SDE marca presença no ARAMUSS 2025 e apresenta tecnologias atraídas para a Bahia

SDE marca presença no ARAMUSS 2025 e apresenta tecnologias atraídas para a Bahia Foto: Eduardo Andrade – Ascom/SDE A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) participa, entre esta terça-feira (11) e sexta (14), do Aratu Maritime Unmanned Systems Simulation (ARAMUSS 2025), evento promovido pelo Comando do 2º Distrito Naval (Com2ºDN), que reúne as principais inovações em … Leia Mais



Ricardo Rodrigues lamenta morte de Agnelo Almeida Barreto Neto

O deputado Ricardo Rodrigues (PSD) manifestou, através de moção de pesar na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), consternação pelo falecimento do Dr. Agnelo Almeida Barreto Neto, médico e ex-prefeito do município de Presidente Dutra, ocorrido neste domingo, dia 9 de novembro. Segundo o parlamentar, Dr. Agnelo dedicou sua vida à medicina e ao serviço público, … Leia Mais



Fenagro 2025: Bahia realiza a maior feira agropecuária do Norte e Nordeste


Fenagro 2025: Bahia realiza a maior feira agropecuária do Norte e Nordeste
Fenagro 2025: Bahia realiza a maior feira agropecuária do Norte e Nordeste

Foto: Ascom/Seagri

A Bahia está pronta para sediar a maior feira agropecuária do Norte e Nordeste. Entre os dias 29 de novembro e 7 de dezembro, o Parque de Exposições de Salvador se transformará no grande ponto de encontro do agronegócio com a realização da Fenagro 2025 – Feira Internacional da Agropecuária da Bahia.

Promovida pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), e realizada pelo Grupo A Tarde, com produção da On Line Entretenimento, a Fenagro chega unindo tradição, inovação e tecnologia, aproximando o campo da cidade e celebrando a força da agropecuária baiana.

De acordo com o secretário da Seagri, Pablo Barrozo, o evento tem como propósito valorizar o trabalho de quem vive da terra, fomentar negócios e difundir conhecimento. “Ao trazer para a capital um pouco das riquezas do campo e da agricultura, a feira aproxima o público urbano do mundo rural e reforça o papel do agro na economia e na cultura baiana. A Fenagro mostra o que a Bahia tem de mais forte no campo: um setor produtivo em crescimento, com inovação e sustentabilidade caminhando juntas”, destaca Barrozo.

Com expectativa de superar todos os recordes das edições anteriores, a Fenagro 2025 deve receber mais de 200 mil visitantes e movimentar cerca de R$ 120 milhões em negócios, entre vendas de máquinas, animais, insumos e contratos de parceria. “Teremos nove dias de intensa programação, oportunidades e troca de experiências, reafirmando o papel da feira como uma das mais importantes vitrines do agronegócio brasileiro”, complementa o secretário.

Este ano, a feira contará com 600 expositores de 12 estados, reforçando seu caráter nacional, e mais de 3 mil animais em exposição, entre bovinos, equinos, caprinos e ovinos. O Pavilhão do Governo reunirá mais de 40 órgãos estaduais e federais, oferecendo serviços, capacitação e atendimento ao público. A programação técnica incluirá ainda cursos, palestras e painéis voltados para os setores da agricultura, pesca e pecuária.

Pavilhão do Governo: conhecimento e inovação

No Pavilhão do Governo, o público poderá conhecer de perto os avanços e potencialidades de setores estratégicos da cadeia produtiva, como chocolate, sisal, leite, grãos, carne, mel, citrus, pesca e florestas plantadas. A programação inclui palestras e oficinas práticas voltadas à capacitação e ao estímulo de novos negócios.

Os visitantes poderão acompanhar desde o processamento do cacau até a produção do chocolate, as inovações na pecuária leiteira, além de técnicas modernas de cultivo e manejo sustentável de florestas.

Espaços interativos e experiências únicas

Entre os espaços mais visitados está o Museu de Anatomia Animal, uma exposição itinerante com modelos em tamanho real de animais, preparados com alta qualidade para fins educativos e científicos. A atração é uma iniciativa da Sociedade Baiana de Medicina Veterinária, em parceria com a Ufba, Unime e Unifacs.

