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Dólar abre em baixa após Trump dobrar tarifas sobre aço

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Banco Central anuncia o Pix automático

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil/Arquivo Ele estará disponível nos bancos a partir do dia 16 de junho 04 de junho de 2025 | 13:46 Banco Central anuncia o Pix automático O Banco Central (BC) lançou hoje (4), em São Paulo, o Pix Automático, que vai permitir o agendamento de despesas periódicas e recorrentes, como contas … Leia Mais


Campeonato Estadual de Quadrilhas Juninas movimenta o Subúrbio de Salvador



O Subúrbio Ferroviário de Salvador já está em clima de arraiá! Começou nesta quarta-feira (11), na Praça da Revolução, em Periperi, a 16ª edição do Campeonato Estadual de Quadrilhas Juninas da Bahia, que tem o apoio do Governo do Estado. Até domingo, quase 60 grupos da capital e do interior vão encantar o público com coreografias caprichadas, figurinos de tirar o fôlego e muita animação.

A quadrilha junina Zabumba de Ouro, da cidade de Riachão do Jacuípe, distante quase 200 quilômetros de Salvador, é uma das que vai se apresentar. “A expectativa da gente é dar o nosso máximo. Trabalhamos o ano todo para fazer esse momento acontecer e trazer o melhor espetáculo da nossa cidade para cá. Estamos trazendo um espetáculo que esse ano é amor, festa e devoção”, disse John Ferreira, produtor da quadrilha, que tem 11 anos de existência e é composta por 50 pessoas.

O campeonato é organizado pela Federação Baiana das Quadrilhas Juninas (Febaq), com patrocínio do Governo do Estado, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur). A festa, além de manter viva a tradição junina, também reforça a importância de levar cultura para os bairros periféricos. O presidente da Febaq, Carlos Brito, destaca que o apoio do governo estadual é fundamental para que o evento se mantenha firme há tantos anos.

“O Governo do Estado tem um olhar diferenciado para o movimento junino. Eu só tenho que agradecer. Vem abraçando o movimento quadrilheiro e apoiar a cultura, apoiar os jovens, dar condições aos jovens de aprender a arte, aprender a cultura e também dentro dos grupos se socializar e aprender com uma educação quase que cultural, quase artística, porque daqui saem muitos profissionais que estão espalhados pelo mundo”, afirmou Brito.

Manifestação Cultural

Reconhecida em 2024 como Manifestação da Cultura Nacional, a quadrilha junina é mais que um espetáculo: é um movimento cultural que une gerações. Por trás das apresentações, há meses de preparação, com jovens ensaiando coreografias, costureiras criando figurinos detalhados e comunidades inteiras envolvidas na produção. Uma corrente de dedicação e pertencimento.

Para o campeonato, a expectativa é que um público de 12 mil pessoas assistam as apresentações na arena montada na Praça da Revolução. A programação é dividida em três categorias: Grupo de Acesso, Semi-Especial e Especial. Cada quadrilha traz um espetáculo diferente, misturando dança, teatro e histórias emocionantes. Eles concorrem ao prêmio de R$ 250 mil. A entrada é gratuita.

Para os moradores da região, uma satisfação: “Maravilhoso. Para quem mora aqui é extremamente gratificante. Eu estou no meu horário de almoço, vim dar uma olhadinha para ver como é que está o movimento. Vou retornar, com certeza, nos outros dias, inclusive trazendo minha família. Muito agradecida pelo evento. Está muito bom”, disse a funcionária pública Ive do Carmo.

Mas também tem quem veio de longe para assistir, como Tiago Araújo, que é auxiliar de cozinha e mora no Bairro da Paz. “É o primeiro ano que venho para prestigiar. Está sendo muito bom, maravilhoso. Estão de parabéns”, afirmou.

