação: o de coronel PM”, descreveu o parlamentar.
O deputado também argumentou, em sua justificativa, que o coronel se consolidou, ao longo da carreira, como referência técnica, operacional e estratégica dentro da segurança pública baiana, exercendo funções de grande relevância institucional, especialmente nas áreas de policiamento ostensivo, inteligência policial, ações táticas especiais e comando operacional.
“Durante sua destacada trajetória profissional, exerceu importantes missões e funções estratégicas na Polícia Militar da Bahia, contribuindo diretamente para o fortalecimento institucional da corporação, para a modernização das atividades operacionais e para o aprimoramento das ações de combate à criminalidade no estado da Bahia”, frisou.