Embasa inicia obra de implantação do sistema de esgotamento sanitário em Riachão do Jacuípe Foto: UNF/Embasa Foi dada a largada nas obras de implantação do sistema de esgotamento sanitário no município de Riachão do Jacuípe. As obras foram iniciadas na 2ª quinzena de outubro no bairro Guarapuava, onde as equipes estão fazendo escavações para o … Leia Mais
Colégio Estadual Bráulio Xavier realiza oitava edição de Feira de Ciências, em Arataca Foto: Acervo pessoal O Colégio Estadual Bráulio Xavier, localizado no município de Arataca, realiza, nesta quinta e sexta-feira (30 e 31), a oitava edição da Feira de Ciências, que, neste ano, traz como tema “Ciência gera consciência”. O evento, que será realizado … Leia Mais
O deputado Euclides Fernandes (PT) apresentou, na Assembleia Legislativa, projeto de resolução que prevê a concessão do Título de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. Conforme ressaltou o proponente, a honraria deve ser concedida ao ex-governador da Bahia em reconhecimento a sua trajetória de … Leia Mais
Delegações do Chile e do Peru participam de intercâmbio técnico no Museu Geológico da Bahia Foto: Helton Carlucho/SDE O Museu Geológico da Bahia (MGB), equipamento cultural vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), recebeu nesta quarta-feira (29) a delegação do Chile e recebe, nesta quinta (30), representantes do Peru, em visitas institucionais realizadas em parceria … Leia Mais
Saeb dá largada para SEI Bahia Municípios em Lauro de Freitas Foto: Ascom/Saeb A Secretaria da Administração (Saeb) deu o pontapé inicial, nesta quarta-feira (29), ao projeto SEI Bahia Municípios, em Lauro de Freitas. O termo de cooperação técnica, assinado entre a Saeb e a Prefeitura, vai possibilitar o funcionamento do Sistema Eletrônico de Informações … Leia Mais
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) promoveu, nesta quarta-feira (29), uma audiência pública com o tema “Lei Ana Luísa: Redução da Letalidade Policial e a Proteção às Famílias das Vítimas Inocentes”. O ato aconteceu no Auditório Jornalista Jorge Calmon e foi conduzido pela deputada Olívia Santana (PC do B), proponente do evento e autora do projeto de lei nº 25.771/2025. A matéria em tramitação no Legislativo baiano prevê responsabilização do Estado para garantir reparação e assistência humanizada a vítimas inocentes decorrentes de operações de segurança pública.
A audiência pública reuniu parlamentares, ativistas dos direitos humanos, autoridades, famílias de vítimas de operações policiais, representantes de movimentos sociais e de órgãos governamentais.
Conforme destacou a deputada Olívia Santana, a proposta em tramitação na ALBA tem como objetivo a discussão da política de segurança pública, considerando a necessidade de assegurar o respeito aos moradores das comunidades em toda a Bahia. “Esse projeto de minha autoria diz respeito à necessidade de o Estado baiano instituir um apoio humanitário para as vítimas inocentes que são abatidas sumariamente nos bairros populares durante operação policial”, explicou.
A parlamentar lembrou que o projeto recebeu o nome de Ana Luísa em referência à jovem de 19 anos que foi morta durante ação policial no bairro da Engomadeira, na capital baiana. “Uma estudante, filha única, que teve a vida sumariamente destruída durante a operação policial. Nós entendemos que é preciso aprimorar, qualificar, mudar completamente essa forma de enfrentamento às organizações criminosas. Há necessidade, sim, de enfrentar o mundo do crime, mas isso não pode significar a matança desenfreada como política pública, até porque esse tipo de ação só acontece nas favelas, ninguém chega em condomínio fechado”, comparou a deputada.
