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Inscrições para eleição do Conselho Estadual de Comunicação Social começam nesta segunda-feira (9)

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Ricardo Marques é o artista da semana no Selo Educadora FM Independente


Ricardo Marques é o artista da semana no Selo Educadora FM Independente
Ricardo Marques é o artista da semana no Selo Educadora FM Independente

Foto: Divulgação

O Selo Educadora FM Independente promove o álbum ‘Meu mundo acende por dentro’, projeto do artista Ricardo Marques. A iniciativa divulga lançamentos de álbuns e EPs de artistas independentes por meio da Rádio Educadora FM, da TVE e das redes sociais das emissoras.

Natural de Vitória da Conquista, Ricardo não é apenas um músico; é um pesquisador, ambientalista e professor que transpõe para as melodias, a densidade de seus estudos sobre o Bem-Viver e a sabedoria dos povos originários. Uma Sinfonia de Saberes e Estrelas.

O álbum conta com participações como Luiz Caldas e Gerônimo Santana e a sonoridade é enriquecida por nomes como Nagib Barroso, Cláudia Rizo, Joel Guimarães e o toque contemporâneo do DJ Fábio Santana. A obra transita com pelo cancioneiro regional, elevando-se ao erudito com a participação do Maestro João Omar (filho do lendário Elomar Figueira) na densa faixa “Injustiça Climática”.

A promoção do trabalho de Ricardo Marques acontece entre os dias 09 e 15 de março, ao longo da programação da Educadora FM, da TVE e das redes sociais das emissoras. Na terça-feira (10), a partir das 12h, a banda participa de entrevistas nos programas Multicultura, na Educadora FM, e TVE Revista. A seleção para o Selo Educadora FM Independente ocorre mensalmente, com inscrições abertas durante todo o ano. Em 2025, a premiação foi ampliada, passando de R$ 5 mil para R$10 mil por artista selecionado. Mais informações em www.educadorafm.ba.gov.br.
 


SPM integra delegação brasileira na 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas, em Nova Iorque


SPM integra delegação brasileira na 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas, em Nova Iorque
SPM integra delegação brasileira na 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas, em Nova Iorque

Foto: Reprodução/@spmbahia

Como parte da programação do Março Mulher, a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado (SPM) integra a delegação brasileira, que participa da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas (CSW 70), que acontece desta segunda-feira (9) até o dia 19 de março,  em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

A coordenadora-executiva de Articulação Institucional e Ações Temáticas da SPM, Lourivania Soares, representa a secretária das Mulheres da Bahia, Neusa Cadore, na agenda. “A CSW é um espaço estratégico, em que as mulheres colocam na centralidade do debate os principais desafios contemporâneos, mas também apontam soluções, que vêm justamente das suas experiências, dos seus territórios de luta e da construção coletiva. A Bahia tem muito a partilhar e a contribuir nessa discussão, a partir das nossas diversas ações estruturantes de enfrentamento à violência e de promoção da autonomia econômica, colaborando para o avanço de políticas globais voltadas à equidade de gênero”, avalia.

A CSW 70 é o principal espaço intergovernamental dedicado à promoção da igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres no mundo. Devem participar das atividades, os estados-membros, organismos internacionais e organizações da sociedade civil para debater políticas, apresentar avanços e negociar compromissos internacionais.

Sob a coordenação do Ministério das Mulheres, o Brasil participa com uma das maiores delegações do evento, composta por mais de 300 pessoas, que  representam a sociedade civil, a academia, o sistema de justiça, o legislativo, governos municipais, estaduais e federal.

Nesta edição, os debates focam na garantia e fortalecimento do acesso à justiça para mulheres e meninas; na eliminação das barreiras à participação política feminina e no enfrentamento às violências; no empoderamento de mulheres idosas, dentre outras temáticas. Além da agenda oficial, um conjunto de eventos paralelos acontece durante a CSW por toda a cidade, articulados por universidades e organizações ligadas à pauta das mulheres. 
 


