Ludmilla Fiscina parabeniza Santo Amaro, Governador Mangabeira e Crisópolis

A deputada Ludmilla Fiscina homenageou os munícipes de três cidades baianas que fizeram aniversário de fundação essa semana, através do registro, nos anais da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), de moções de congratulações. Ela parabenizou Santo Amaro, pelos 189 anos, e Governador Mangabeira e Crisópolis, ambos pela passagem dos 64 anos de emancipação política e … Leia Mais



ALBA concede Título de Cidadão Baiano a Jeandro Laytynher Ribeiro na segunda-feira

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) concede, nesta segunda-feira (16), o Título de Cidadão Baiano a Jeandro Laytynher Ribeiro, diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). A iniciativa é do deputado Euclides Fernandes (PT), que afirma que a proposição se fundamenta no reconhecimento público da trajetória de vida do homenageado, “marcada pelo comprometimento … Leia Mais


Bahia participa de reunião do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura

Bahia participa de reunião do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura Foto: Ascom/Seagri A Bahia participou, na quinta-feira (12), da 1ª reunião de 2026 do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Agricultura (Conseagri). O encontro, que ocorreu de forma virtual, tratou de políticas nacionais voltadas ao uso de insumos agrícolas, fortalecimento de cadeias produtivas … Leia Mais


Projeto do Skatepark do Subúrbio, primeira pista de skate do Brasil com selo olímpico, será apresentado nesta segunda-feira (16)

Projeto do Skatepark do Subúrbio, primeira pista de skate do Brasil com selo olímpico, será apresentado nesta segunda-feira (16) Ilustração O projeto do complexo esportivo que abrigará a primeira pista de skate do Brasil com selo olímpico, batizado de Skatepark do Subúrbio, será apresentado aos esportistas da modalidade e à imprensa baiana nesta segunda-feira, 16, … Leia Mais


Embasa instala novo Centro de Monitoramento de Tecnologia


Embasa instala novo Centro de Monitoramento de Tecnologia
Embasa instala novo Centro de Monitoramento de Tecnologia

Fotos: Ascom/Embasa

Os serviços prestados pela Embasa à população baiana acabam de ganhar um reforço expressivo com a entrada em operação, em Salvador, do Centro de Monitoramento de Tecnologia da Informação (CMTI). Com a nova estrutura, o tempo médio de identificação de falhas de conectividade caiu de horas para poucos minutos e, nos dois primeiros meses após a implantação completa do projeto, não houve registro de chamados por indisponibilidade de conectividade nas unidades da empresa que prestam serviços de água e esgotamento sanitário na capital e no interior.

O centro acompanha em tempo real os links de internet e os ambientes tecnológicos de todas as unidades da companhia, ampliando o controle da infraestrutura digital e a capacidade de resposta diante de eventuais falhas na rede corporativa, como incidentes cibernéticos e intercorrências em sistemas corporativos. Na prática, isso significa maior estabilidade para os sistemas que controlam os processos operacionais, comerciais e administrativos da empresa. O resultado é maior confiabilidade nos canais de atendimento, redução do tempo de resposta em ocorrências operacionais e melhor roteirização e gestão das equipes que atuam em campo na manutenção das redes de água e esgoto, por exemplo.

“A estrutura do CMTI passa a acompanhar em tempo real a conectividade e os ambientes tecnológicos de todas as unidades da empresa no estado. A iniciativa fortalece a segurança digital e assegura mais controle sobre a conectividade, possibilitando uma atuação ágil, precisa e proativa diante de eventuais ocorrências, como quedas de conexão que podem paralisar temporariamente serviços na área comercial ou operacional”, explica o gerente de Tecnologia da Informação e Comunicação da Embasa, Leandro Magalhães.

Chamados caem a zero | Os números de ocorrências registradas evidenciam o impacto da iniciativa. “Com a implementação do CMTI, os registros passaram a cair gradualmente a partir do último trimestre de 2025. Já no início deste ano, após a implantação completa do projeto, o resultado foi ainda mais expressivo: em janeiro e fevereiro de 2026 não houve registro de chamados por indisponibilidade de conectividade. ”, comemora Márcio Maia, líder da iniciativa e gerente da área de conectividade. “Ao garantir que os sistemas estejam disponíveis e seguros, o CMTI contribui diretamente para que a Embasa atenda de forma mais rápida, organizada e eficiente às demandas da sociedade”, ressalta o gestor.