Além da emoção e da beleza das apresentações, o campeonato também tem impacto direto na economia local. Vendedores ambulantes, cozinheiras, salões de beleza, costureiras e aderecistas aproveitam o movimento para gerar renda. É o São João aquecendo o coração e o bolso de muita gente, como comemorou Joice Freitas, que vende comida. “Para mim está ótima, graças a Deus. Estou vendendo, estou ganhando dinheiro. A minha expectativa é que vai ser melhor do que o ano retrasado”, disse.

E os números comprovam a força da festa: segundo a Secretaria de Turismo da Bahia (Setur), 31% das pessoas que visitaram Salvador durante o mês de junho de 2024 vieram exclusivamente por causa dos festejos, demonstrando o quanto eventos como esse são importantes não só culturalmente, mas também economicamente para a cidade.

Além da estrutura, o Governo do Estado oferece o suporte para garantir a tranquilidade do evento, com reforço na segurança na área, com a Polícia Militar, e atendimento de emergência, feito pelo Corpo de Bombeiros Militar.

Programação:

12 de junho – Grupo de Acesso
Renascer, Cia Alavontê, União de Ouro, Flôr do Sertão, Luar União, Velho Tonho, Encanto do Nordeste, Buscapé de Cachoeira, Rosas Vermelhas, Pinga Ne Mim, Nova Geração, Mistura Gostosa

13 de junho – Grupo de Acesso
Peri Peri, Encena no Sertão, Zabumba Dourada, Dois Amores, Luminar, Guerreiros do Cangaço, Furacão Pé de Serra, Junina Danc’art, Quijingue Me Veste, Caipiras Aloprados, Forró Mandacaru, Caipiras da Mata

14 de junho – Grupo Semi-Especial
Abertura com Quadrilhas Mirins: Germe da Era, Forró do Luar
Quadrilhas: Nossa Raiz, Matutos do Rio Fundo, Capelinha do Forró, Balancê, Girassol/Esfarrapado, Balão Junino

15 de junho – Grupo Especial
Abertura com Quadrilha: Arrasta Brasil
Quadrilhas: Fogueira Santa, Império do Forró – UJNN, Ki Balanço – Uniquijob, Forró do ABC, Imperatriz do Forró, Pisada do Sertão, Beija-Flor, Luar do Recôncavo

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Governo quer discutir gastos do Fundeb e benefícios tributários para compensar IOF



Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
O Ministério da Fazenda 04 de junho de 2025 | 14:50

Governo quer discutir gastos do Fundeb e benefícios tributários para compensar IOF

As negociações do governo Lula (PT) para compensar um provável recuo no aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incluem discussões sobre a revisão de gastos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) e de benefícios tributários.

Também estão sobre a mesa de negociações a redução dos chamados supersalários e uma receita adicional de dividendos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O Ministério da Fazenda levou uma lista de propostas para substituir a elevação do imposto a Lula e aos presidentes da Câmara e do Senado na terça-feira (3).

O ministro Fernando Haddad afirmou que as medidas em estudo serão detalhadas pela pasta e discutidas, no fim de semana, com líderes partidários do Congresso. O encontro deve ocorrer no domingo (8).

O governo pretende conversar com os parlamentares sobre a aplicação de uma trava no valor que a União é obrigada a repassar como complemento ao fundo.

Principal mecanismo de financiamento da educação básica, o Fundeb reúne impostos estaduais e municipais e é acrescido de uma complementação da União.

Até 2020, esse complemento federal era de 10% do valor repassado por estados e municípios. Por iniciativa do Congresso, o percentual passou a aumentar progressivamente, chegando a 21% em 2025. A ideia é, ao menos, travar esse percentual, evitando que haja um novo aumento, para 23%, no ano que vem.

O aporte do governo federal ao Fundeb em 2025 é de R$ 56,5 bilhões. O congelamento evitaria um aumento de despesa que, de acordo com os valores atuais do fundo, ficaria na casa de R$ 5 bilhões ou R$ 6 bilhões.

Essa mudança já foi discutida internamente no governo no ano passado, quando a Fazenda elaborou medidas de ajuste fiscal para conter a alta das despesas públicas. A proposta, no entanto, enfrentou resistência política e não foi adiante.