Outro destaque é a Cozinha Show, onde chefs e cozinheiros convidados transformam ingredientes da agricultura familiar em pratos típicos e inovadores, preparados ao vivo diante do público. Mais que uma vitrine gastronômica, o espaço celebra o trabalho dos produtores rurais e revela a potência dos alimentos locais, entre aromas, histórias e receitas que traduzem a identidade da Bahia.


Audiência na ALBA discute avanço do diabetes e desafios na prevenção



A epidemia silenciosa do diabetes foi tema de debate na manhã desta terça-feira (11), em audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Proposto pelo deputado José de Arimateia (Republicanos) e promovido pela Comissão de Saúde e Saneamento, o encontro reuniu especialistas e profissionais de saúde que chamaram atenção para o avanço da doença e seus impactos crescentes sobre o sistema público. O presidente da Comissão de Saúde, deputado Alex da Piatã (PSD), também participou da audiência.

A palestra principal foi conduzida pela diretora e fundadora do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Reine Marie Chaves Fonseca, que citou o “Novembro Azul”, mês de conscientização sobre o diabetes, criado em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes e reconhecido oficialmente pela ONU em 2006. “O Novembro Azul é, originalmente, o mês do diabetes, e não da próstata, como muitos pensam”, destacou a médica, ao lembrar que o dia 14 de novembro celebra o nascimento de Frederick Banting, descobridor da insulina.

Reine explicou que o Cedeba intensifica, durante todo o mês, ações educativas e de mobilização social com o objetivo de alertar a população sobre hábitos saudáveis e a importância do diagnóstico precoce. O tema deste ano, “Diabetes e bem-estar no trabalho”, busca conscientizar sobre os direitos das pessoas com diabetes e a necessidade de ambientes laborais que favoreçam o autocuidado.

Em entrevista ao final do evento, Arimateia ressaltou a importância do debate e a urgência de ações efetivas. “Foi muito importante ouvir as explanações dos profissionais que estiveram aqui. Precisamos fazer alguns encaminhamentos, como a ampliação do Cedeba e do Cepred (Centro de Prevenção e Reabilitação de Deficiências), que são instituições que atendem pacientes com diabetes. Além disso, é fundamental conscientizar a população nas escolas, com políticas de prevenção e campanhas de informação”, afirmou.

Durante sua apresentação, Reine Fonseca ressaltou o crescimento alarmante da doença no Brasil e no mundo. “Já temos um em cada 10 adultos com diabetes e um em cada três acima dos 65 anos. Estima-se que entre 16 e 20 milhões de brasileiros convivam com a doença, e cerca de 32% não sabem que são diabéticos”, afirmou. O país, acrescentou, ocupa hoje a sexta posição mundial em número de pessoas com diabetes.

Ela alertou ainda para o aumento dos casos de pré-diabetes, condição que pode atingir até 17% da população adulta e evoluir rapidamente para a forma crônica da doença. “A progressão do pré-diabetes para o diabetes é de 5 a 10% ao ano. Em cinco anos, metade dos pacientes desenvolve a doença”, explicou. Os impactos sobre a saúde pública são expressivos. “O diabetes é a quarta causa de morte precoce no país e a principal causa de amputações de membros inferiores e de cegueira. Também responde por grande parte dos casos de insuficiência renal e diálise”.

A diretora do Cedeba destacou, no entanto, que a prevenção é possível e deve ser prioridade nas políticas públicas. “Temos a oportunidade de atuar antes da doença, com estímulo à alimentação saudável e atividade física, e também de prevenir complicações quando o diagnóstico já foi feito”, defendeu.

Reine também detalhou a trajetória e o papel do Cedeba, fundado em 1994 e referência estadual no atendimento a pacientes com diabetes e doenças endócrinas. “Começamos no Hospital Roberto Santos, depois fomos para o Rio Vermelho e hoje estamos sediados no Centro de Atenção à Saúde (CAS). São 31 anos de trabalho ininterrupto, sempre com foco técnico e sem interferência política”, afirmou, lembrando o apoio decisivo do senador Otto Alencar (PSD) na criação do centro.

