“Invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão especial em alusão ao Massacre de Eldorado do Carajás, ocorrido em 17 de abril de 1996”. As palavras iniciais, proferidas pela deputada Fátima Nunes (PT), proponente da homenagem, anunciavam que a sexta-feira (17) seria marcante para a memória dos trabalhadores sem-terra. Exatamente 30 anos depois da … Leia Mais
O deputado Ricardo Rodrigues (PSD) apresentou moção de aplauso ao município de São Gabriel pela realização da XXXIII Cantoria, que acontece até o próximo domingo (19). No documento protocolado na Secretaria-Geral da Mesa, o parlamentar direcionou seu ato à Fundação Culturarte, aos artistas, produtores e ao povo da cidade. “A Cantoria de São Gabriel, que … Leia Mais
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) realiza, nesta sexta-feira (17), sessão especial proposta pela deputada Fátima Nunes (PT) em memória “de um dos episódios mais marcantes da luta pela terra no Brasil: o Massacre de Eldorado dos Carajás”, que completa 30 anos. Realizada no plenário Orlando Spínola, a sessão começará às 9h, “e, mais do … Leia Mais
O Programa Multiplicar, desenvolvido pela Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa, recebeu mais uma adesão nesta quinta-feira (16). Agora, a Câmara de Ubatã se junta a outras 54 casas legislativas em toda a Bahia que já recebem consultoria técnica, treinamento para vereadores e servidores, além de cursos na modalidade à distância. O acordo de cooperação … Leia Mais
Mais dois ofícios foram publicados no Diário Oficial desta quinta-feira (16), registrando alterações nas bancadas legislativas. No documento Nº 3.420/2026, o deputado Cafú Barreto comunicou à presidente Ivana Bastos e à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa a mudança de partido. Ele deixou o PSD e passou a integrar o União Brasil. O deputado ressaltou que … Leia Mais
A Escola do Legislativo encerrou, na tarde desta quinta-feira (16), o curso “Processo Legislativo: Aspectos Constitucionais e Regimentais”, capacitando cerca de 30 servidores do parlamento estadual. Com carga horária de 10 horas, a formação focou na aplicação prática das leis, indo além da teoria acadêmica.
O curso foi ministrado por servidores da área jurídica da Casa do Povo: o procurador-geral da ALBA e mestre em Direito Público, Rafael Barreto, e o secretário-geral da Mesa Diretora, Carlos Cavalcanti Neto, advogado especializado em Direito Público e Legislativo.
Considerada fundamental para o funcionamento da ALBA, a iniciativa teve como objetivo capacitar os servidores sobre o rito do processo legislativo, com foco em técnica, transparência e eficiência. A meta é assegurar o cumprimento do regimento interno e otimizar a tramitação dos projetos de lei elaborados pelos parlamentares.
O instrutor Carlos Cavalcanti Neto destacou o engajamento dos participantes. “Avalio as ações como muito positivas. Hoje, no encerramento, percebi que a turma adquiriu um conhecimento valioso. O foco foi o aspecto prático do curso, como as leis são efetivamente construídas e tramitadas”, afirmou.
Já o aluno Jorge Araújo, assessor da Secretaria-Geral das Comissões, celebrou o resultado da capacitação. “O curso foi muito interessante. Tanto o professor Rafael quanto o professor Carlos são muito didáticos, o que facilita o aprendizado. Além de absorvermos novos conteúdos, conseguimos sanar dúvidas pontuais do dia a dia”, ponderou.
Em mais uma iniciativa voltada ao enfrentamento estrutural da violência contra as mulheres, o deputado Hilton Coelho (PSOL) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia, projeto de lei que institui as “Prateleiras Maria da Penha” nas escolas e bibliotecas estaduais e comunitárias da Bahia.
A proposta cria, de forma permanente, acervos especializados com livros, materiais didáticos, conteúdos audiovisuais e legislações voltadas à prevenção e ao combate à violência de gênero, incluindo a Lei Maria da Penha e normas correlatas. O projeto também determina que esses conteúdos sejam disponibilizados em formatos acessíveis, como Braille, áudio e meios digitais, ampliando o alcance para pessoas com deficiência.
