Novembro Negro Bahia celebra o centenário de Mãe Stella com show da Orquestra Afrosinfônica e convidados especiais, na Concha Acústica

Novembro Negro Bahia celebra o centenário de Mãe Stella com show da Orquestra Afrosinfônica e convidados especiais, na Concha Acústica Foto: Pedro Soares O show do Novembro Negro Bahia vai homenagear uma das mais importantes lideranças religiosas e intelectuais do país. Centenário de Mãe Stella de Oxóssi:  Concerto “Meu Tempo é Agora” será realizado na … Leia Mais


Jurailton Santos pede inclusão de cristãos em ações do Novembro Negro



O deputado Jurailton Santos (Republicanos) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), indicações aos governos do Estado e da capital baiana para que as atividades relacionadas ao Novembro Negro contemple o público negro simpatizante ou adepto da religião cristã, “uma vez que é contumaz que projetos voltados para essa vertente tenha um eixo estrito às religiões de matriz afro”.

Nas solicitações, o republicano registra que é responsabilidade do poder público estabelecer políticas de enfrentamento ao racismo, de incentivo à cultura e que promovam justiça e reparação social. No pleito encaminhado ao prefeito de Salvador, Bruno Reis, e à secretária municipal de Cultura e Turismo, Ana Paula Matos, o parlamentar pede a inclusão de atividades voltados ao referido público na programação do evento denominado Novembro Salvador Capital Afro. “A presente proposição tem por finalidade fomentar a valorização das práticas religiosas de natureza cristã exercidas pelo público afrodescendente, e até o momento não inclusas na aludida programação”, justificou.

Para o deputado, a despeito de trazer ao palco as discussões da pauta racial, além de fomentar a valorização das expressões religiosas, culturais e sociais do povo preto e afrodescendente, as ações dos poderes públicos falham quando “deixam uma grande lacuna na ausência da inserção de atividades que incluam a população negra de religião cristã”. Ele cita dados do IBGE (2022) que, em comparação ao último censo de 2010, o número de evangélicos no Brasil cresceu 42,7%, sendo que, na Bahia, os evangélicos representam 23,3% da população, e a cada 10 pessoas no estado, seis são católicos.

No pedido endereçado ao governador Jerônimo Rodrigues e ao secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, o legislador defende “uma celebração que de fato consiga valorizar a população negra baiana em todas as suas extensões, sem exceções”. Ele sugeriu que o Executivo estadual crie o projeto Novembro Bahia Território Afro, como forma de ampliar a programação do referido evento promovido na capital baiana. “A priori, insta salientar que a nobre iniciativa da Prefeitura de Salvador reforça a importância da representatividade e valorização da afrodescendência em território baiano, uma vez que cerca de 79,5% dos baianos se auto declaram como negros”, escreveu.

Para Jurailton Santos, “é notável que o escalar e ascensão da religião cristã em território baiano, com enfoque especial ao protestantismo, a partir da década de 70, se deu majoritariamente pelos esforços e pertinácia da população preta pertencente aos mais diversos panoramas sociais, estruturas familiares e composições financeiras, assim, formando a base solidificada de fiéis e adeptos ao longo dos anos”.







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Museu Casa do Sertão, Leda Martins e Batalha de Rima estarão no Bem Bahia da TVE


Museu Casa do Sertão, Leda Martins e Batalha de Rima estarão no Bem Bahia da TVE
Museu Casa do Sertão, Leda Martins e Batalha de Rima estarão no Bem Bahia da TVE

Foto: Divulgação

O Bem Bahia desta quinta-feira (13) visita um dos três museus culturais vinculados a Universidade Federal de Feira de Santana (UEFS), conversa com a pesquisadora e dramaturga Leda Martins e mostra o projeto Batalha de Rima. O programa vai ao ar nas quintas-feiras, às 19h30, com horários alternativos às sextas e aos domingos, às 19h. Também é possível acompanhar pelo canal da TVE no YouTube, no link youtube.com/tvebahia.

O Museu Casa do Sertão foi construído no campus universitário da UEFS em 1978, e tem uma atuação marcante no fomento e difusão da cultura local e no resgate e valorização da cultura popular. Ele também é responsável pela preservação da cultura sertaneja e dos aspectos do cotidiano do homem do sertão na cidade. O programa conversou com o diretor do espaço, Cristiano Silva Cardoso, e com a bonequeira Marilene Brito, que tem uma exposição de bonecas artesanais no local.