Felipe Duarte reverencia memória de Jovelino Pereira Magalhães



O deputado Felipe Duarte (PP) consignou, na Casa Legislativa da Bahia, uma moção de pesar pelo falecimento de Jovelino Pereira Magalhães, ocorrido no último dia 6 de março, aos 103 anos. Seu Jovelino nasceu em 22 de outubro de 1922, no município baiano de Palmas de Monte Alto. “Sua vida foi um testemunho de serviço, dedicação e trabalho digno”, manifestou o parlamentar.

Felipe Duarte conta que, ainda jovem, o Sr. Jovelino demonstrou seu amor à Pátria ao integrar as fileiras do Exército Brasileiro durante a Segunda Guerra
Mundial. O político explica que, após rigoroso treinamento em Salvador, foi designado para servir no setor de Inteligência do Exército. Lembra ainda que, ao encerrar sua jornada militar, Jovelino dedicou-se ao serviço público na Bahia, exercendo com zelo a função de delegado da Polícia Civil na sua cidade natal.

O deputado ressalta também que, em 1965, Jovelino se transferiu para Guanambi, com sua esposa e oito filhos, onde construiu um novo ciclo de vida. Atuou como marceneiro e estabeleceu uma serraria, atividade que impulsionou o desenvolvimento econômico local, gerando empregos e participando ativamente da vida comunitária até idade avançada. Homem de fé inabalável, enalteceu o legislador, sua vida foi norteada pela profunda devoção à Igreja Católica, valores que refletiu em sua conduta familiar e comunitária.

Jovelino Pereira Magalhães deixa um legado de honra, marcado pelo amor à Pátria, pelo compromisso com o serviço público, pela dignidade do seu trabalho e pela dedicação incondicional à família, deixando filhos, netos e bisnetos. Por fim, o deputado solicitou que esta moção, de respeito e pesar, seja registrada nos anais da Assembleia Legislativa, sendo enviada, depois de aprovada, aos familiares enlutados, como sinal de reconhecimento e solidariedade de todos os parlamentares.

Reportagem: Nivaldo Cruz
Edição: Franciel Cruz



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Políticas públicas ampliam autonomia de mulheres rurais na Bahia


Políticas públicas ampliam autonomia de mulheres rurais na Bahia
Políticas públicas ampliam autonomia de mulheres rurais na Bahia