O governo também quer discutir com o Congresso a redução de isenções tributárias como forma de ajustar o Orçamento, sem a receita adicional do aumento do IOF.

Na terça-feira (3), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, Lula disse que o país deveria fazer um corte na desoneração. O presidente se referiu a uma conta de R$ 800 bilhões em benefícios tributários que poderiam ser reduzidos.

A discussão de novas medidas para rever o decreto do IOF ocorre após a pressão de parlamentares para derrubar o ato do Executivo, que elevou o imposto de forma imediata com a previsão de arrecadar cerca de R$ 20 bilhões neste ano e o dobro em 2026. Membros do Congresso reclamaram de terem sido surpreendidos com a medida.

O governo inclui nas negociações o corte nos supersalários do funcionalismo público. No ano passado, a Fazenda propôs limitar as verbas indenizatórias recebidas por agentes públicos, mas o texto foi alterado pelo Congresso diante da pressão de juízes e promotores.

Outra medida seria a antecipação de dividendos que o BNDES repassa ao Tesouro Nacional. Em 2023, o banco pagou R$ 29,5 bilhões.

Haddad apresentou propostas a Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante almoço no Palácio da Alvorada na terça-feira.

Após o encontro, Haddad afirmou que não divulgaria publicamente as medidas antes de apresentar todos os detalhes a líderes partidários. As mudanças, segundo o próprio ministro, precisam ser enviadas para aprovação do Congresso na forma de uma proposta de emenda à Constituição e um projeto de lei.

“Nós estamos tendo todo o cuidado em detalhar o máximo possível para que ninguém seja surpreendido, mas, ao mesmo tempo, estamos cumprindo um rito que nos parece o mais adequado para atingir o objetivo final, que é a sua aprovação”, disse o ministro da Fazenda.

Haddad foi questionado sobre a possibilidade de rever alguns pontos específicos do decreto que aumentou o IOF, como a taxação das operações de risco sacado, enquanto as medidas ainda tramitam no Legislativo, e respondeu que estava “falando de alguns dias para resolver o problema”.

O presidente da Câmara disse ter saído da reunião “mais animado e ainda mais estimulado” a construir uma solução para o impasse. Segundo ele, Haddad e sua equipe apresentaram um rol de medidas, que agora serão avaliadas pelos parlamentares.

“O Senado Federal vai se reunir no seu colégio de líderes, a Câmara dos Deputados irá se reunir no seu colégio de líderes, para que a partir daí montemos esse plano de ação e avançar, não só resolvendo o problema de 2025, mas sinalizando para os anos subsequentes, que nós temos uma preocupação com a responsabilidade fiscal do país”, afirmou.

Alcolumbre, por sua vez, disse que o episódio do IOF “foi muito didático” e afirmou que o Legislativo não pode rever um decreto do Executivo sem antes discutir uma agenda estruturante.

“Não é, de maneira unilateral, o Parlamento tomar uma decisão a partir de uma decisão do Poder Executivo. O Poder Executivo tem os números das contas públicas. O Poder Executivo tem um arcabouço que foi votado no Congresso e que precisa seguir as regras legislativas”, disse.

Bruno Boghossian, Folhapress



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Governo defende fortalecimento do Brics com “ambição renovada”



Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo
Em fórum parlamentar, Alckmin diz que ampliação do Brics exige coesão 04 de junho de 2025 | 17:59

Governo defende fortalecimento do Brics com “ambição renovada”

Durante a abertura do 11º Fórum Parlamentar do Brics, em Brasília, o governo federal defendeu o fortalecimento institucional da organização multilateral. Além disso, manifestou a expectativa de que a cúpula do bloco, prevista para os dias 6 e 7 de julho, seja um ponto de “inflexão e ambição renovada” da coalizão de 11 países-membros e nove parceiros.

O presidente da República em exercício, o vice-presidente Geraldo Alckmin, defendeu no plenário do Senado, diante de representantes de parlamentos de 15 países do Brics, que a ampliação do grupo exige seu fortalecimento institucional.

