Hilton Coelho defende soberania da Venezuela e cobra ação do Brasil



O deputado Hilton Coelho (Psol) manifestou, por meio de moção apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), solidariedade ao povo da Venezuela diante do que classifica como um “ataque imperialista dos Estados Unidos”, afirmando que a ação fere o direito à autodeterminação dos povos.
Para o parlamentar, o que está em curso não é um episódio isolado, mas o primeiro ato de uma nova ofensiva imperialista na América Latina. “Se os Estados Unidos não forem contidos, a escalada conduzida por lideranças irresponsáveis e belicistas tende a se intensificar, e nenhuma democracia estará segura daqui em diante. É preciso que os Estados Unidos sejam regulados”, afirmou.
Na avaliação de Hilton, a Venezuela volta a ser tratada como um laboratório de guerra imperialista, marcado por “cerco econômico, chantagem diplomática e ameaça militar aberta”. Segundo ele, o roteiro é antigo, conhecido e sangrento.
“A América Latina já pagou caro demais por golpes patrocinados, sanções criminosas, guerras ‘humanitárias’ e mentiras travestidas de defesa da democracia. A Venezuela não é colônia. Não é quintal. Não é alvo legítimo de agressão estrangeira. A autodeterminação dos povos é um princípio inegociável do direito internacional e da dignidade humana, não uma moeda de troca para potências que vivem de saquear recursos naturais, impor medo e destruir soberanias”, declarou.
O parlamentar acrescentou que, diante do que classificou como uma avalanche de desinformação, operações psicológicas e manipulações midiáticas, é necessário exigir transparência total sobre a situação política e institucional do país.
“Exigimos que sejam apresentadas provas concretas, inclusive sobre a integridade física e as condições do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Adela Gavidia Flores de Maduro, deputada da Assembleia Nacional da Venezuela pelo estado de Cojedes”, afirmou.
Hilton Coelho concluiu destacando que o governo brasileiro tem a obrigação de adotar medidas imediatas em defesa da Venezuela.
“Defender a soberania da Venezuela é defender o direito de todos os povos de decidirem seu próprio destino. É afirmar que nenhum país tem o direito de impor governos, modelos econômicos ou submissão política a outro. Nenhuma agressão será normalizada. Nenhuma sanção criminosa será aceita como diplomacia. Nenhuma guerra será chamada de busca de paz. A história ensina que nenhum império é eterno. Os povos resistem. Estamos juntos nesta luta”, concluiu.



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