PM realiza o 4º aulão do Universidade Para Todos na BCS Nordeste

PM realiza o 4º aulão do Universidade Para Todos na BCS Nordeste Foto: Divulgação/ 30º BPM Nesta última sexta (17), a Polícia Militar da Bahia (PMBA), através da Base Comunitária de Segurança (BCS) Nordeste de Amaralina realizou o 4º aulão do programa Universidade Para Todos (UPT), na sede da unidade, situada no Beco da Cultura. … Leia Mais


Unidade da PM é inaugurada em Laje e expande segurança integrada no Vale do Jiquiriçá; outras obras estaduais somam mais de R$ 49 milhões no município

Unidade da PM é inaugurada em Laje e expande segurança integrada no Vale do Jiquiriçá; outras obras estaduais somam mais de R$ 49 milhões no município Foto: Feijão Almeida/GOVBA Neste sábado (18), o governador Jerônimo Rodrigues inaugurou a nova sede do pelotão da Polícia Militar (PMBA), em Laje, no Vale do Jiquiriçá. A unidade policial, … Leia Mais




Operação Primus: Jerônimo destaca resultados da ação e capacidade da Polícia da Bahia para desarticular o crime organizado

Operação Primus: Jerônimo destaca resultados da ação e capacidade da Polícia da Bahia para desarticular o crime organizado Foto: Ascom/PCBA A atuação da Polícia Civil da Bahia e os resultados da Operação Primus, considerada uma das maiores já realizadas no estado no combate ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e à adulteração de combustíveis, … Leia Mais


Áreas social e de infraestrutura correspondem a 84% do investimento recorde de R$ 20,2 bilhões da Bahia na atual gestão


Áreas social e de infraestrutura correspondem a 84% do investimento recorde de R$ 20,2 bilhões da Bahia na atual gestão
Áreas social e de infraestrutura correspondem a 84% do investimento recorde de R$ 20,2 bilhões da Bahia na atual gestão

Foto: Feijão Almeida/GOVBA

As áreas social e de infraestrutura são as maiores prioridades no investimento de R$ 20,2 bilhões já realizado desde o início da gestão do governador Jerônimo Rodrigues. Nas últimas décadas, trata-se do maior volume de recursos investidos por um governo baiano em sua etapa inicial de gestão. De acordo com levantamento da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba), do total, os desembolsos para as duas áreas prioritárias somam R$ 16,96 bilhões e correspondem a 84% do investimento do governo baiano.

Os recursos destinados a saúde, segurança e educação, que integram a área social, somam R$ 8,39 bilhões desde janeiro de 2023. Já em obras de urbanismo, saneamento e transportes, entre outras, que integram a área de infraestrutura, o total investido alcança R$ 8,57 bilhões no período.

“Nosso foco é investir no cuidado com as pessoas e no desenvolvimento da Bahia, que também vai resultar em maior qualidade de vida para a população”, afirma o governador Jerônimo Rodrigues.

O governador lembra que os recursos vêm se materializando em equipamentos e serviços que foram demandados pela população e incluídos na agenda da gestão estadual. “Temos percorrido todas as regiões do estado com entregas importantes que têm como objetivo principal fazer a diferença na vida do povo”, afirma.

Entre os investimentos na área social está a implantação de novas unidades de atendimento em saúde, incluindo hospitais e a rede de policlínicas em todo o território estadual, e ainda a implantação de escolas de tempo integral e outros equipamentos para melhoria da qualidade da rede estadual de ensino, além de novas companhias de polícia e de bombeiros. No setor de infraestrutura, os recursos são destinados a rodovias, equipamentos urbanos, redes de abastecimento de água e saneamento e reforço da capacidade de superação dos efeitos da seca no semiárido baiano.

Dívida sob controle

O secretário da Fazenda, Manoel Vitório, destaca que, graças à capacidade de gestão do governo, mesmo com o volume recorde de investimentos, o Estado da Bahia segue registrando baixo endividamento e contas em equilíbrio. A relação entre a dívida corrente líquida e a receita corrente líquida no Estado da Bahia recuou para 33%, tendo iniciado o ano em 37%.  O número coloca a Bahia em posição segura de acordo com os parâmetros estabelecidos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que fixam em 200% o limite máximo para a proporção entre as dívidas dos estados e suas respectivas receitas.