“A ampliação do grupo exige mais coesão e efetividade. Os desafios que enfrentamos, da saúde global à transição verde, do avanço tecnológico à segurança internacional, são complexos e interconectados. Nenhum país pode enfrentá-los sozinho. Por isso, o papel dos nossos parlamentos é decisivo”, destacou.

A presidência do Brasil no Brics neste ano de 2025 ocorre em meio à expansão do bloco e ao início do novo mandato de Donald Trump, nos Estados Unidos (EUA), que tem rejeitado o multilateralismo em favor de construir soluções unilaterais ou bilaterais.

Para o vice-presidente, o Brics é diverso em cultura, história e modelos de desenvolvimento. “Isso é uma riqueza e não um obstáculo. É fundamental lembrar que o verdadeiro progresso nasce da nossa capacidade de construir sobre o que nos une e não do que nos separa”, acrescentou Alckmin.

Representando o Ministério das Relações Exteriores, a secretária-geral do Itamaraty, a embaixadora Maria Laura da Rocha, destacou o empenho do governo à frente da presidência do Brics em 2025, lembrando que, até o final de maio, foram realizadas 160 reuniões oficiais.

“Esse volume expressivo de atividades demonstra o grau de comprometimento do Brasil com uma presidência que seja substantiva, representativa e propositiva. Estamos agora a apenas quatro semanas da Cúpula de Líderes, que ocorrerá no Rio de Janeiro entre os dias 6 e 7 de julho. E seguimos trabalhando com dedicação e diligência para garantir que essa cúpula represente um momento de inflexão e ambição renovada”, completou a embaixadora.

Entre as propostas do Brics, está a reforma das organizações internacionais para maior peso dos países da África, Ásia e América Latina e o fortalecimento do multilateralismo nas relações internacionais com nova ordem global. Ao contrário do bilateralismo ou unilateralismo, o multilateralismo busca construir soluções em conjunto com os países para os problemas comuns do planeta.

Além disso, o Brics defende o aumento do comércio entre os países do Sul Global com uso de moedas locais e acordos para desenvolvimento econômico compartilhado e sustentável.

Brics
Inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o grupo incluiu, no ano passado, como membros permanente, o Irã, a Arábia Saudita, o Egito, a Etiópia e os Emirados Árabes Unidos.

Neste ano, foi a vez de a Indonésia ser incluída como membro permanente. Além disso, em 2025, foi inaugurada a modalidade de membros parceiros, com a inclusão de nove países: Belarus, Bolívia, Cuba, Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.

Agência Brasil



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PL, de Bolsonaro, aciona STF para barrar o aumento do IOF



Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet 04 de junho de 2025 | 22:00

PL, de Bolsonaro, aciona STF para barrar o aumento do IOF

O Partido Liberal, sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (4) contra os decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que aumentam a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O PL afirma que os decretos são inconstitucionais porque “propõem aumento de mais de 60% na arrecadação do IOF, o que claramente extrapola a natureza extrafiscal e regulatória” do imposto.

O partido pede ao Supremo medida cautelar para suspender imediatamente os efeitos dos decretos, além de julgamento sobre a inconstitucionalidade. A ADI (ação direta de inconstitucionalidade) é assinada pelos advogados Marcelo Bessa e Thiago Lôbo Fleury.

Diante da pressão feita pelo Congresso pela derrubada do decreto que aumenta o IOF, o governo federal negocia outras mudanças para compensar a eventual perda de arrecadação.

Nesta terça (3), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou que as medidas para substituir a elevação do imposto devem incluir ao menos uma PEC (proposta de emenda à Constituição), um projeto de lei e, talvez, uma medida provisória.

As alternativas foram discutidas por Haddad e Lula com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), nesta terça, e devem ser apresentadas a líderes partidários no domingo (8).

A ação do PL acrescenta que o PLOA (projeto de lei orçamentária anual) de 2025 “não passava de mera peça de ficção contábil” porque a previsão de arrecadação com a introdução do voto de qualidade no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) demonstrou “erro grosseiro na formulação” por parte do governo.