Foto: Divulgação

Nas comunidades rurais, nos territórios tradicionais e nas associações e cooperativas da agricultura familiar, são elas que mantêm viva a produção de alimentos, a cultura e a esperança. Essa força das mulheres, protagonistas do rural baiano, tem sido potencializada com a execução de políticas públicas estratégicas do Governo do Estado, a exemplo da assistência técnica e extensão rural (Ater), da implantação de agroindústrias familiares e de quintais produtivos, que vêm gerando renda e promovendo autonomia para milhares de mulheres.
Neste mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, histórias de agricultoras familiares da Bahia evidenciam como políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural têm ampliado oportunidades e fortalecido o protagonismo feminino no campo.
Essas políticas públicas, executadas pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), têm valorizado e dado visibilidade ao trabalho dessas mulheres, que hoje assumem, inclusive, funções de liderança em organizações produtivas em diversas regiões da Bahia.
Uma dessas lideranças da agricultura familiar é Aline Silva, atual presidente da Cooperativa Agropecuária de Mulheres e Jovens do Semiárido (Coomafs), organização produtiva que integra a Rede Semiárido Forte e reúne mais de 33 grupos produtivos nos territórios da Bacia do Jacuípe e do Piemonte da Diamantina. A cooperativa também faz a gestão da loja do Coreto da Agricultura Familiar, em Jacobina.
“Falar de políticas públicas, para mim, é motivo de muita satisfação. Eu sou filha de políticas públicas. Sou assentada da reforma agrária em Ourolândia, no assentamento Lagoa de Dentro, e faço parte do grupo produtivo Delícias do Quintal, que surgiu a partir de uma política pública, o projeto Pró-Semiárido. Hoje tiro meu sustento dele, assim como muitas outras companheiras. As políticas públicas, nos últimos anos, têm transformado de forma significativa a vida de muitas mulheres”, ressalta Aline.
A presidente da Coomafs observa ainda que políticas públicas como o acesso à terra, o Pronaf Mulher, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além de ações de segurança alimentar, são fundamentais para fortalecer a produção das mulheres rurais, promover a igualdade social e de gênero e ampliar a autonomia financeira. “Muitas mulheres conseguem hoje garantir o próprio sustento com o seu trabalho, o que também contribui para romper ciclos de violência doméstica e psicológica”, afirma.
Entre as ações executadas pela CAR, a partir de convênio com a Coomafs, estão a implantação de uma agroindústria de seleção de frutas e hortaliças e de uma cozinha comunitária.
Mulheres fortalecem cooperativa e ampliam geração de renda
Agricultora e filha de agricultores, Meirevanda Oliveira dos Santos, que está no segundo mandato como presidente da Cooperativa dos Trabalhadores na Agricultura Familiar, Economia Solidária e Sustentável dos Territórios Vale do Jiquiriçá e Baixo Sul da Bahia (Coopeipe), destaca que, apesar dos desafios, estar à frente de uma cooperativa é motivo de orgulho e aprendizado diário.
“Somos três mulheres na gestão da cooperativa e da agroindústria de polpas de frutas, fazendo história e deixando um legado. Com a chegada da agroindústria, muita coisa melhorou em nossas vidas. A Coopeipe ganhou visibilidade, passou a comercializar mais, gerar empregos e fortalecer a independência das mulheres. Isso é muito importante para a nossa autonomia”, celebra Meirevanda.
Com o apoio do Governo do Estado na implantação de uma agroindústria de beneficiamento de frutas, no município de Amargosa, sob gestão da Coopeipe, a realidade de agricultores e agricultoras familiares de comunidades rurais do território Vale do Jiquiriçá vem sendo transformada.
O trabalho dessas mulheres, que representam 80% dos cooperados entre as mais de 300 famílias beneficiadas, transforma em polpas de frutas e, consequentemente, em renda, aquilo que antes muitas vezes era desperdiçado nas propriedades por falta de infraestrutura para produção e comercialização.
Compromisso com a equidade de gênero
A CAR também tem intensificado as ações voltadas para as mulheres rurais, que são maioria na agricultura familiar, garantindo a participação feminina em diferentes frentes das políticas públicas.
Atualmente, a equidade de gênero também se reflete na estrutura da companhia. Mais de 50% dos cargos de chefia e coordenação são ocupados por mulheres, além da presença expressiva de técnicas nas equipes de campo que atuam em todos os territórios de identidade da Bahia.


Protagonismo feminino transforma o dia a dia no Parque Zoobotânico da Bahia


Protagonismo feminino transforma o dia a dia no Parque Zoobotânico da Bahia
Protagonismo feminino transforma o dia a dia no Parque Zoobotânico da Bahia

Foto: Arquivo Pessoal

Por trás dos recintos que abrigam espécies da fauna brasileira e encantam centenas de visitantes diariamente no Parque Zoobotânico da Bahia, existe uma força silenciosa, atenta e essencial: o trabalho das mulheres que atuam no cuidado, na gestão e na educação ambiental do espaço.

Entre elas está Valdirene Santos, tratadora há um ano e meio e atualmente a única mulher na equipe de tratadores do Parque. Seu dia começa antes mesmo da abertura dos portões, a primeira missão é garantir que os recintos estejam limpos e organizados, proporcionando bem-estar aos animais. “Eles precisam encontrar o ambiente preparado. Isso é fundamental para que se sintam seguros e tranquilos”, explica.

Mais do que limpeza e alimentação, a função exige atenção constante. Val, como é conhecida, destaca que a observação é uma das partes mais importantes do trabalho. “Somos os olhos do técnico. Antes mesmo da avaliação especializada, somos nós que percebemos qualquer mudança no comportamento dos animais. Cada detalhe importa”, contou.