Atualmente, o Cedeba realiza cerca de 8 mil consultas mensais, oferece 35 medicamentos para 20 patologias endócrinas e mantém uma estrutura multiprofissional com médicos, nutricionistas, psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas e assistentes sociais. O centro também coordena programas de educação em saúde, caravanas temáticas, teleconsultorias, capacitação de profissionais da atenção básica e ações de ensino e pesquisa que formam especialistas para todo o país.

“O Cedeba é hoje a segunda residência mais procurada do Brasil na formação de endocrinologistas e referência também em programas multiprofissionais”, destacou. Ela informou que o centro já capacitou quase 100% dos municípios baianos em ações de prevenção e tratamento do diabetes, em parceria com a Escola Estadual de Saúde Pública.

AÇÕES E DESAFIOS EM SALVADOR

Representando a Prefeitura de Salvador, a enfermeira Manuela Maciel Souza, do campo de doenças crônicas não transmissíveis, ressaltou os desafios da gestão municipal no enfrentamento do diabetes e de outras doenças associadas. “É um grande desafio trabalhar com diabetes por conta de como a sociedade está estruturada. Para prevenir, precisamos enfrentar o sobrepeso, a obesidade e garantir acesso à alimentação saudável”, afirmou.

Segundo ela, os inquéritos de vigilância apontam que a população tem consumido cada vez mais alimentos ultraprocessados, enquanto o consumo de frutas, verduras e hortaliças vem caindo. “Nossa população também está se exercitando menos. Precisamos fortalecer a atenção primária e ampliar o acesso à educação e à alimentação saudável”, completou.

Manuela enfatizou a importância de analisar os indicadores sob o recorte de raça, cor e classe social, pois as desigualdades influenciam fortemente o acesso ao cuidado. “As pessoas pretas e pardas são as que mais adoecem e morrem. Cerca de 80% dos casos graves estão entre essa população. Precisamos discutir o racismo como determinante social da saúde e enfrentar as desigualdades que afetam o acesso à educação e à renda”, pontuou.

O PÉ DIABÉTICO

A enfermeira Marines Marques, especialista em lesões de pele e feridas complexas, também participou da audiência e reforçou a urgência de implantar uma política nacional de tratamento de feridas complexas e pé diabético. Segundo ela, essa política começou a ser discutida há seis anos e avançou em 2019, com a Portaria nº 51 da Secretaria da Saúde da Bahia, que definiu critérios de adesão dos municípios à linha de cuidado das pessoas com feridas complexas, mas ainda precisa avançar muito.

“A maioria dos pacientes com diabetes que são internados chega ao hospital por infecção, sepse ou descompensação da doença. Mas a porta de entrada quase sempre é uma lesão. Muitos têm dificuldade de enxergar por causa da retinopatia diabética e acabam se ferindo sem perceber. Um simples corte no pé pode evoluir para uma amputação”, relatou.

Marines destacou que o tratamento desses pacientes é caro e prolongado. “Um paciente diabético com lesão de pele pode ficar de 25 a 35 dias internado, e o custo de um leito hospitalar de UTI pode chegar a R$ 2.700 por dia. E muitas vezes ele precisa de antibióticos de uso sistêmico, internação em UTI e, em grande parte dos casos, passa por amputação”, lamentou.

Para a enfermeira, o problema poderia ser reduzido com salas de avaliação do pé diabético em policlínicas e unidades básicas. “Isso está previsto em portaria, mas ainda não foi implantado. Cada centro de referência deveria ter equipe multiprofissional, com enfermeiro, cirurgião vascular e endocrinologista, o que reduziria muito o número de internações e amputações”, afirmou.

Marines apontou o subfinanciamento da atenção básica como um dos maiores entraves para o avanço das políticas públicas. “As unidades de saúde muitas vezes têm apenas o básico para curativos, como iodo e pomadas. Como usar alta tecnologia na cicatrização sem recursos? É por isso que defendemos uma política nacional com verba própria”, argumentou.

Ao final do encontro, José de Arimateia apresentou uma série de encaminhamentos. Um deles foi transformar em indicação a proposta da diretora do Cedeba de criação do selo “Hospital Amigo do Diabetes”, que pretende reconhecer as unidades de saúde que se destaquem pela capacitação das equipes e pela adoção de protocolos de atendimento qualificado a pacientes diabéticos. Outra proposta que será transformada em indicação pelo deputado é a ampliação do Cedeba. O objetivo é expandir a capacidade de atendimento e descentralizar os serviços.