O Bem Bahia bateu um papo com a pesquisadora e dramaturga Leda Martins, em uma das suas visitas à capital baiana. Professora, poeta e escritora, Leda é pioneira no estudo da performance no Brasil. Entre os livros de sua autoria, destacam-se ‘O moderno teatro de Qorpo-Santo’ e ‘Afrografias da Memória’. Em sua obra mais recente, ‘Performances do Tempo Espiralar: poéticas do corpo-tela’, ela revisita uma extensa trajetória de pesquisa sobre pensadores africanos e afro-diaspóricos, apresentando novas possibilidades de ver o tempo e de perceber a ancestralidade.  

Para finalizar, a atração semanal acompanhou a Batalha 3º Round, considerada a mais antiga do estado, com mais de 10 anos de trajetória. Além de funcionar como um polo de produção cultural do hip hop, é um evento que cria novas oportunidades profissionais para a juventude. A iniciativa também ajuda a fortalecer as políticas culturais em âmbito nacional e estadual, e dá visibilidade para jovens negros e periféricos mostrarem seus talentos.

Serviço:  
Museu Casa do Sertão, Leda Martins e Batalha de Rima no Bem Bahia da TVE   
Quando: Quinta-feira (13), às 19h30. Horários alternativos nas sextas-feiras e aos domingos, às 19h  
Onde: TVE e youtube.com/tvebahia


Dr. Diego Castro quer política e fundo de prevenção a tragédias naturais



O deputado Dr. Diego Castro (PL) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia, projeto de lei que institui a Política Estadual de Prevenção e Enfrentamento de Tragédias Naturais (PEPETN), com o objetivo de reduzir os riscos e impactos decorrentes de enchentes, deslizamentos, secas, incêndios e outros eventos naturais adversos. O texto prevê ainda criação do Fundo Estadual de Prevenção e Enfrentamento de Tragédias Naturais, destinado a financiar ações preventivas e emergenciais.

Segundo a proposição, são princípios da política a prevenção e precaução; cooperação entre poder público e sociedade civil; transparência e informação; sustentabilidade e proteção à vida. Entre suas diretrizes estão o mapeamento e monitoramento de áreas de risco; capacitação de agentes públicos e comunitários; integração das políticas ambientais, urbanas e de defesa civil; e campanhas educativas de prevenção.

O parlamentar justifica a criação da PEPETN para buscar uma ação coordenada e permanente de planejamento, prevenção e resposta rápida diante de situações de risco. “O propósito central é atuar antes que as tragédias ocorram, fortalecendo a capacidade do Estado e dos municípios na gestão de riscos e na proteção da população mais vulnerável”, afirmou.

Dr. Diego Castro registrou preocupação com a frequência, cada vez maior, de eventos climáticos extremos, como enchentes, deslizamentos, estiagens prolongadas e incêndios florestais. “Com esta iniciativa, pretende-se proteger vidas, reduzir danos, preservar o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável, assegurando que o Estado da Bahia esteja preparado para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela vulnerabilidade socioambiental de seu território”, defendeu.



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Estudantes da EJA do Colégio Kleber Pacheco lançam livro “Nossas Histórias e Sabores”


Estudantes da EJA do Colégio Kleber Pacheco lançam livro “Nossas Histórias e Sabores”
Estudantes da EJA do Colégio Kleber Pacheco lançam livro “Nossas Histórias e Sabores”

Foto: Ascom/SEC

As memórias, afetos e saberes que compõem a trajetória de cada estudante da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Estadual Kleber Pacheco, localizado no bairro de Pernambués, em Salvador, ganharam a forma de um livro. Intitulado “Nossas Histórias e Sabores”, o projeto resultou na produção coletiva de uma obra escrita pelos próprios alunos, reunindo relatos de vida, poemas, mensagens e receitas que traduzem o cotidiano e as lembranças de quem vive histórias de superação e aprendizado.

Coordenado pela professora Ana Rita Passos, o projeto foi desenvolvido ao longo do ano letivo, integrando leitura, escrita e oralidade em um processo criativo e colaborativo. “O projeto ‘Nossas Histórias e Sabores’ é uma proposta lúdica e educativa voltada aos estudantes da EJA, com o objetivo de produzir um livrinho a partir das experiências de vida, memórias, sonhos e saberes dos próprios participantes. Mais do que uma atividade de escrita, ele promove o fortalecimento da autoestima, o reconhecimento das identidades e o sentimento de pertencimento à escola e à comunidade”, destacou a professora.