Para Hilton Coelho, a iniciativa enfrenta um dos pilares da violência estrutural: a desinformação. “Não basta punir a violência depois que ela acontece. É preciso garantir que crianças, jovens e toda a comunidade tenham acesso ao conhecimento sobre direitos, proteção e enfrentamento. Informação também é instrumento de defesa”, afirmou.
O texto estabelece que as bibliotecas, historicamente espaços de formação e circulação de conhecimento, assumam papel ativo na promoção dos direitos humanos das mulheres, articulando ações pedagógicas, atividades de leitura e debates críticos no ambiente escolar.
A proposta surge em um contexto de persistência da violência doméstica e de gênero, indicando que o enfrentamento exige políticas públicas que atuem na base da formação social. “A violência contra a mulher não é um desvio isolado, é resultado de uma cultura que precisa ser confrontada. E isso começa pela educação e pelo acesso à informação”, destacou o parlamentar.
Além de democratizar o acesso às legislações e instrumentos de proteção, o projeto busca estimular a consciência crítica desde a infância, promovendo reflexões sobre machismo, desigualdade de gênero e direitos das mulheres. A medida também está alinhada à Lei nº 14.164/2021, que prevê a inclusão de conteúdos sobre prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica.
Nos bastidores, a proposta é vista como uma ação estratégica que conecta educação, cultura e direitos humanos, ampliando o papel das escolas públicas no combate ao feminicídio. “Estamos transformando bibliotecas em espaços de resistência. Onde houver acesso à informação, haverá mais capacidade de romper o ciclo da violência. Essa é uma política de prevenção concreta, com impacto direto na vida das mulheres”, concluiu Hilton Coelho.
Em sessão especial realizada nesta quinta-feira (16), a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) comemorou os 80 anos da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e os 50 anos da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Proposto pela presidente da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviços Públicos, deputada Olívia Santana (PCdoB), o evento contou com a presença de um grande público de acadêmicos, intelectuais, estudantes, artistas, representantes de entidades sindicais e movimentos sociais.
Na abertura da sessão, Olívia Santana lembrou a história de ambas as universidades. A Ufba, fundada em 1946, contou ela, é uma das mais antigas instituições de ensino superior do país, “que, ao longo de oito décadas, tornou-se referência nacional na produção de conhecimento, na formação acadêmica e na promoção da cultura, da ciência e da inclusão social”.
Já a Uefs, segundo a parlamentar, foi criada e instalada em Feira de Santana em 1976, com o propósito de interiorizar o ensino superior no estado. Além de espaço de construção de conhecimento comprometido com a realidade social, econômica e cultural, Olívia destacou o papel da instituição na formação de lideranças “que têm transformado a Bahia, como os secretários estaduais Felipe Freitas (Justiça e Direitos Humanos) e Roberta Santana (Saúde), e que teve em seu quadro de professores o governador Jerônimo Rodrigues”.
A parlamentar registrou momentos vividos na Ufba, onde aprendeu a fazer política no Diretório Acadêmico de Pedagogia, e rememorou o primeiro Seminário Nacional de Estudantes Negros (Senun), no qual se iniciaram os primeiros debates sobre as cotas raciais. Também lembrou as dificuldades enfrentadas pela instituição no período do governo de Jair Bolsonaro, “um presidente que odiava as universidades, que odiava a ciência e que teve cinco ministros da Educação que não valiam por um”.
Para a deputada, o evento proposto demonstra o reconhecimento do papel transformador da educação pública gratuita e de qualidade, “que impacta gerações e fortalece o desenvolvimento da Bahia e do Brasil”. Ela citou nomes da cultura que passaram pela Ufba, como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Pitty, Wagner Moura, Milton Santos e Itamar Vieira Júnior.
A parlamentar reforçou a obrigação da instituição pública em oferecer o melhor para os jovens estudantes “que precisam se transformar em quadros dirigentes da nação”, e a necessidade de autonomia, inclusive orçamentária, “para que possa promover a emancipação do nosso povo”. E concluiu, parafraseando Caetano Veloso: “Viva a autonomia, a independência e a capacidade de formar gente para brilhar e viver bem”.