Segundo ele, o novo modelo já vem demonstrando resultados práticos. Em algumas localidades do interior onde não havia alternativa técnica ou contratual de contingência, era comum que falhas em cabos ou equipamentos gerassem indisponibilidades prolongadas. “Recentemente, uma instabilidade em um link de unidade operacional foi identificada pelo centro de monitoramento antes mesmo da abertura de qualquer chamado pelas equipes locais. A equipe técnica foi acionada imediatamente, garantindo a rápida normalização e evitando impacto nos sistemas de atendimento e na operação de campo”, conta.

O presidente da Embasa, Gildeone Almeida, destaca que, com a visão centralizada do ambiente tecnológico, a equipe de TI da Embasa consegue atuar de forma coordenada e rápida, reduzindo o risco de paralisação de sistemas essenciais para o funcionamento da empresa. “A nova estrutura reforça a estratégia de transformação digital da companhia e contribui para maior estabilidade dos sistemas que apoiam a prestação de serviços essenciais à população baiana”, afirma.


Sema entrega equipamentos a brigadas voluntárias no encerramento de seminário sobre incêndios florestais


Sema entrega equipamentos a brigadas voluntárias no encerramento de seminário sobre incêndios florestais
Sema entrega equipamentos a brigadas voluntárias no encerramento de seminário sobre incêndios florestais

Fotos: Matheus Lemos – Ascom/Sema

O segundo e último dia do V Seminário Internacional sobre Prevenção, Monitoramento e Combate aos Incêndios Florestais da Bahia, realizado no auditório do Instituto Anísio Teixeira, em Salvador, foi marcado pela entrega de equipamentos de proteção individual (EPIs) para 30 brigadistas voluntários presentes no evento.

A iniciativa reforça o apoio às brigadas que atuam diretamente na prevenção e no combate aos incêndios em diferentes regiões do estado, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade ambiental.

Durante o encerramento do seminário, o secretário do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, destacou que os avanços na redução de incêndios no estado são resultado de um esforço coletivo entre governo, brigadistas e comunidades.

“Estamos trabalhando nas caravanas, na Ronda Verde, no combate aos incêndios e também na educação ambiental. Isso é fruto de um trabalho construído a muitas mãos. O Grupo de Trabalho do Bahia Sem Fogo nasce justamente desse entendimento de que diferentes áreas precisam atuar juntas, com comprometimento e responsabilidade com o meio ambiente. Esse seminário encerra um ciclo de trabalho que realizamos e, ao mesmo tempo, abre as portas para o que vamos desenvolver neste ano”, afirmou.

O kit entregue aos brigadistas é composto por apito, fardamento completo (calça, blusa e gandola), bota, coturno, facão e cantil.

Uma das brigadistas beneficiadas com os equipamentos foi Simone Souza, representante de uma brigada feminina do município de Piatã, na Chapada Diamantina. Ela destacou a importância do apoio para quem atua diretamente no combate ao fogo em áreas de difícil acesso.

“Sou de Piatã e estou representando aqui a brigada feminina que temos no município. Receber esses equipamentos é muito importante para o nosso trabalho, porque enfrentamos terrenos difíceis, subimos muitas serras e precisamos estar bem equipadas para atuar com segurança”, relatou.

Painéis e debates

Entre os destaques da programação esteve a palestra da pesquisadora do Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (INTA), de Santiago del Estero, na Argentina, Dra. Roxana Ledesma, que abordou o tema “Ecologia e Manejo de Incêndios no Chaco Seco, no norte da Argentina”. Durante a apresentação, que contou com tradução simultânea, a especialista compartilhou experiências sobre a dinâmica do fogo nesse bioma sul-americano.

“Na região do Chaco, onde eu vivo, o fogo sempre fez parte da paisagem e da cultura das comunidades. Ele tem um papel ecológico importante nesses ambientes, e muitas espécies já desenvolveram adaptações para conviver com ele. O desafio é compreender melhor seu uso e evitar queimas sem prescrição, para que o fogo seja utilizado de forma responsável no manejo dos ecossistemas”, pontuou.

A pesquisadora também destacou semelhanças entre o Chaco e o Cerrado brasileiro, especialmente em relação à presença histórica do fogo nesses ambientes e à importância de compreender sua dinâmica para orientar estratégias adequadas de manejo.