O resultado mantém a dívida baiana muito abaixo daquela registrada pelos estados mais ricos do país, que são também os mais endividados. De acordo com os dados disponíveis no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro – Siconfi, do Tesouro Nacional, a dívida do Rio de Janeiro, por exemplo, terminou o segundo quadrimestre equivalendo a 202% da receita. A do Rio Grande do Sul ficou em 177% da receita, a de Minas Gerais em 150% e a de São Paulo em 121%.

De acordo com o secretário Manoel Vitório, a estabilidade da dívida baiana em baixo patamar, a despeito das recentes contratações de novas operações de crédito para investimento e do crescimento das despesas com precatórios, demonstra as plenas condições das finanças estaduais para assegurar o cumprimento dos seus compromissos. O perfil de endividamento da Bahia está sob controle, ressalta Vitório, principalmente em função de uma trajetória de queda do peso relativo deste passivo nos últimos anos, devido ao rigoroso cumprimento das parcelas de amortização da dívida pelo Estado, tradicionalmente um bom pagador.

Fonte: Ascom/Sefaz-BA


SSP seleciona para vagas no Conselho Estadual de Segurança Pública e Defesa Social


SSP seleciona para vagas no Conselho Estadual de Segurança Pública e Defesa Social
SSP seleciona para vagas no Conselho Estadual de Segurança Pública e Defesa Social

Foto: Divulgação/Ascom SSP

Entidades e organizações interessadas no Edital para o preenchimento de quatro vagas para o Conselho Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Conesp) da Secretaria da Segurança Pública (SSP) devem se cadastrar previamente no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) até a próxima segunda-feira (20). As instituições já cadastradas devem manifestar interesse em participar do certame.

Duas vagas são para representantes de organizações/entidades da sociedade cuja finalidade esteja relacionada com segurança pública e defesa social e outras duas para representantes de entidades de profissionais da segurança pública com sede no Estado da Bahia.

A Assembleia Eleitoral para o preenchimento das vagas será realizada no dia 25/02/2026, no Centro de Operações e Inteligência, em Salvador.

O Conesp tem representantes do Corpo de Bombeiros, das Polícias Militar, Civil e Técnica, além de representantes da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, Ministério Público Estadual, da Defensoria Pública do Estado da Bahia, Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Agentes de Trânsito de Salvador, Agentes Portuários, Guarda Municipal de Salvador e entidades/organizações da sociedade.

Fonte: Ascom/SSP
 


DIRETO DO PLENÁRIO



A aprovação da PEC da aposentadoria dos agentes de saúde e de combate a endemias na Câmara dos Deputados, a postura do prefeito de Salvador com relação aos professores do município, o apoio dos parlamentares ao Hospital Martagão Gesteira, o convite da Comissão de Agricultura a representantes do Executivo para explicar sobre as ações de enfrentamento à seca e o anúncio do retorno da indústria naval na Bahia pelo presidente Lula, foram alguns dos assuntos colocados no Plenário Orlando Spínola, no pequeno expediente desta terça-feira (14), conduzido pela presidente da Casa, deputada Ivana Bastos.

Hilton Coelho (Psol) comemorou a vitória do Sistema Único de Saúde, com a aprovação, na Câmara dos Deputados, da PEC 14 que estabelece a aposentadoria especial dos agentes de saúde e de combate a endemias, mas que ainda precisa da aprovação no Senado. Também criticou a postura de “desrespeito” do prefeito de Salvador, Bruno Reis, por ainda não ter sancionado o PL que favorece os professores municipais, aprovado na Câmara de Vereadores de Salvador.

José de Arimateia (Republicanos) solicitou o apoio dos seus pares ao Hospital Martagão Gesteira, por meio de destinação de emendas impositivas e do orçamento. Para ele, todos devem abraçar a bandeira “para que essa instituição permaneça de portas abertas, porque não é fácil a situação da saúde pública, quando uma instituição como essa fecha as portas, principalmente em se tratando da vida daqueles que são o futuro do nosso país, as criancinhas”, afirmou.

Leandro de Jesus (PL) respondeu a indagações de deputados pela ausência na votação relativa a permanência do deputado Binho Galinha, afirmando que estava cumprindo uma agenda no Extremo Sul. “O PT e o governador Jerônimo, que é o responsável por essa situação constrangedora, que aproveite para resolverem, dentro da base governista, o problema do deputado que está preso”, disse.