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
Também remetendo ao compositor baiano, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, manifestou orgulho de estar na “estação primeira do Brasil”, comemorando os aniversários de duas instituições que se confundem com a própria história da educação superior do país, ambas patrimônio do povo brasileiro. Bianca salientou o papel das instituições para o fortalecimento da nação e destacou o protagonismo da Bahia na Guerra da Independência do Brasil e na reconstrução da UNE, em 1979, após a Ditadura Militar.
“Com o mesmo espírito dos que, em outras gerações, atenderam ao chamado da história, seguimos em luta, porque vivemos um tempo em que as riquezas do nosso país estão sob a mira de grandes potências”, afirmou ela, ressaltando a importância da soberania nacional e da autonomia das instituições. “Em tempos em que tentam descredibilizar a universidade e a educação justamente porque reconhecem o seu papel estratégico para o fortalecimento da nossa nação, defendemos um país livre e soberano”, declarou.
A deputada federal Lídice da Mata (PSB) também revisitou a história da Ufba, considerada por ela a base da formação superior no estado, iniciada com o curso de Medicina criado por Dom João VI, em 1808, e da Uefs. “Esse é um patrimônio que precisamos preservar e lutar para manter”, disse, destacando o apoio de seu mandato às instituições por meio de emendas parlamentares.
REITORES HOMENAGEADOS
Antes das falas, os reitores das universidades foram agraciados com placas de homenagem, reconhecendo o pioneirismo da Ufba “na formação acadêmica do povo baiano, com compromisso com a democracia e o projeto de nação”, e a trajetória da Uefs, “dedicada à promoção do ensino, da pesquisa e da extensão”, ambas assinadas pela deputada Olívia Santana e pela presidente da ALBA, Ivana Bastos.
Durante a sessão, o professor Paulo Miguez agradeceu por ser o reitor da Ufba durante as comemorações dos 80 anos e destacou a importância de aproximar Parlamento e universidade. “Parlamento, universidade, política e conhecimento são os caminhos para construir um país mais justo, soberano e igual”, afirmou. Ao abordar desafios, especialmente orçamentários, o reitor lembrou críticas sofridas pela universidade em anos recentes. Segundo ele, a instituição forma não apenas profissionais, mas cidadãos comprometidos com transformações sociais.
A reitora da Uefs, Amali Mussi, afirmou receber a homenagem com orgulho e responsabilidade, destacando o caráter coletivo da construção da universidade ao longo de 50 anos. Ela ressaltou ainda o papel da instituição na interiorização do ensino superior e na transformação social. Para Amali, o futuro da Bahia passa pela consolidação e autonomia das universidades públicas. “Que sigamos do lado da educação pública, da inclusão, da ciência e da transformação social”, afirmou.
A sessão foi encerrada com vídeo do governador Jerônimo Rodrigues e fala do secretário Augusto Vasconcelos, que destacaram a importância das instituições para o desenvolvimento do estado. O evento contou ainda com apresentação do grupo musical Anarkas e da atriz Thaline Silva Leandro.
Compuseram a mesa, coordenada pela proponente da homenagem, os deputados estaduais Fátima Nunes (PT), vice-presidente da Casa Legislativa, e Hilton Coelho (PSOL); a deputada federal Lídice da Mata; os reitores das instituições homenageadas, Paulo César Miguez, da Ufba, e Amali de Angelis Mussi, da Uefs; a reitora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Adriana Marmori; o secretário de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, representando o governador Jerônimo Rodrigues; a secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Angela Guimarães; a presidente da UNE, Bianca Borges; a socióloga e coordenadora do coletivo Mahin – Organização de Mulheres Negras, Vilma Reis; e a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do 3º Grau do Estado da Bahia (Sintest), Daiana Alcântara. Também prestigiaram o ato os deputados Jusmari Oliveira (PSD), Angelo Almeida (PT) e Marcelino Galo (PT).
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) condecorou, na tarde desta quinta-feira, o economista Edelvino Góes com a Comenda 2 de Julho. A iniciativa foi do deputado Roberto Carlos (PDT), mas os parlamentares referendaram, à unanimidade, o gesto em homenagem ao ex-secretário da Administração do Estado (Saeb), cujo nome está associado à modernização da gestão.