Encerrando a programação de palestras, o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Filipe Viegas de Arruda, abordou a relação entre gestão do fogo e qualidade do ar, trazendo reflexões sobre os impactos ambientais e na saúde pública associados aos grandes incêndios.

Realizado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), em parceria com a Bracell Bahia e a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), o seminário se consolidou como o maior evento realizado de forma contínua no Brasil dedicado ao debate sobre incêndios florestais. Desde 2019, a iniciativa reúne especialistas nacionais e internacionais para apresentar pesquisas, tecnologias e estratégias voltadas ao monitoramento, prevenção e combate ao fogo em diferentes biomas.

Programa Bahia Sem Fogo

Criado em 2010 e coordenado pela Sema, o Programa Bahia Sem Fogo articula ações de prevenção, monitoramento, fiscalização e combate aos incêndios florestais em todo o território baiano.

A iniciativa reúne diferentes órgãos do Governo do Estado em uma estratégia integrada, incluindo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a Casa Militar do Governador, a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Secretaria da Saúde (Sesab), a Casa Civil, a Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa), a Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec) e o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA).


Galo promove seminário sobre Direitos das Populações Atingidas por Barragens



O deputado Marcelino Galo (PT) coordenou, nesta quinta-feira (12), um seminário na Assembleia Legislativa da Bahia com participação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) sobre a instituição da Política Estadual de Direitos das Populações Atingidas por Barragens: Desafios e Perspectivas na Bahia. O Movimento pede a aprovação de projeto de lei do petista, em tramitação na Casa, que prevê ações prévias, simultâneas e posteriores às atividades de planejamento, construção, instalação, operação, ampliação, manutenção ou desativação de barragens e casos de emergência decorrentes de vazamento ou rompimento dessa estrutura, cujo licenciamento ambiental seja de competência exclusiva, concorrente ou subsidiária do Estado da Bahia.


De acordo com o parlamentar, a Bahia deverá ser o primeiro estado do Brasil a ter sua Política Estadual de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (Peab), “uma necessidade para assegurar os direitos das populações atingidas”, disse. Para ele, o Estado tem uma dívida muito grande com as comunidades que foram afetadas, a exemplo de Sobradinho, “onde as pessoas moram no entorno da barragem, mas não têm água potável nem energia”, explicou.

APROVAÇÃO DA PEAB

Além do proponente, o evento reuniu representantes de diversos movimentos sociais baianos, entre eles Moisés Borges, coordenador do MAB, Edmilson Santana, do Sindae; Renato Cunha, do Instituto Gambá; Deyvid Bacelar, do Sindipetro e Cristina Brito, do Sinergia. Do Poder Executivo participaram o diretor-geral do Inema, Eduardo Topázio; Ronilton Almeida, representando a Casa Civil, Gabriel Troilo, da Secretaria Estadual de Educação (SEC) e o secretário de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), Felipe Freitas.

Em sua fala, o coordenador do MAB, Moisés Borges, fez uma explanação sobre a história de luta do movimento em favor das populações atingidas antes, durante e depois da instalação dos empreendimentos e reforçou a necessidade de aprovação do projeto de lei em questão. “Uma situação que precisa ser regulada por lei, por isso há a necessidade de aprovação do PL de Marcelino Galo”, afirmou. A proposição estadual é espelhada na lei que instituiu a Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB), que cria mecanismos para reassentamentos e reparação de danos sociais, culturais e econômicos provocados por barragens de mineração, hidrelétricas ou resíduos.

A PNAB impõe às empresas o custeio de programas de reparação, a responsabilidade pelos danos causados, e prevê a criação de comitês que garantam a participação da população afetada nas decisões. A lei, que aguarda regulamentação, é considerada um marco legal no Brasil e uma vitória do Movimento dos Atingidos por Barragens. Ela garante direitos para essas comunidades, como indenizações, reassentamento e participação nas decisões.