Esse olhar cuidadoso contribui diretamente para a saúde e o acompanhamento adequado de cada espécie. Pequenas alterações podem indicar a necessidade de ajustes no manejo ou no tratamento, e para Valdirene a motivação é clara. “Eu amo o que faço. Trabalhar aqui é especial. Cuidar de animais é algo lindo e faz bem até para a saúde mental. É gratificante fazer o que a gente gosta”.

Neste Dia Internacional da Mulher, ela deixa uma mensagem para outras mulheres que desejam ocupar espaços ainda pouco representados. “Acredite no seu potencial. Não deixe ninguém dizer que esse lugar não é seu. A gente não pede espaço, a gente conquista. No meio de tantos homens, aprendi que não preciso ser mais forte que ninguém, preciso ser competente, dedicada e verdadeira com o que faço”, frisou.

Liderança feminina também na gestão

A força feminina no Parque Zoobotânico da Bahia também está presente na administração do espaço, conduzido pela bióloga Ana Celly Lima, que iniciou sua ainda como estagiária e hoje ocupa posição de liderança.

Ana ingressou no Parque em 31 de outubro de 2006, para cumprir o estágio supervisionado da graduação em Biologia. Durante esse período, passou por setores importantes como ornitologia, nutrição e quarentena, experiências que contribuíram para o desenvolvimento de seu olhar técnico no cuidado com a fauna silvestre.

Foi ainda nessa fase que começou a atuar no manejo de neonatos e filhotes de animais silvestres. Desde então, sua trajetória no Parque tem sido contínua. “Quando finalizei o estágio, já estava me formando e fui convidada a continuar com o projeto de manejo de neonatos e filhotes de animais silvestres. Foi assim que começou o berçário do zoológico e onde passamos a consolidar o trabalho de recria de animais”, relembra.

Entre os resultados mais marcantes desse trabalho está o sucesso na recria de um filhote de harpia, considerado um feito raro entre instituições que trabalham com fauna silvestre sob cuidados humanos.

Em 2021, recebeu o convite para integrar a gestão técnica da instituição, assumindo um novo desafio profissional. “Hoje o meu trabalho envolve uma grande responsabilidade com o bem-estar do plantel e com as boas práticas dentro da instituição. Temos mais de mil animais sob cuidados humanos e quase 200 colaboradores. Então a gestão envolve não apenas os animais, mas também as pessoas”, explica.

Segundo ela, o maior desafio da gestão está justamente na condução das equipes. “Gerir fauna é algo que a experiência de mais de 20 anos de manejo nos ensina com segurança. O grande desafio é lidar com pessoas, com suas diferentes realidades e necessidades. É um trabalho que exige sensibilidade, escuta e muito equilíbrio.”

Ana Celly também destaca o orgulho de fazer parte de uma instituição onde as mulheres ocupam posições importantes de liderança. “Tenho muito orgulho de fazer parte de uma gestão onde há um olhar cuidadoso para as mulheres. Nossa diretora é uma mulher, temos coordenadoras técnicas, lideranças femininas em diferentes setores e uma participação muito forte das mulheres no corpo técnico do Parque”, concluiu.

Presença que transforma

Entre os quase 200 colaboradores do Parque Zoobotânico da Bahia, a presença feminina é expressiva. As mulheres atuam em diversas áreas estratégicas da instituição. Entre elas estão quatro médicas veterinárias, duas biólogas, uma museóloga, uma engenheira agrônoma, duas líderes de vigilância, uma gestora administrativa e oito profissionais do setor administrativo, além de outras profissionais que contribuem diariamente para o funcionamento do espaço.

Elas também estão presentes em setores como educação ambiental, manejo animal, nutrição, conservação da fauna e serviços gerais, garantindo que o Parque permaneça acolhedor, organizado e preparado para receber famílias, estudantes e visitantes de todas as idades.

Neste Dia Internacional da Mulher, o Parque Zoobotânico da Bahia celebra não apenas uma data, mas a presença ativa, competente e transformadora das mulheres que dedicam seu trabalho ao cuidado com a fauna e com o meio ambiente. Porque quando mulheres ocupam espaços, elas não apenas trabalham, elas transformam.