Olívia Santana também argumentou que seu projeto foi construído ouvindo especialistas em segurança pública e com diálogo junto aos movimentos sociais. “Esse é um projeto sério, discutido com juristas diversos, ouvimos, inclusive, figuras da Defensoria Pública, do Ministério Público. Então, é um projeto consistente, muito bem elaborado, e nós estamos, neste momento, fazendo esse debate democrático”, justificou.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na ALBA, deputado Robinson Almeida (PT), participou do ato e externou seu apoio à proposta. O legislador se solidarizou com todas as famílias das vítimas de ações policiais e fez uma reflexão sobre o combate ao crime organizado ao longo das últimas décadas. O parlamentar defendeu uma reformulação da legislação federal para a segurança pública para estabelecer um pacto federativo dando responsabilidade aos municípios, estados e União.
Ao falar do caso específico da Bahia, Robinson Almeida recordou que as estatísticas sobre mortes decorrentes de atuação policial no estado são preocupantes. “Nos últimos 11 anos, os casos aumentaram de 300 ao ano para 1.500. Parte desse problema está na forma de atuação da polícia”, alertou. O presidente da CCJ também mencionou o plano do Governo do Estado de redução da letalidade policial. “É uma iniciativa para reduzir o número de mortes, aumentar o uso de câmeras corporais e ainda melhorar o índice de resolução dos crimes”, contextualizou.
Já o deputado Hilton Coelho (Psol) disse que a situação de mortes por policiais na Bahia “é gravíssima”. Ele afirmou que o caso registrado no Rio de Janeiro nesta semana, com mais de 100 mortes, não vai superar o quadro existente na Bahia. O legislador defendeu o fortalecimento da investigação e da prevenção como políticas de segurança pública.
DESABAFOS
A audiência pública foi marcada por pedidos de justiça feitos por familiares e amigos de vítimas de operações policiais na Bahia. Momentos antes do evento no auditório, um grupo de pessoas fez uma caminhada no Centro Administrativo da Bahia (CAB) até a portaria da ALBA com palavras de ordem e gritos por justiça.
Durante a audiência, familiares das vítimas manifestaram a dor e a indignação decorrentes das perdas em ações do aparato de segurança pública. Elisângela Silva dos Santos de Jesus, mãe da jovem Ana Luísa, afirmou que a data de 13 de abril de 2025 ficou marcada de forma trágica para toda a sua família. “Ana não foi a primeira e não será a última. O Estado precisa ser responsabilizado por tantas vidas inocentes que foram tiradas. Até hoje eu aguardo minha filha chegar da faculdade”, desabafou.
Jucélia Reis, mãe de Caíque Reis, adolescente de 16 anos que morreu em uma ação policial no bairro de São Marcos, em Salvador, também externou o anseio por justiça. “Meu filho era um menino alegre, feliz, respeitador, barbeiro, cheio de sonhos. Infelizmente, uma policial ceifou a vida de Caíque. Ele foi executado, não foi bala perdida”, assegurou.
A família de Gabriel Silva, 17 anos, morto no último dia 5 de outubro no bairro da Engomadeira, também fez um protesto durante a audiência pública. A mãe da adolescente, Angela Maria, cobrou justiça e explicou que seu filho foi morto com um tiro nas costas. “É preto matando preto. Queremos respostas”, disse.
Selma Santana, avó de Gabriel da Silva Conceição Júnior, morto aos 10 anos no dia 23 de julho de 2023, no bairro de Portão, no município de Lauro de Freitas, registrou seu apelo por justiça. Ela relatou que a versão da polícia indicou troca de tiros. No entanto, afirmou Selma, ocorreu uma perseguição no local e Gabriel Júnior foi atingido quando estava sentado na porta de casa jogando no celular.
APOIO AO PROJETO ANA LUÍSA
Durante a audiência pública, representantes de movimentos sociais e órgãos governamentais manifestaram apoio ao projeto de autoria da deputada Olívia Santana. Dudu Ribeiro, especialista em gestão estratégica de políticas públicas e integrante da Rede de Observatórios da Segurança Pública, afirmou que a guerra do Estado contra as drogas está ceifando vidas. “A gente teve mais um capítulo desse massacre com mais de 100 pessoas mortas pelo Estado no Rio de Janeiro”, exemplificou.