A proposição de Galo também descreve todas as ações, medidas e reparações sugeridas pelo empreendedor e pactuadas com o Poder Público e com as comunidades atingidas pela construção, instalação e a operação de barragens de acumulação de água, barragens de rejeito, hidrelétricas e megaempreendimentos, com a finalidade de desenvolver toda a região de maneira sustentável, minimizar e prevenir danos aos municípios e às comunidades afetadas. O PL ainda inclui a criação do Comitê Gestor, com a finalidade de coordenar, monitorar e acompanhar a execução das políticas instituídas

Segundo o deputado, há um sistemático desrespeito aos direitos humanos na construção de barragens, um passivo social a ser ressarcido. Ele lembrou que, em 2018, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou o resultado do Diagnóstico Social, Econômico e Cultural dos atingidos pela Usina Hidrelétrica de Sobradinho, que atesta “violações sofridas no passado, seja por conta do processo de remoção das populações ou dos sentimentos de injustiça originados em promessas não cumpridas”.

Eliana Bispo dos Santos é testemunha e vítima do fato identificado pelo Ipea. Moradora de uma área atingida pela Chesf, ela garante que está sem qualquer tipo de assistência há quatro anos. “Aí a gente teve o primeiro ano, teve o segundo ano e até hoje nada pra gente. Hoje é o momento, então de reivindicar, de buscar esse apoio aqui” na ALBA, disse ela, ao “pedir apoio a todos para que olhem pela gente, que a gente precisa ser assistido”.

Durante o seminário, os gestores estaduais destacaram a afinidade do governador Jerônimo com as demandas colocadas e se comprometeram em pautar a regulamentação da PNAB e lutar pela aprovação do projeto de lei em questão. A pauta foi entregue, simbolicamente, ao secretário Felipe Freitas, que reafirmou o seu compromisso com o movimento e a disposição política de encaminhá-la aos colegas das secretarias de Governo. “Vocês contam conosco para avançar no debate sobre a política estadual, como o passo fundamental, para a gente ter um marco legal, que reconheça direitos, e que permitam a gente sonhar sonhos novos”, garantiu.

Reportagem: Nice Melo/Rita Tavares  
Edição: Franciel Cruz



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Turismo rural de base comunitária na Bahia oferece vivências culturais em comunidades tradicionais


Turismo rural de base comunitária na Bahia oferece vivências culturais em comunidades tradicionais
Turismo rural de base comunitária na Bahia oferece vivências culturais em comunidades tradicionais

Ascom/CAR

A Bahia reúne uma diversidade de roteiros de turismo rural de base comunitária que proporcionam experiências culturais, contato com a natureza e vivências em territórios de povos e comunidades tradicionais. As iniciativas atraem visitantes interessados em conhecer histórias, saberes ancestrais e a culinária local, além de explorar paisagens naturais como praias, rios e cachoeiras presentes em comunidades rurais do estado.
Essa atividade, que gera renda e fortalece o desenvolvimento local, conta com o apoio do Governo do Estado por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR). Entre os roteiros apoiados estão a Reserva da Jaqueira, que promove o turismo étnico do povo Pataxó em Porto Seguro; a Vivertur Matarandiba, nas ilhas de Vera Cruz e Itaparica; o Quilombo Jatimane, em Nilo Peçanha; e o Quilombo Quingoma, no município de Lauro de Freitas, entre outros destinos.
Nayara Pataxó, liderança da Reserva da Jaqueira, destaca as experiências oferecidas aos visitantes. “Todos são convidados a conhecer a Jaqueira. Aqui temos o pajé, nosso líder espiritual, além de palestras e da dança tradicional, momentos em que as pessoas podem interagir, participar e sentir um pouco da energia que buscamos da Mãe Natureza e da Mãe Terra. Os visitantes também podem conhecer o museu e experimentar a culinária típica no nosso restaurante. A Reserva da Jaqueira é um lugar onde se pode vivenciar um pouco da nossa cultura junto com a gente”, afirma.
Outro roteiro que se destaca é o do Quilombo Jatimane, localizado no município de Nilo Peçanha, às margens do Rio Jatimane. A região abriga 47 comunidades remanescentes de antigos quilombos e está situada no caminho para a praia de Pratigi. No local, os visitantes podem vivenciar o turismo étnico de base comunitária e participar de atividades que incluem trilhas em meio à natureza, experiências gastronômicas, como a tradicional tainha defumada, além de conhecer o artesanato do quilombo produzido com coco e piaçava e visitar um jardim sensorial.
“Falar do meu lugar é falar da minha própria história. Aqui, quem nos visita tem a oportunidade de se encontrar com a natureza viva, com as nossas tradições e com a força da cultura quilombola. Cada trilha, cada rio, cada canto deste território carrega a memória dos nossos ancestrais, que resistiram e cuidaram dessa terra para que hoje pudéssemos existir com identidade e orgulho. Quem vem ao Jatimane não leva apenas fotografias, leva experiências, aprendizados e um pouco da nossa ancestralidade. Aqui a natureza abraça, a cultura ensina e a comunidade acolhe”, ressalta Jéssica Oliveira do Rosário, presidente da Associação Comunitária do Jatimane.
Rota da Liberdade