A produção começou com atividades lúdicas que partiram de um diálogo com músicas — entre elas “Aquarela” e “O Caderno” (Toquinho), “Velha Infância” (Tribalistas), “Asa Branca” (Luiz Gonzaga) e “Tocando em Frente” (Almir Sater e Renato Teixeira) — para despertar memórias e emoções. Em seguida, foi apresentada a proposta de escrever o livrinho, deixando claro que os estudantes seriam autores e protagonistas do conteúdo.

Cada aluno contribuiu com textos pessoais que remetem a momentos especiais, inclusive vividos na escola. As atividades ocorreram por meio de rodas de conversa, escrita orientada e ilustrações, garantindo participação ativa e colaborativa de toda a turma.

A vice-diretora Marta Teixeira ressaltou a relevância do projeto para a formação integral dos estudantes. “A construção do livro ‘Nossas Histórias e Sabores’ foi de extrema importância, pois vai além do ato de decodificar palavras. Envolve o desenvolvimento da autonomia, da autoestima, da reflexão e da criticidade. O projeto possibilita o contato com diferentes gêneros textuais, ampliando o vocabulário, o conhecimento de mundo e o senso estético”, afirmou.

O livro será trabalhado como material didático e simbólico: leituras em sala, comentários sobre as receitas, partilha de lembranças e atividades que reforçam autoria e voz dos estudantes. Ao inserir as histórias no espaço escolar, a iniciativa ajuda a reparar apagamentos e a fortalecer laços entre alunos e comunidade.

Mais do que o produto final de uma atividade escolar, o livro “Nossas Histórias e Sabores” representa um instrumento pedagógico de valorização das identidades e saberes dos alunos da EJA. A iniciativa reafirma o papel da escola pública como espaço de acolhimento, criação e reconhecimento, fortalecendo o compromisso com uma educação que respeita as histórias e os percursos de cada estudante.
 


Jibóias, iguanas e preguiça estão entre animais soltos pelo Inema em Entre Rios


Jibóias, iguanas e preguiça estão entre animais soltos pelo Inema em Entre Rios
Jibóias, iguanas e preguiça estão entre animais soltos pelo Inema em Entre Rios

Foto: Ascom/Inema

Jiboias (Boa constrictor) e uma preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus) estão entre os animais que chegaram ao Centro Estadual de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) por meio de entrega voluntária, resgate e apreensão em operações de fiscalização, e foram reintegrados ao habitat natural na manhã de quarta-feira (12).

Além desses, iguanas (Iguana iguana) e cutias (Dasyprocta azarae) também retornaram à natureza, totalizando 21 animais soltos em uma Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS), no município de Entre Rios.

Acompanhando a atividade, a médica-veterinária do Cetas, Joseana Araújo, detalhou a ação. “Viemos fazer a soltura de alguns animais que foram apreendidos, entregues voluntariamente ou chegaram a partir de resgates no Cetas de Pituaçu, em Salvador. Dentre esses animais que trouxemos hoje para fazer a soltura, temos oito jiboias, oito cutias, quatro iguanas e uma preguiça-de-coleira. Todos eles foram microchipados e, hoje, aptos, fizemos a soltura desses animais.”

As ASAS são propriedades privadas cadastradas voluntariamente e avaliadas tecnicamente pelo Inema. Para garantir a adaptação e sobrevivência das espécies, esses locais devem contar com vegetação nativa preservada, recursos hídricos disponíveis e baixa interferência humana, condições essenciais para o sucesso da reintrodução, como explicou a bióloga da Coordenação de Gestão de Fauna (CGFAU) do Inema, Rosane Barreto.

“Essa é uma das ASAS cadastrada pelo Inema, onde os animais são reintroduzidos ao seu habitat depois de serem avaliados por veterinários e biólogos do CETAS. Para isso as ASAS tem que ter uma boa área de conservação e Recursos Hídricos.”

A bióloga ainda ressaltou. “Essa área foi escolhida devido a ter sua vegetação preservada e fazer parte do bioma Mata Atlântica, onde possui árvores grandes, com copas oferecendo melhores condições de vida para os animais que retornarão a natureza”, frisou.

Cetas

Com unidades em Salvador e Cruz das Almas, e uma terceira em fase de construção em Barreiras, o Cetas do Inema realiza o resgate de animais silvestres e recebe os que chegam por meio de entrega voluntária, apreensão oriunda de fiscalização, vítimas de maus-tratos ou de qualquer outra demanda que necessite de atenção especializada para tratamento clínico e posterior soltura em sua área de origem.

Encontrou um animal silvestre ferido, longe de seu habitat natural, andando por rodovias, praças ou residências, ou pretende fazer uma entrega voluntária? Solicite imediatamente o resgate através do WhatsApp do Cetas: (71) 99661-3998.