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MAB discute novo projeto museológico que reposiciona o papel do museu na contemporaneidade


MAB discute novo projeto museológico que reposiciona o papel do museu na contemporaneidade
MAB discute novo projeto museológico que reposiciona o papel do museu na contemporaneidade

Foto: Thales Albieri/MAB

O Museu de Arte da Bahia (MAB), sob gestão do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), deu início na terça-feira (11) ao seminário “Releituras e Reflexões sobre o Acervo do MAB”, dedicado à discussão do novo projeto museológico da instituição. A iniciativa propõe repensar a função do museu na contemporaneidade, reforçando seu papel como espaço de conhecimento, criação e diálogo com a sociedade.

Realizado pela Trevo Produções, em parceria com o MAB e o IPAC, o projeto foi contemplado pelos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia (PNAB) e conta com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura (Secult-BA), com recursos do Ministério da Cultura, Governo Federal.

O seminário, que segue até sábado (15), reúne especialistas, pesquisadores e o público interessado em discutir novas perspectivas sobre acervos, curadoria e práticas museológicas. A programação inclui palestras, oficinas, feiras culturais e rodas de conversa, reforçando a ideia do museu como um espaço vivo, participativo e em constante transformação.

A abertura foi marcada por debates sobre tratamento do acervo e propostas expográficas, etapas fundamentais na elaboração do novo Plano Museológico do MAB, documento que orientará as ações estratégicas da instituição nos próximos anos. Durante a mesa inicial, a museóloga Simone Trindade, do Museu Carlos e Margarida Costa Pinto, destacou que o planejamento museológico é “instrumento essencial para a preservação da memória, a ampliação do acesso público e a qualificação da gestão dos acervos”.

O diretor do MAB, Pola Ribeiro, ressaltou a importância da participação coletiva na construção do novo plano museológico. “É o momento de o museu estabelecer suas diretrizes, construindo um mapa a partir da escuta da sociedade, de técnicos, museólogos, historiadores, artistas, da comunidade que frequenta e também da que não frequenta. É um processo de reflexão sobre o futuro do MAB e sobre como ele pode continuar relevante e transformador”, afirmou.

Acervo do MAB e expansão museológica

Na sequência, as museólogas Celene Souza e Renata Alencar, junto à professora titular do curso de Museologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Joseania Freitas, conduziram a palestra “O Museu de Arte da Bahia e suas coleções – visão geral”, abordando a diversidade do acervo e os desafios da conservação patrimonial.

A museóloga Renata Alencar destacou o processo de incorporação do acervo do antigo Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica ao MAB, inicialmente visto com cautela, mas posteriormente reconhecido como uma ação estratégica e enriquecedora.

“O Museu Udo se aliou ao MAB e ganhou muito com isso, ocupando novos espaços, com maior visibilidade e atenção do público nas oficinas e nas doações de acervo. Hoje toda a reserva técnica está ampliada e o acervo reunido em um só lugar”, observou.

Com cerca de seis mil peças, entre azulejos, painéis, moldes e cerâmicas, esse acervo passou a integrar o processo de requalificação e expansão do MAB. Inspirado por esse conjunto, o MAB está implantando um novo anexo dedicado às oficinas de cerâmica e azulejaria, que resgatam a tradição artesanal baiana e a aproximam do público por meio de experiências educativas e contemporâneas.

Com o projeto Reimaginando o MAB, o Museu de Arte da Bahia reafirma sua vocação como guardião da memória e laboratório de ideias, propondo uma nova forma de relação entre o patrimônio, o público e a cultura baiana, um museu que não apenas preserva, mas se reinventa junto com a sociedade.


Colegiado luta pela criação da Casa dos Artistas na Bahia



A criação da Casa dos Artistas nos 27 territórios de identidade foi o tema central da audiência pública realizada no âmbito da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) na manhã desta terça-feira (11). Proponente do encontro, o deputado Hilton Coelho (Psol) enfatizou que, apesar de a Bahia ser um estado de grande afirmação cultural, carece de um olhar digno para seus artistas, especialmente na velhice. Ele destacou que a situação de vulnerabilidade impõe a necessidade da construção de soluções para o amparo da classe artística.