Outra iniciativa de turismo comunitário é a Rota da Liberdade, realizada no município de Cachoeira. O roteiro apresenta aos visitantes os saberes e fazeres das comunidades quilombolas da região. Segundo Ananias Viana, quilombola e ativista cultural em Cachoeira, a experiência inclui diversas atividades tradicionais.
“Temos visitas ao cultivo de ostra, à produção do azeite de dendê, da farinha e do xarope. Também promovemos rodas de conversa e troca de conhecimentos, em que os visitantes podem aprender como funcionam essas práticas. Além disso, oferecemos passeios fluviais de barco e outros atrativos”, explica.
Investimentos no turismo rural de base comunitária

Entre os investimentos do Governo do Estado no fortalecimento do turismo rural de base comunitária estão a construção de centros de artesanato, receptivos turísticos e kijemes (dormitórios indígenas), além da reforma de museus, implantação de cozinhas comunitárias, capacitações, criação de áreas temáticas, instalação de quiosques e aquisição de equipamentos, entre outras ações.


Festival do Dendê fortalece o afroturismo em Camaçari


Festival do Dendê fortalece o afroturismo em Camaçari
Festival do Dendê fortalece o afroturismo em Camaçari

Foto: Divulgação

Após oito dias de programação, o 5º Festival do Dendê foi encerrado na noite de quarta-feira (11), com um jantar no restaurante Culinária de Terreiro, em Camaçari, na Costa dos Coqueiros, que teve a participação do renomado chef brasileiro Alex Atala. O evento, que faz uma junção de cozinha ancestral e cultura afro, reuniu representantes da gastronomia do Brasil e de outros países, como França, Camarões e Colômbia. Criado pela chef baiana Solange Borges, o festival recebeu o apoio do projeto Agô Bahia, da Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), voltado para o incremento das manifestações de matriz africana.
“Essa festa gastronômica fortalece o afroturismo em Camaçari e região. Por isso, o Governo do Estado garantiu apoio à realização do evento, que faz a culinária baiana ganhar ainda mais visibilidade mundial, como um dos principais atrativos para os turistas de todo o planeta que nos visitam”, ressaltou o coordenador do Agô Bahia, Paulo Sobrinho.
“A Setur-BA está conosco desde a segunda edição do festival, dando um suporte fundamental para garantir a continuidade do evento, que tem crescido em número de participantes, nessa projeção internacional da cultura do dendê”, completou a anfitriã Solange Borges.
Para Alex Atala, “é sempre muito prazeroso estar na Bahia e poder usar o meu trabalho e a minha voz em favor de líderes que vão construindo uma história e deixando um legado na gastronomia, como é o caso de Solange, que desenvolve um projeto inspirador”.
Em Camaçari, as atividades do festival envolveram baianos e turistas e foram distribuídas por cinco espaços do município: Cidade do Saber, Agrovila Pinhão Manso, Cooperativa Mulheres Solares, Instituto IFBA e restaurante Culinária de Terreiro. Entre as atrações, cozinha show, roda de conversa, vivências gastronômicas, experiências culturais, a Trilha do Dendê e o Encontro Saberes e Sabores.
Nesta edição, o evento integrou a iniciativa internacional Tastes of Transition, que conecta gastronomia, sustentabilidade e saberes afrodiaspóricos, com destaque para a participação das chefs Antonuella Ariza e Marie-Josée Ordener, das escolas colombiana e francesa, respectivamente.
“Uma alegria indescritível toma conta de mim, no encerramento desse encontro de grandes chefs, que valorizam e respeitam a culinária da Bahia em sua essência, formada por histórias e raízes de ancestralidade e de afeto. Isso torna o nosso projeto ainda mais especial”, comemorou a chef Solange.