A presidente da ALBA, deputada Ivana Bastos, foi a primeira a se pronunciar e disse que o plenário estava repleto de amigos, familiares e colegas da carreira pública para “celebrar uma trajetória que honra a vida pública”. Para ela, falar do gestor é “falar de alguém que ajudou a construir um Estado mais moderno, mais eficiente e mais preparado para servir as pessoas”.
“Edelvino esteve por 12 anos à frente da Secretaria da Administração e isso, por si só, já revela muito”, afirmou a presidente, complementado: “Revela confiança, revela capacidade, revela a solidez de uma caminhada construída com resultados”. Segundo ela, o homenageado construiu sua trajetória com o olhar sempre voltado para o futuro. “Quando se pensa nele, a palavra que vem é inovação”, disse Ivana, destacando uma modernização que vai além de cuidar da máquina, alcançando também as pessoas.
“O nosso mandato dialogou muito com a Secretaria da Administração ao longo desses anos, especialmente na luta pela implantação do SAC em diversos municípios e, em cada uma dessas pautas, encontramos abertura para ouvir, disposição para dialogar e compromisso com soluções concretas”, contou a parlamentar. Ela citou, como exemplo, os casos de Iraquara e Guanambi.
Roberto Carlos ocupou a tribuna para afirmar que a entrega da comenda era um “reconhecimento à trajetória de quem honra a Bahia e fortalece o serviço público com trabalho e excelência”. Ele apresentou a biografia do homenageado, desde os tempos em que Edelvino se mudou para Recife para ocupar cargo na Sudene.
“Graduado e mestre em Economia pela Ufba e servidor de carreira, nosso homenageado é um profundo conhecedor da máquina pública e se destacou por sua capacidade de transformar desafios em soluções por onde passou”, elogiou. “Foi assim na Sudene, no Ministério da Fazenda, no IBGE e na Secretaria da Administração. Ali, exerceu o cargo de chefe de gabinete por seis anos, tornando-se secretário em agosto de 2013”, acrescentou ele.
ESTADO MAIS ÁGIL
“Este grande gestor permaneceu na Saeb por diferentes governos, o que mostra continuidade e confiança política em uma gestão baseada no mérito e na competência”, observou Roberto Carlos, citando o controle de gastos, a organização do funcionalismo e a modernização do Estado como fatores preponderantes. “À frente da Saeb, contribuiu para tornar o Estado mais ágil, mais transparente e mais preparado para atender às demandas da sociedade. Porém, mais do que números e processos, sua trajetória revela compromisso com as pessoas”.
Ivana convidou à mesa os filhos Élder, Enrico e Esther para entregar a medalha e o diploma juntamente com Roberto Carlos. Emocionada, Esther abraçou o pai. Edelvino, ao agradecer a distinção, disse que se inspirou em muitos servidores em sua família para trilhar a carreira pública.
“Não passava pela minha cabeça ficar 12 anos na Saeb”, contou, lembrando que assumiu interinamente a pasta antes de ser efetivado. Tornou-se o decano do Conselho Nacional dos Secretários da Administração (Consad). Ele agradeceu as palavras de Ivana, lembrando que a deputada chegou a fiscalizar as obras de implantação do SAC de Guanambi.
“Se eu tive algum mérito na Saeb foi implantar uma cultura inovadora”, afirmou, destacando que “a máquina pública tem uma tendência à inércia”. Para ele, é preciso criar um ambiente que estimule a criatividade. “Claro, a gente procura mitigar os riscos da inovação, mas não tenho aversão ao risco de inovar”.
SAC E OUTROS PROJETOS
Edelvino concordou com os pontos destacados por Ivana e agradeceu a iniciativa de Roberto Carlos. Ele enumerou realizações, como a implantação de 49 novos SACs no interior. Na sua gestão, a Bahia foi pioneira na adoção do processo eletrônico SEI, que se aproxima de dez milhões de processos abertos, com ganho de produtividade e redução de custos.