Em fevereiro, o TCU (Tribunal de Contas da União) cobrou explicações do Ministério da Fazenda sobre a metodologia de cálculo que, segundo a corte de contas, “superestimou” as receitas a serem obtidas por meio de acordos com contribuintes no tribunal.

O Executivo chegou a projetar um ganho de R$ 55,6 bilhões com a medida, mas arrecadou só R$ 307 milhões (cerca de 0,6% do esperado).

Nesse sentido, o PL diz que, com projeções irreais de arrecadação, houve “o desaparecimento da expectativa de arrecadação de R$ 55 bilhões que, há muito, o Governo Federal tinha pleno conhecimento da sua inexistência”.

O governo quer manter o aumento do IOF pelo menos em 2025 e negociar alternativas à medida apenas para 2026.

Ministros do governo Lula informaram à cúpula do Congresso que não há condições de abrir mão da arrecadação vinda da alta do tributo e que não há tempo para elaborar outras medidas neste ano.

Thaísa Oliveira/Folhapress



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Após pedido de Débora Regis, Justiça Federal autoriza reconstrução da sede da Colônia de Pescadores em Lauro de Freitas



A Justiça Federal autorizou, em decisão proferida no dia 5 de junho de 2025, a reconstrução da sede da Colônia de Pescadores Z-57, localizada na praia de Buraquinho, em Lauro de Freitas. A unidade, que se encontra em ruínas e representa risco à segurança dos pescadores, poderá finalmente ser restaurada após anos de paralisação. A decisão foi assinada pelo juiz Carlos D’Ávila Teixeira, da 13ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária da Bahia.

A liberação da obra atendeu a um pedido formal da prefeita de Lauro de Freitas, Débora Regis, que se reuniu com o magistrado na semana passada para discutir o tema. No encontro, ela apresentou os argumentos técnicos e sociais que justificam a urgência da intervenção, ressaltando que a estrutura, além de histórica, é essencial para a subsistência de dezenas de famílias de pescadores.

“A reconstrução da sede da Colônia de Pescadores Z-57 é muito importante para quem vive do mar. Não se trata de uma nova obra, mas da recuperação de uma estrutura que serve à comunidade há mais de 70 anos e que está em ruínas, colocando em risco a vida e a dignidade dos trabalhadores. O deputado João Leão destinou uma emenda e agora felizmente temos a liberação para o recomeço das obras”, afirmou a prefeita.

A medida ocorre em meio a um embargo judicial vigente que proíbe novas construções na orla do município, visando impedir a proliferação de barracas e ocupações irregulares na faixa de praia e terrenos de marinha, considerados propriedade da União. No entanto, o juiz entendeu que o caso se trata de uma reconstrução de edificação preexistente há mais de 70 anos, com finalidade social relevante.

O pedido foi apresentado pela prefeitura de Lauro de Freitas com base na necessidade de restaurar a infraestrutura da colônia de pescadores, que, segundo o município, dispõe de recursos próprios para a obra, originados de emenda parlamentar individual. A reconstrução já possui projeto arquitetônico registrado no CREA-BA, declaração de inexigibilidade de licença ambiental pela secretaria municipal de Meio Ambiente, e parecer favorável da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), que realizou vistoria no local.

“A hipótese é marcada pela urgência e pela necessidade, com inegável cunho e impacto social positivo para a manutenção de famílias que vivem da pesca naquela localidade”, destacou o magistrado na decisão. Ele ressaltou ainda que, diante do estado precário da estrutura atual e da destinação vinculada dos recursos, a autorização judicial visa evitar “danos de difícil e incerta reparação”.

A liberação da verba e a execução da obra devem seguir rigoroso acompanhamento. O juiz determinou que caberá à prefeita zelar pela correta aplicação dos recursos públicos, sob pena de responsabilidade. Além disso, a prefeitura deverá apresentar relatórios periódicos sobre o andamento das obras, que serão acompanhados pelo Ministério Público Federal, pela União e pela SPU/BA.

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