Bobô (PC do B) enfatizou a importância dos hospitais Martagão Gesteira e Aristides Maltez, em Salvador, e o de Campo Formoso, além da colaboração dos legisladores para que essas instituições sigam em funcionamento, prestando serviços relevantes aos baianos. Também convidou os colegas para a IIª Feira Regional de Negócios, que acontecerá de 6 a 8 de novembro, em Senhor do Bonfim, promovida pela Associação Comercial de Senhor do Bonfim.

Luciano Araújo (SD), festejou a aprovação, na Comissão de Agricultura, de um parecer convidando os secretários estaduais de Agricultura, Pablo Barrozo, da SDR, Osni Cardoso, e do diretor da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro, para explicarem sobre a atuação das referidas pastas no enfrentamento à seca.

Radiovaldo Costa (PT) ressaltou as boas novas anunciadas pelo presidente Lula, como o compromisso de trazer de volta a indústria naval, “um investimento de quase 3 bilhões de reais, na construção de seis navios, que irão atender a Petrobras”, que na Bahia vai gerar mais de 5 mil empregos”. Também registrou indignação com a Coelba, que, segundo ele, vem tratando com descaso os municípios de Alagoinhas e Catu.

Samuel Júnior (Republicanos) sugeriu ao líder do governo, Rosemberg Pinto, que cobre uma operação da Polícia Federal no sindicato onde Frei Chico é vice-presidente. O parlamentar destacou que o sindicalista, irmão do presidente Lula. Ele falou ainda que os integrantes da maioria precisam ter respostas para explicar o desvio de 48 milhões de reais no governo Rui Costa, “quando no Nordeste se estava morrendo por falta de ar”.

Rosemberg Pinto, em reposta ao deputado do Republicanos, afirmou que a ação está tramitando e trará à tona os responsáveis. “Há um processo, e esse processo acontece porque foi o Governo do Estado que provocou, essa ação dos respiradores foi o governador Rui Costa que colocou sua governadoria para questionar, foi o governador quem denunciou esse procedimento”, sustentou.

Dr. Diego Castro (PL) denunciou um caso que considerou “gravíssimo”, ocorrido na Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Segundo o deputado, uma estudante negra, conservadora, presenciou a incitação de um discurso de ódio de um professor pregando morte de opositores políticos na sala de aula. O parlamentar pediu a apuração do caso na secretaria da universidade, solicitou a imediata demissão e fez uma representação criminal contra o educador.



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ALBA debate PEC 18 e unificação do sistema de segurança pública



A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) sediou, na manhã desta segunda-feira (13), um seminário estadual que apresentou e discutiu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18, de autoria do Poder Executivo federal, que trata das competências federativas em matéria de segurança pública. Os debates, iniciados no Congresso Nacional, têm acontecido nos principais centros urbanos do país, com o objetivo de ouvir a sociedade sobre o tema.


O encontro na capital baiana foi conduzido pelo deputado federal Jorge Solla (PT), membro da comissão especial que analisa o assunto na Câmara dos Deputados, em Brasília. Em seu pronunciamento, Solla defendeu a PEC 18, que visa instituir o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição Federal de 1988. O parlamentar, contudo, ressaltou a importância do debate ampliado, que busca colher sugestões não apenas das forças policiais e órgãos de gestão, mas também da sociedade civil.


Segundo o petista, a PEC 18 segue o modelo bem-sucedido de unificação de sistemas já implementado na saúde (SUS) e na assistência social (Suas). Para Solla, inserir o sistema de segurança na Constituição deverá “fortalecer a atuação dos três entes federados, com divisão de responsabilidades e soma de esforços”. Ele acrescentou: “O enfrentamento à violência é uma prioridade nacional que exige uma atuação mais integrada e abrangente do Estado”.


Entre as principais medidas da PEC 18, destacam-se a ampliação do âmbito de atuação de forças como a Polícia Federal, que passaria a se debruçar também sobre crimes ambientais, e a criação de um fundo específico, estabelecido constitucionalmente, para financiar o conjunto das ações de segurança pública. Esse fundo, segundo o deputado, deverá ser blindado contra contingenciamentos e os limites do arcabouço fiscal, garantindo financiamento adequado. “Não há política pública que funcione sem financiamento adequado”, frisou.