O ba.gov também foi citado como experiência exitosa, com 6,8 milhões de usuários em um estado de 14 milhões de habitantes, além da automatização de 90% da folha de pagamentos. A criação da PrevNordeste também foi lembrada, hoje responsável pela gestão previdenciária de Bahia, Piauí e Sergipe.
Ele creditou essas realizações à equipe da secretaria, o Time Saeb, e ao apoio dos governadores Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues. “Sou grato a eles pela oportunidade, mas também como cidadão baiano, que vê a transformação na vida das pessoas que esse projeto político tem implementado”.
A mesa de honra foi composta ainda pelo secretário da Fazenda, Manoel Vitório, representando o governador Jerônimo Rodrigues; pelo primeiro vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Andrade; pelo secretário de Administração do Estado, Rodrigo Pimentel; pelo secretário de Planejamento, Cláudio Ramos Peixoto; pela defensora pública Laura Fagury; pelo vereador de Salvador Anderson Leal; pela reitora da Uneb, Adriana Marmori; pelo coronel PM Jonatas Santana, representando o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Magalhães; e pelo superintendente do Sebrae, Jorge Curi.
Em indicação direcionada ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao ministro da Educação, Leonardo Osvaldo Barchini Rosa, o deputado Euclides Fernandes (PT) pediu a adoção das providências necessárias para a reforma, recuperação, requalificação e modernização do prédio da Faculdade de Medicina da Bahia, localizado no Terreiro de Jesus, em Salvador, “assegurando-se a preservação de seu valor arquitetônico, histórico, acadêmico e científico”.
Criada em 1808, a Faculdade de Medicina da Bahia, reconhecida como a mais antiga escola de medicina do Brasil, “representa o marco inaugural do ensino médico e de uma etapa decisiva da própria formação do ensino superior brasileiro”. O deputado lembra que a trajetória da instituição atravessa mais de dois séculos de contribuição à formação de profissionais, à produção científica e ao desenvolvimento da saúde pública nacional.
Em fevereiro deste ano, a instituição completou 218 anos de existência, reunindo um acervo de grande relevância histórica, com mais de cinco milhões de páginas de documentos e obras raras entre os séculos XVI e XIX, reforçando o valor material e imaterial do conjunto. Para Euclides, a faculdade “é um patrimônio que sintetiza parte expressiva da memória da ciência, da medicina e da educação brasileira”.
A eventual deterioração física de um espaço dessa magnitude, observa o deputado, não representa apenas um problema predial, mas um risco à preservação da história nacional, prejuízo à comunidade acadêmica e enfraquecimento de um equipamento cultural e científico de enorme simbolismo para a Bahia e para o Brasil. Euclides lembra que a instituição segue ativa, desenvolvendo ensino, pesquisa e extensão, tendo inclusive ampliado iniciativas recentes, como a criação, em 2024, do Centro Internacional de Estudo e Pesquisa da Saúde da População Negra e Indígena.
O parlamentar considera que a preservação e a requalificação do prédio não se justificam apenas por sua memória, mas também por sua função atual e estratégica na produção de conhecimento e na formação universitária. Ele sugere que o prédio seja contemplado com intervenções estruturais, obras de conservação, acessibilidade, modernização de instalações, segurança predial, proteção do acervo histórico e adequação dos espaços às necessidades contemporâneas de ensino, pesquisa e visitação pública.
PLANO DE EDUCAÇÃO
Ele destaca ainda que o governo federal sancionou recentemente o novo Plano Nacional de Educação 2026–2036, “reafirmando o compromisso com o fortalecimento da educação brasileira nos próximos dez anos”.
“Com esta indicação, queremos sensibilizar a Presidência da República e o Ministério da Educação para que adotem providências para a preservação do patrimônio da Faculdade de Medicina da Bahia, viabilizando a obra, inclusive com previsão orçamentária específica, estudos técnicos e eventual inclusão em programas federais de requalificação de equipamentos públicos educacionais e históricos”, concluiu Euclides Fernandes.
Ele solicitou prioridade para a demanda “em respeito à educação brasileira, à memória da medicina nacional e ao povo baiano, que se orgulha de sediar uma das mais emblemáticas instituições acadêmicas do país”.