Na Bahia, contextualizou Ribeiro, o projeto Ana Luísa representa uma contribuição no processo de humanização das famílias atingidas por casos de letalidade policial. Ele sugeriu uma alteração na redação do texto para que a reparação e a indenização sejam concedidas não somente em caso de operação, mas em qualquer ação policial. “É nas ações policiais em que mais pessoas são assassinadas”, frisou.
O promotor de Justiça Adalto Araújo Silva Júnior, coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal no Ministério Público da Bahia (MP-BA), disse que o momento atual de letalidade policial é preocupante. “Há que se reconhecer que a situação é péssima, que isso é fruto de uma estrutura racista que domina nossa sociedade. O MP-BA está atento a isso e tem se esforçado para melhorar esse quadro que estamos vivendo”, afirmou.
Dentre as ações, o representante do órgão ministerial explicou que foi criado o Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes Violentos e de Especial Vulnerabilidade (NAVV). Outra ação do MP baiano, citou o promotor de Justiça, é o fortalecimento do Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep). Além disso, Adalto Júnior mencionou que nos últimos dois anos houve um aumento de 300% no número de denúncias oferecidas à Justiça referentes a casos de violência policial.
A ouvidora-geral da Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA), Tamikuã Pataxó, chamou a atenção para a real função do Estado na vida das pessoas. “O Estado não pode ser o principal violador dos direitos humanos, ele precisa ser o acolhedor, assumir o seu papel de protetor. Ao discutir esse projeto de lei, discutimos um paradigma de segurança pública que não se baseia em número de corpos, mas em indicadores de vida, dignidade e reparação”, disse.
A pesquisadora Carla Akotirene, militante antirracista e ativista dos direitos humanos manifestou apoio ao projeto de lei e lamentou que a guerra às drogas tenha justificado a morte de negros nas comunidades. Na Bahia, frisou Carla, os dados de mortes por ações policiais são subnotificados. A professora Marina Duarte, presidente da União de Negras e Negros pela Igualdade (Unegro) na Bahia, disse que o projeto de lei Ana Luísa é fruto de uma luta coletiva dos movimentos sociais por políticas de segurança pública.
O debate teve, ainda, a contribuição de participantes como Daniele Costa, representando a Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi); Alex Raposo, da DPE-BA; a advogada Anhamoná Brito; o jornalista Eduardo Machado; a professora Nyokamaji Kabila Taji, liderança do Coroado/São Marcos; e Gabriela Ramos, do Instituto Odara.
Governos apresentam Programa de Desenvolvimento Socioeconômico em Santo Antônio de Jesus
Em um ato histórico de reparação e compromisso com a justiça social, o Governo da Bahia apresentou, nesta quarta-feira (29), o Programa de Desenvolvimento Socioeconômico de Santo Antônio de Jesus e região. A ação é um marco no cumprimento do Ponto Resolutivo nº 18 (de um total de 22) da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, proferida em 2020. A proposta, que visa promover inclusão produtiva, capacitação profissional e fortalecimento de direitos no município, representa uma das mais céleres respostas a determinações internacionais pelo Estado brasileiro. A iniciativa nasce como um novo capítulo na trajetória do Instituto 11 de Dezembro e das famílias das vítimas da explosão da fábrica de fogos, ocorrida em 1998.
“A gente está aqui pela força, coragem, dedicação, persistência e, também, pela impaciência necessária e oportuna do Movimento 11 de Dezembro. Temos a obrigação de fazer o melhor possível. Hoje, é o início da implementação de um programa que consagra um ato de generosidade do movimento das vítimas, que, diante da tragédia, escolheu transformar dor em desenvolvimento e oportunidade não somente para os seus, mas para toda SAJ e região ”, destacou Felipe Freitas, secretário de Justiça e Direitos Humanos (SJDH).