ESPAÇO PARA DEBATE


Em rápida participação, o deputado Rosemberg Pinto (PT), líder do governo na ALBA, parabenizou os colegas pela realização do evento. O parlamentar estadual destacou que, embora a Assembleia Legislativa da Bahia não possa regulamentar diretamente as questões da área, oferece um espaço essencial para o debate sobre a organização da segurança pública no Brasil.


Ele defendeu a necessidade de uma política nacional de segurança e afirmou que a PEC 18 possibilita a construção de um processo unificado, com respeito às guardas municipais, e a criação de um Fundo Nacional de Segurança Pública com nova formatação. “É necessário pensar a segurança pública de forma mais ampla. Aqui, a Assembleia está unida para garantir celeridade a qualquer ação, dentro desse escopo, que dependa de nós”, afirmou.


A deputada Maria del Carmen (PT) também enfatizou a importância do debate. Para a decana da ALBA, as discussões são urgentes e necessárias. Segundo ela, a segurança pública na Bahia vive um momento complexo, semelhante ao do restante do país. “É fundamental aprovar a PEC o mais rápido possível para que o país não lamente a oportunidade perdida. É importante também que mais deputados desta Casa acompanhem as discussões para ampliar o debate”, opinou.

TÓPICOS DA PROPOSTA


Representando o governo federal, o secretário nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Jean Keiji Uema, explicou os principais tópicos da proposta. Uema destacou a relevância da PEC diante da crescente complexidade e organização da criminalidade, que atinge as esferas local, nacional e internacional.


O secretário resumiu a PEC em quatro eixos fundamentais: a criação do federalismo cooperativo na segurança pública, para estabelecer estratégias e diretrizes nacionais de enfrentamento ao crime organizado; a constitucionalização dos fundos nacionais de segurança pública, garantindo recursos previsíveis e não contingenciáveis; a criação de corregedorias e ouvidorias em nível constitucional, assegurando autonomia e voz à sociedade; e a atualização das funções da Polícia Federal, ampliando sua atuação em crimes ambientais de dimensão nacional, no crime organizado e contra milícias privadas.


Presente na mesa de honra, a deputada Lídice da Mata (PSB) ressaltou que a PEC representa um passo importante para a unificação da segurança pública. A socialista defendeu que o sistema deve promover a integração efetiva das esferas federal, estadual e municipal nas ações e na organização da política de segurança, pois, segundo ela, a desintegração é a causa de grande parte dos problemas atuais.


A PEC, por ser uma lei de organização, não resolverá sozinha a segurança pública, mas avançará muito ao permitir que os problemas sejam abordados de maneira correta. Será positiva a integração da Polícia Federal com as polícias estaduais e a troca efetiva de informações para o combate ao crime”, salientou Lídice.


O conteúdo da PEC, entretanto, não agradou ao deputado federal Capitão Alden (PL), que questionou a proposta quanto à efetividade no combate ao crime organizado. “Não há nenhuma vírgula tratando disso. Qual é a medida, qual é a ação concreta que visa o combate e enfrentamento ao crime organizado? Nada. O único ponto que entendemos que esta PEC traz é a tentativa de usurpar as competências dos governadores, transferindo para a União uma responsabilidade que é de todos”, criticou.



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Oxe, Me Respeite – nas escolas: Cecília e o caminho da educação para igualdade de gênero


Oxe, Me Respeite – nas escolas: Cecília e o caminho da educação para igualdade de gênero
Oxe, Me Respeite – nas escolas: Cecília e o caminho da educação para igualdade de gênero

Foto: Luiza Olmedo – Ascom/UNFPA

No Dia Internacional da Menina, a história de Cecília, estudante de Feira de Santana (BA), mostra como projetos de educação com foco em igualdade de gênero ajudam a construir novas formas de convivência e respeito.

No Colégio da Polícia Militar Diva Portela, em Feira de Santana, na Bahia, a aluna Cecília Cardoso de Jesus, 15 anos, fala com clareza sobre o que aprendeu nos últimos meses. “A gente aprendeu que o corpo da mulher não é vitrine. Que ‘não’ é ‘não’ e que as pessoas precisam respeitar isso.”

