
O Despertar de um Artista, exposição de Bruno Vandystadt, abre a semana e permanece em cartaz até o próximo dia 30, no Salão Josaphat Marinho da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). São 15 obras em acrílico sobre tela e papel, nas quais BV, como ele assina as peças, retrata sua visão sobre a família e o feminino, inspirado no convívio com a filha de 8 anos, a mãe e a esposa.
A mostra traduz o atual momento de transformação do artista, que pretende se dedicar exclusivamente à arte. O pai, arquiteto e também artista, falecido em 2011, é inspiração recorrente e responsável pelos primeiros traços de BV, iniciados durante a pandemia de Covid-19. Confinado em casa, ele resgatou a veia artística, latente desde a infância, a partir da convivência diária com a produção e os quadros do pai, peças que mantém ainda hoje em seu acervo particular.
Inicialmente produzida em papel, a arte de BV agradou ao público e evoluiu. Hoje, ele é considerado um neoexpressionista pela conselheira e curadora Rosa Souza, educadora em arte, que define a mostra como um conjunto de obras que “revelam composições intimistas, fruto de uma profunda imersão interior, onde sentimentos, memórias e experiências vividas ganham forma e cor”.
Ela também destaca, na apresentação da exposição, que o artista “expressa em suas criações uma forte paixão” pelo movimento, especialmente pela dança. “Essa energia se manifesta nas linhas dinâmicas e na vibração cromática que atravessam suas telas. Sua produção é amplamente apreciada pela variedade de tons, pela identidade autoral marcante e pelas lembranças que ecoam em cada composição”, observou Rosa.
“Cada obra é uma poesia”, afirma Bruno, que vê nesta exposição na ALBA uma oportunidade de levar sua arte a um público heterogêneo e estabelecer laços de empatia. Por isso, ele estará presente todos os dias em que a mostra ficará em cartaz, observando as reações do público à sua arte, que tem um processo criativo “fluido e intuitivo”, como ressalta Rosa Souza.
Para ela, “a cada pincelada, o propósito inicial pode se transformar, permitindo que a expressão do momento conduza a obra. Mais do que contemplação, o artista convida o público a dialogar com suas criações, abrindo espaço para diferentes olhares e interpretações. Para ele, a maior felicidade é perceber que cada pessoa é tocada de maneira única por sua arte”.
Reportagem: Nice Melo
Edição: Divo Araújo




















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