Ponto 18 da sentença: Programa de Desenvolvimento Socioeconômico O Ponto 18 da sentença da Corte determinou que, em diálogo com as vítimas e seus familiares, o Estado brasileiro elaborasse um Programa de Desenvolvimento Socioeconômico. A proposta tem que ser voltada ao enfrentamento da falta de alternativas de trabalho decente em Santo Antônio de Jesus, com especial atenção à juventude e às mulheres em situação de vulnerabilidade.
O programa, coordenado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e monitorado pela Secretaria do Planejamento (Seplan), foi construído em um processo interfederativo e participativo, com ampla escuta social, especialmente junto ao Instituto 11 de Dezembro.
Alinhado ao Plano de Desenvolvimento Integrado da Bahia (PDI 2035) e ao Plano Plurianual 2024–2027, o programa reúne 76 projetos distribuídos em seis eixos estratégicos, articulando ações de 16 secretarias estaduais: Educação, Profissionalização e Prevenção; Assistência Social e Segurança Alimentar; Inclusão Socioprodutiva e Empreendedorismo; Agricultura e Produção Rural; Tecnologia e Conectividade; e Políticas para as Mulheres.
As comunidades Irmã Dulce e São Paulo, além dos familiares das vítimas da explosão, serão os principais beneficiários das ações. “Este programa é fruto de um grande pacto coletivo entre os diferentes níveis de governo e da colaboração de diversas secretarias estaduais. É o resultado de uma construção feita com diálogo e sensibilidade, ouvindo a sociedade e transformando escuta em ação. A Seplan segue comprometida em garantir uma governança sólida, com monitoramento participativo e transparente, para que cada projeto se converta em oportunidade e dignidade para a população de Santo Antônio de Jesus”, afirmou Cláudio Peixoto, secretário estadual do Planejamento.
Desenvolvimento com reparação e equidade Mais do que uma obrigação internacional, a iniciativa simboliza um ato de justiça histórica e o compromisso do Estado da Bahia com um modelo de desenvolvimento pautado na equidade e na reparação coletiva.
“Hoje é um dia muito importante para Santo Antônio de Jesus e para toda a região. Este plano representa um marco no nosso compromisso com o desenvolvimento e a dignidade das pessoas. Com ele, vamos transformar realidades, ampliar oportunidades e garantir que tragédias como a de 1998 jamais se repitam”, reforçou o prefeito de SAJ, Genival Deolino.
Transformação A concepção do programa parte da visão de que desenvolver é transformar estruturas sociais e produtivas, perspectiva inspirada no pensamento do economista Celso Furtado (2000). Assim, o plano busca não apenas reverter desigualdades, mas construir alternativas sustentáveis de renda e cidadania, sobretudo para as mulheres e jovens do Recôncavo Baiano.
Nova fase: implementação e modelo de governança do Programa Com a entrega do Plano de Desenvolvimento Socioeconômico, Santo Antônio de Jesus dá início a uma nova fase: a da implementação. A etapa representa não apenas o cumprimento de uma sentença internacional, mas a reconstrução simbólica de um território marcado pela dor e pela resistência.
“Mais que cumprir uma obrigação internacional, reafirmamos o compromisso do Governo da Bahia com a justiça social, a reparação histórica e o desenvolvimento humano. Agora, seguimos em direção à nova fase, que é acompanhar e monitorar a implementação e buscar cumprir os demais pontos da sentença ”, declarou Felipe Freitas (SJDH).
Uma dupla homenagem acontece nesta quinta-feira (30), em sessão especial, a partir das 10h, que será realizada no Plenário Orlando Spínola da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Por iniciativa do deputado Júnior Muniz (PT), o ex-ministro Raul Jungmann receberá o Título de Cidadão Baiano. Já o presidente da CBPM, Henrique Carballal, será agraciado com a Comenda 2 de Julho, uma proposição do deputado Roberto Carlos (PV).