“O objetivo dessa audiência é dar musculatura e insumos a um movimento que exigirá luta para se concretizar. O nosso projeto busca um espaço digno, sofisticado e com forte significado cultural e ético para os artistas. Não será um depósito de artistas idosos. Será um lugar de acolhimento”, frisou Hilton.

Conforme explicou o legislador, a matéria foi pautada em um movimento social iniciado por artistas, a partir do caso envolvendo o cantor, compositor e berimbalista baiano, Lourival Santos Araújo, conhecido como Mestre Lourimbau, que, entregue à própria sorte, foi sequestrado e permaneceu em cárcere privado, até ser resgatado em janeiro de 2024. A chegada de Mestre Lourimbau na audiência pública desta terça, inclusive, representou um ponto alto do encontro, sendo ele recepcionado por aplausos.

Integrante da mesa, o agroflorestor, escritor, compositor, berimbalista e gestor ambiental, Cláudio Deiró, ressaltou que a vulnerabilidade experimentada por Mestre Lourimbau afeta a vida de muitos outros artistas. Para Deiró, o Poder Público precisa assumir a responsabilidade de garantir dignidade para quem contribuiu para o fortalecimento cultural da Bahia.

“A gente precisa das autoridades, do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa, do Congresso Nacional, para que a gente possa conseguir realizar esse projeto chamado Casa dos Artistas da Bahia. A ideia é que esse projeto possa contemplar os diversos lourimbaus que existem por aí”, opinou.

Os deputados Robinson Almeida e Olívia Santana (PC do B), integrantes da Comissão de Educação, reafirmaram o apoio à pauta. A presidente do colegiado sugeriu a realização de uma audiência pública com o governador Jerônimo Rodrigues, para ampliar os debates. “A sociedade brasileira não valoriza os idosos, temos uma sociedade extremamente etarista, anti-idosos, e ao mesmo tempo, nós estamos tendo essa conquista de envelhecer. A Casa dos Artistas não é um ato de caridade. A Casa dos Artistas precisa ser uma política pública para garantir dignidade para todos os artistas. O governador tem demonstrado preocupação e interesse com essa área da população idosa”, afirmou Olívia.

De acordo com Robinson, o ponto crucial é o financiamento das unidades. Para o petista, a Casa dos Artistas da Bahia deverá ser um espaço de garantia de direitos para a classe artística, e precisará ter assegurada uma parte do orçamento público. “Nós temos que disputar o orçamento, no fundo é isso, e quem faz o orçamento são os governos respectivos nas suas áreas e quem aprova o orçamento são os parlamentos, então se a gente não for para cima dos governos e dos parlamentos, a gente não está enfrentando o ponto central de decisão”, ponderou.

O deputado Rosemberg Pinto (PT), líder da maioria na Casa Legislativa, também manifestou apoio aos artistas. Em pronunciamento, sinalizou a importância do cuidado e amparo para garantir qualidade de vida à categoria. Para a professora de teatro de escola no Município de Salvador, Ana Vaneska, que já foi conselheira de cultura, discutir a Casa dos Artistas é discutir a memória e a contribuição histórica que os artistas vêm dando. “A gente olha para Salvador, e vê uma cidade eminentemente cultural. A gente está falando de Berimbau, a gente está falando de capoeira, a gente está falando de dança afro, a gente está falando de teatro. E aí, nós não temos políticas pensadas para esses grupos. Hoje, existem inúmeras casas dos artistas em outros lugares do mundo, inclusive no Rio de Janeiro. A Bahia carece disso, e é urgente”, pontuou.

Representando a Secretaria Estadual da Cultura, a professora de teatro, atriz e produtora, Zeca de Abreu, alegou ser imprescindível a realização de um pacto federativo, que estabeleça a contribuição da União, estados e municípios, no tocante a destinação de verbas e apoio logístico para a concretização do projeto de maneira satisfatória. Para ela, é necessário também que as casas sejam pensadas do ponto de vista do tipo da arte, oferecendo caminhos distintos para cada artista.

