
Com moções de congratulações, o deputado José de Arimatéia (Republicanos) saudou os municípios de Serrinha, Saubara e Itabela, que comemoraram aniversário de emancipação no último final de semana. No sábado, dia 13, Serrinha completou 150 anos de emancipação política e teve suas origens lembradas pelo deputado. Ele destacou que a localidade era habitada inicialmente pelos índios Cariris. Com a chegada de Bernardo da Silva, em 1715, líder de uma expedição portuguesa, começou a estruturação urbana. “Em 13 de junho de 1876, o Arraial de Serrinha ascendeu à categoria de vila, conforme a Lei Provincial nº 1069, criando o município de Serrinha”, relatou.
O legislador elogiou o dinamismo industrial e comercial do município, tendo como pilares econômicos os setores mineral, agrícola e a cultura local. “Serrinha é um mosaico de expressões artísticas, com destaque para a Vaquejada de Serrinha, um evento com meio século de tradição que simboliza a bênção e união dos vaqueiros locais”, disse, acrescentando que, “por sua história de mais de um século, seu desenvolvimento contínuo e crescimento, Serrinha merece nosso reconhecimento e homenagem neste dia, refletindo sua relevância e contribuição significativa nos campos econômico, cultural e educacional entre as cidades baianas”.
Em relação a Saubara, que também fez aniversário no sábado, o parlamentar considerou a emancipação política, conquistada 1989, um marco significativo na rica história do município, “um ato que ressoa até hoje entre seus cidadãos e que pessoalmente celebro, pois Saubara é uma parada constante em minhas viagens pelo interior da Bahia e um componente vital de minha jornada política”.
Arimatéia considerou a independência de Saubara “um símbolo das aspirações e do espírito indomável por liberdade de seu povo”. Ele exaltou ainda a cultura município do Recôncavo, “que brilha, especialmente na lembrança da luta pela Independência da Bahia, onde a coragem das mulheres de Saubara é eternizada”, acrescentou, referindo-se às Caretas do Mingau, mulheres camufladas na penumbra da madrugada, que assustavam os soldados portugueses e forneciam, secretamente, alimentos, armas e informações aos combatentes escondidos.
Ao falar sobre Itabela, o parlamentar expressou “sinceras saudações” aos moradores, pessoas acolhedoras, “que me receberam de braços abertos e me honraram com 198 votos na última eleição”. Na data especial, o deputado estendeu “um abraço simbólico” a cada habitante e reiterou “compromisso inabalável com o progresso e o bem-estar de nossa querida cidade”. Ele também fez um resgate da história do município e contou que ela se inicia por volta de 1949, quando madeireiros estabeleceram acampamento na região, então pertencente a Porto Seguro. Segundo ele, a construção da BA-02 (atual BR-101) na década de 1960, atraiu uma onda de imigrantes, em sua maioria envolvidos com a indústria madeireira, que se estabeleceram na microrregião.
O autor da moção relata que, com o crescimento populacional acelerado, João Pereira, um dos pioneiros e proprietário de um armazém, dividiu suas terras em lotes para a população. Ele acrescenta que o estabelecimento, ponto de parada dos tropeiros, onde se consultavam as distâncias para outras localidades, rendeu-lhe o apelido de João da Tabela e, ao local, o nome de Tabela. A abertura da BR-101, na década de 1970, marcou “a intensa integração de Itabela com as economias estadual e nacional”.
Reportagem: Ascom
Edição: Franciel Cruz




















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