Nascido em Recife, capital de Pernambuco, Raul Jungmann exerceu, ao longo de décadas, funções estratégicas na vida pública do Brasil, tendo sido ministro Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública, além de atuar como parlamentar por três legislaturas na Câmara dos Deputados. Júnior Muniz lembra que durante sua gestão no Ministério da Defesa, Jungmann liderou importantes reformas institucionais e estreitou o diálogo entre as Forças Armadas e a sociedade civil, em respeito aos princípios constitucionais.
“O compromisso do ex-ministro extrapola as fronteiras geográficas do seu estado natal, tendo colaborado diretamente com políticas de impacto nacional que beneficiaram inclusive o povo baiano, especialmente nos temas ligados à reforma agrária, segurança e desenvolvimento sustentável. Sua trajetória é símbolo da boa política, orientada pelo diálogo, pela técnica e pelo interesse coletivo”, destacou o legislador.
Na segunda parte da sessão especial, será entregue ao ex-vereador Henrique Carballal, presidente da Companhia Baiana de Produção Mineral, a mais alta honraria da Casa Legislativa. Segundo o deputado Roberto Carlos (PV), o ex-presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes), ex-professor de história de cursinhos pré-vestibulares e ex-apresentador de programas de televisão tem uma extensa trajetória profissional, sempre dedicada à educação.
O proponente da homenagem lembra que o presidente da CBPM já foi coordenador executivo da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza e citou inúmeras condecorações que recebeu em razão de sua contribuição para a educação baiana. “No âmbito da educação, Carballal compartilhou conhecimento e sabedoria, formando mentes e moldando futuros. É nítida a sua paixão pela educação, o que lhe cabe bem a frase: Quando a educação é uma paixão, o professor é um artista”, escreveu Roberto Carlos.
Terras raras, Carnaval de Salvador e energias renováveis foram os principais temas do encontro entre a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputada Ivana Bastos, e o embaixador da Coreia do Sul no Brasil, Choi Yeonghan, na tarde desta quarta-feira (29). O diplomata está na Bahia com o objetivo de ampliar as relações institucionais e expandir as áreas de atuação das empresas sul-coreanas no Brasil.
“A Bahia é muito receptiva e tem várias áreas para investimentos, estamos de braços abertos!”, disse Ivana Bastos, citando os potenciais para investimentos nas áreas de mineração, energia eólica e solar. A presidente antecipou que o Legislativo vai apoiar todas as iniciativas que visem simplificar o processo de instalação de empreendimentos da Coreia do Sul em cidades baianas. O embaixador disse que está colhendo o máximo de informações para passar para o governo e aos empresários sul-coreanos.
O Brasil tem relações bilaterais há 66 anos com a Coreia do Sul, que é o nosso quarto maior parceiro comercial na Ásia e o 12º global. No encontro, conversaram sobre perspectivas de ampliação do comércio, iniciativas em ciência e tecnologia, e parcerias em energias renováveis. A Bahia e a Coreia do Sul já mantêm uma cooperação entre a Bahiafarma e a Samsung Bioepis, envolvendo transferência de tecnologia para a produção de medicamentos biológicos de alta complexidade.
Terça-feira passada o embaixador e sua comitiva, formada pelo conselheiro Jihoon Kim, o adido Comercial Sung Ho Kong e o especialista econômico Rafael Kim, foi recebida pelo vice-governador Geraldo Júnior. Na audiência, foram discutidas a ampliação de parcerias entre setores produtivos da Bahia e empresas coreanas no campo da mobilidade, biotecnologia e cosméticos. Mais de 200 empresas sul-coreanas atuam no Brasil, com grande concentração no Rio de Janeiro e São Paulo. Por isso os coreanos estão procurando expandir a área de atuação.
