
O deputado estadual Hilton Coelho (Psol) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), uma moção em que manifesta solidariedade aos ativistas Thiago Ávila e Saif Abukeshek, integrantes da flotilha humanitária Global Sumud, detidos por forças israelenses durante uma missão civil em águas internacionais com destino à Faixa de Gaza.
No documento, o parlamentar faz denúncia política formal contra a escalada de violações de direitos humanos no contexto do bloqueio imposto ao território palestino. Segundo Hilton Coelho, trata-se de “um ataque direto ao direito internacional, à liberdade de organização civil e à solidariedade entre os povos”. Hilton lembra que, de acordo com informações públicas e relatos de organizações jurídicas internacionais, os ativistas foram interceptados fora do território israelense, em operação que resultou na detenção de dezenas de participantes da missão. Thiago Ávila e Saif Abukeshek permanecem presos por decisão do Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em um processo cercado, segundo o deputado, por denúncias de irregularidades e tratamento degradante.
“Estamos diante de uma prisão política. Não se trata apenas de dois ativistas, mas de uma tentativa de criminalizar a solidariedade internacional e silenciar quem denuncia o massacre do povo palestino”, afirmou Hilton Coelho. Ele disse ainda que “a comunidade internacional não pode normalizar ações que violam tratados, desrespeitam civis e atacam missões humanitárias em águas internacionais”.
Hilton reconhece, na moção apresentada na ALBA, o caráter legítimo da ação dos ativistas, destacando que a flotilha Global Sumud atua de forma pacífica, com o objetivo de romper o cerco humanitário e chamar atenção global para a crise em Gaza. O documento também expressa preocupação com o uso desproporcional da força na interceptação das embarcações e com a integridade física e jurídica dos detidos.
O deputado do Psol cobrou posicionamento do Estado brasileiro: “O Brasil precisa se posicionar com firmeza. Não é possível manter relações diplomáticas como se nada estivesse acontecendo enquanto ativistas são presos ilegalmente por denunciar um genocídio. Neutralidade, neste caso, é cumplicidade.”
Por fim, Hilton reforçou a atuação do mandato em pautas internacionais vinculadas à defesa dos direitos humanos e à solidariedade entre os povos, colocando a ALBA como espaço de denúncia contra violações que extrapolam fronteiras nacionais. “A luta do povo palestino é também a luta de todos aqueles que defendem justiça, dignidade e autodeterminação. Não nos calaremos diante da barbárie”, concluiu o deputado.
Reportagem: Ascom
Edição: Luciano Aguiar




















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