Além dos mencionados, participaram dos debates a historiadora, sacerdotisa de Umbanda do Centro de Umbanda Irmão Carlos, Membro da Coordenação do Conirb/Conselho Inter-religioso da Bahia, Mônica Barbosa; a sócia da CBDC – Centro Brasileiro Pela Diversidade Cultural, fundadora e ex-presidente da Associação Baiana de Cinema e Vídeo, Sol Moraes; e o mestre de capoeira e professor da Ufba, Rui Mota.





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Projetos da Secretaria de Ciência e Tecnologia são apresentados na Comissão de Educação



A Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Serviço Público da Assembleia Legislativa da Bahia realizou, na manhã desta terça-feira (11), uma reunião para receber o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), Marcius Gomes. O encontro teve como foco a apresentação dos principais projetos da pasta e o debate sobre a forma como a ALBA pode contribuir para o fortalecimento do setor de C&T.

Em sua fala, a presidente da comissão, deputada Olívia Santana (PC do B), destacou a importância de projetos como a Popularização da Ciência e o Conecta Mais Bahia, e frisou que o objetivo é entender a contribuição do Legislativo para o avanço das ações. O secretário Marcius Gomes, que está há 90 dias à frente da pasta, enfatizou a construção de uma agenda propositiva e ressaltou que a Bahia é o primeiro estado a popularizar a ciência, classificando a iniciativa como uma “missão importante”. Ele citou o “zelo” com que tem conduzido o programa Bahia Mais Inovadora, a política central para o fortalecimento das áreas de CT&I no Estado. “Onde tem Ciência, Tecnologia & Inovação, tem Governo do Estado”, afirmou o gestor, destacando o esforço em fortalecer o setor nos Territórios de Identidade.

Na sua apresentação, o secretário mostrou que o programa Bahia Mais Inovadora tem como metas ampliar a infraestrutura científica e tecnológica, incentivar a educação científica, popularizar a ciência e expandir a rede de pesquisa e inovação, promovendo o desenvolvimento social e econômico. Durante sua apresentação, o secretário detalhou o ecossistema de Inovação do Estado e os cinco eixos temáticos do Planejamento Plurianual: o Incite; o Inova Cidade; as Tecnologias Sociais; o programa Pop Ciência Bahia; e o fortalecimento do ecossistema de Inovação do Estado da Bahia. Um dos projetos de destaque apresentados foi o Conecta Bahia, que está em seu segundo ciclo. A iniciativa tem como objetivo fornecer mil kits de Wi-Fi gratuitos em espaços públicos, priorizando quilombos, aldeias indígenas, zona rural e feiras livres nos 417 municípios, além de ofertar cursos de formação e acesso à internet, com investimento do Governo do Estado.

SUGESTÕES

Após a exposição do secretário, os parlametnares se manifestaram. O deputado Rosemberg Pinto (PT) se declarou “entusiasta da Secti” e defendeu o protagonismo da área, sugerindo que seus pares fiquem atentos às inovações. A presidente Olívia Santana sugeriu que o material de divulgação da Secti seja distribuído nas feiras de livros da Bahia. Robinson Almeida (PT) destacou a importância de conectar as zonas rurais, sugerindo que as Escolas de Tempo Integral funcionem também como coworking. O deputado enfatizou que o Estado deve reconhecer os jovens inovadores.

Por sua vez, Zé Raimundo Fontes (PT) parabenizou o gestor e defendeu a ciência no cotidiano, propondo a alocação de recursos em unidades de ensino para fortalecer projetos estruturantes e a valorização das “estrelas das ciências” para a juventude.

Ao final da reunião, os parlamentares também aprovaram a realização de duas audiências públicas. A primeira sugerida por Olívia Santana, que vai debater a Marcha das Mulheres Negras. A segunda foi proposta por Robinson Almeida e vai discutir a situação dos pacientes renais que realizam hemodiálise e dos transplantados na Bahia. As duas audiências ainda não possuem data para acontecer.

Presidida pela deputada Olívia Santana (PC do B), a mesa contou com a participação dos deputados Hilton Coelho (Psol), Penalva (PDT), Robinson Almeida (PT), Zé Raimundo Fontes (PT), Rosemberg Pinto (PT) e Marcone Amaral (PSD).



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