O embaixador Yeonghan demonstrou interesse na visita de uma missão da Bahia à Coreia do Sul, para uma apresentação detalhada sobre o potencial do estado e a presidente Ivana adiantou que a ALBA quer participar da delegação e que vai recomendar à União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), entidade que presidiu, de manter laços com o país asiático. “Temos intercâmbio com Legislativos do Japão, Taiwan e vários países. Vou agendar com a presidência da Unale uma visita à embaixada do seu país”, disse Ivana.
ESTUDANTES BAIANAS
E a relação Bahia-Coreia do Sul foi ampliada com a seleção, pela embaixada, das estudantes baianas Layne, 24 anos, social media de Salvador, e Giulia, 29 anos, psicóloga de Barreiras, para participar do programa Férias e Trabalho, um intercâmbio permite que jovens de 18 a 30 anos vivam e trabalhem naquele país por até um ano. “As duas estudantes demonstraram grande conhecimento da cultura sul-coreana”, elogiou o embaixador.
A vice-presidente da ALBA, deputada Fátima Nunes, também participou da audiência e a presidente Ivana Bastos fez questão de destacar para o embaixador Yeonghan que duas mulheres comandam o Legislativo baiano. “Agradeço à presidente Ivana o convite para participar desse encontro e reforço as palavras dela sobre a Bahia estar de braços abertos para receber investimentos e obter mais conhecimentos sobre a cultura do seu país”, disse Fátima, ao tomar conhecimento de que um grupo de K-Pop, gênero musical coreano muito conhecido pela juventude brasileira, pode vir à Bahia para o carnaval.
Salvador recebe o 1º Concurso de Queijos da Bahia nesta quarta-feira (29)
Foto: André Frutuôso- Ascom/CAR
Salvador se prepara para três dias de celebração da agricultura familiar, da gastronomia e da cultura local com a chegada do 2º Festival do Queijo Artesanal da Bahia, que acontece de 30 de outubro a 1º de novembro, no Mercado do Rio Vermelho, em Salvador. O evento vai reunir produtores de todas as regiões do estado, queijos premiados, oficinas, degustações e muita interação entre campo e cidade.
Antes da abertura oficial do festival, marcada para quinta-feira (30), às 17h, o destaque será o 1º Concurso do Queijo Artesanal da Bahia, que já movimenta o setor com 465 inscritos, um recorde histórico para o sistema produtivo de leite no estado.
O concurso acontece nesta quarta-feira (29), das 8h às 16h, e contará com uma comissão técnica formada por professores especialistas renomados nacionalmente, avaliando produtos nas categorias queijo coalho, queijos maturados, requeijão, iogurte e doce de leite. Os vencedores serão anunciados na abertura do festival, quando o público poderá conhecer e degustar os queijos premiados.
Sobre o Festival
O festival contará com 40 expositores, além de espaço de vinhos, música ao vivo e uma programação técnica que celebra a cultura alimentar baiana, reforçando o vínculo entre o campo e a cidade. O festival busca aproximar consumidores dos produtores, criar novas oportunidades comerciais e destacar o queijo artesanal como um produto identitário, econômico e cultural do estado.
O evento é uma realização do Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Associação de Produtores de Queijo da Bahia e a Unicafes Bahia, e conta com apoio das Secretarias de Desenvolvimento Econômico (SDE) e de Turismo (Setur).
A segunda edição do Festival do Queijo Artesanal da Bahia se consolida como uma importante estratégia de fortalecimento da cadeia produtiva do leite e do queijo artesanal, contribuindo para a geração de renda, abertura de novos mercados e inserção da Bahia no mapa da excelência do queijo artesanal no Brasil e no mundo.
Serviço
Festival do Queijo Artesanal da Bahia 📍 Local: Mercado do Rio Vermelho, Salvador 📅 Data: 30/10 a 1º/11 🕓 Horários: • Quinta-feira (30/10): 17h às 21h • Sexta-feira (31/10) e sábado (1/11): 12h às 21h 🎟️ Entrada gratuita