Cecília participa do projeto Oxe, Me Respeite nas Escolas, parceria do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) com o Governo da Bahia. A iniciativa promove três meses de oficinas em escolas públicas do estado, com atividades que estimulam o pensamento crítico sobre temas como violência de gênero, racismo, saúde sexual e reprodutiva, dignidade menstrual e diversidade.

Mais de dois mil estudantes baianos já participaram das atividades — e a meta é chegar a quinze mil até 2026. O projeto foi idealizado pela Secretaria das Mulheres do estado, com apoio do UNFPA, da Secretaria da Educação e da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Nas oficinas, Cecília e os colegas desenharam murais, assistiram a vídeos e debateram situações do cotidiano. O que parece simples — sentar no chão, pintar, conversar — foi o ponto de partida para questionar comportamentos naturalizados. “A gente fez um mural grande com frases tipo ‘minha roupa não é vitrine’. Todo mundo desenhou uma mulher e escreveu mensagens. Era pra lembrar que o ‘não’ precisa ser respeitado. E foi bom, porque a gente se escuta também”, conta.

Em outra atividade, o grupo assistiu a um curta-metragem em que um homem sonha que vive a rotina de uma mulher: cuidar da casa, do filho, do trabalho, e ainda lidar com o julgamento. “No final do sonho, ele ainda engravidava. Todo mundo achou engraçado, mas depois ficou pensando. Os meninos disseram: ‘não é possível que os homens tratem as mulheres assim’. Depois disso, pararam de fazer certas piadas”, diz Cecília. “Eles tinham mania de dizer: ‘vai varrer a casa’. Hoje não falam mais.”

A educação sexual também foi destaque nas oficinas. “Escola não é só sobre matemática, ciência. Não, tem que ter conscientização sobre esses temas”, defende Cecília. Ela reforça que aprender sobre corpo, direitos e respeito é essencial: “As pessoas acham que falar disso é errado, que vai incentivar os filhos [a fazer sexo], mas a gente precisa saber o que é certo, o que é respeitar o outro, o que é cuidar de si”, explica.

Os aprendizados não ficaram restritos à sala de aula. Filha única, Cecília conta que fala sobre todos esses assuntos com os pais. “Lá em casa, a gente conversa sobre tudo. Sobre respeito, sobre as coisas que acontecem na internet, sobre o que é certo e o que é errado.” Essa abertura em casa reflete uma experiência que seus pais não tiveram.

Nem o pai, Luciano, ou a mãe, Alexsandra, passaram da oitava série e nunca tiveram a oportunidade de debater esses temas com as famílias. Luciano explica: “Minha mãe teve 14 filhos. Ela não tinha muito tempo para conversar com os filhos.” Já Alexsandra se ressente de não ter estudado mais: “A gente tinha que trabalhar, e naquela época era ou trabalho ou estudo. Hoje eu quero o melhor para a minha filha, que ela estude e construa um futuro diferente”.

Segundo Francileide Araújo, coordenadora de Prevenção à Violência Baseada em Gênero e Raça da Secretaria das Mulheres da Bahia, Oxe, Me Respeite – nas Escolas nasceu justamente para provocar o diálogo sobre igualdade de gênero dentro e fora das escolas. E o projeto está em expansão: “Hoje temos oficinas acontecendo em escolas indígenas, quilombolas, em unidades da Fundação da Criança e do Adolescente, inclusive com meninos em privação de liberdade. A ideia é que o projeto se adapte a cada realidade — e que se torne uma política de Estado, não apenas de governo”, defende.

Cecília já leva os aprendizados do Oxe, Me Respeite – nas Escolas para a vida. Ainda não decidiu se será médica, advogada ou psicóloga, mas tem clareza sobre o caminho que quer seguir. “Quero ter minha profissão, minha casa, meus filhos quando estiver pronta. Quero dar tudo pra eles, mas principalmente o exemplo de respeito.” Para ela, o que aprendeu nas oficinas vai muito além da escola: é sobre crescer sabendo que liberdade e respeito caminham juntos — e que mudar o mundo começa pelas conversas que a gente tem, todos os dias.

Oxe, Me Respeite – Nas Escolas

O projeto Oxe, Me Respeite – Nas Escolas é realizado pela Secretaria das Mulheres do Estado (SPM), em parceria com a Secretaria da Educação do Estado (SEC), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA). O projeto integra as ações do Bahia pela Paz, um programa de proteção social do Governo do Estado para a juventude.