Prefeitura de Salvador realiza pré-natal gratuito nas unidades de Atenção Básica da cidade; confira como funciona o serviço


Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

Reportagem: Priscila Machado / Secom PMS

Gestantes de Salvador devem procurar a unidade de saúde mais próxima da residência para iniciar gratuitamente o pré-natal. Mulheres com suspeita de gravidez também podem se dirigir a um desses locais para a realização do teste rápido de gravidez e obtenção do diagnóstico. Entre janeiro e setembro deste ano, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) registrou uma média de 14 mil gestantes atendidas na Atenção Primária.

A gestante pode ser atendida em qualquer unidade de saúde do Município, não necessariamente no território de origem; no entanto, a recomendação é de que o atendimento seja feito em uma unidade do território, para possibilitar a realização de serviços como visitas domiciliares de agentes comunitários e visita domiciliar do médico ou do enfermeiro, caso necessário. O pré-natal é realizado tanto em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) como em Unidades de Saúde da Família (USFs).

“A recomendação é de que o pré-natal seja realizado no momento em que a gestante entra na unidade, sem a necessidade de agendar consulta. A mulher já chega à unidade para realizar a primeira consulta de pré-natal. Nesta primeira consulta, uma vez confirmada a gravidez, começa uma investigação da existência de alguma comorbidade, a partir das histórias prévias dessa gestante e da realização dos testes rápidos”, explica a médica de família e comunidade Renata Barbosa, técnica do campo pré-natal da Atenção Primária.

 De acordo com a médica, caso a gestante não tenha ultrassom do primeiro trimestre e exames laboratoriais, os procedimentos serão solicitados. “Além disso, o profissional receitará os suplementos, repelentes e possíveis medicamentos”, completa a profissional.

A médica reforça que o pré-natal é iniciado na Atenção Primária, e não nas maternidades. “Muitas gestantes que ainda não sabem onde dar início ao pré-natal vão à maternidade municipal, mas esta unidade realiza outros procedimentos, como o internamento de alto risco, emergências obstétricas e o parto. A maternidade não faz o pré-natal de baixo risco, exceto para as pacientes já com uma comorbidade identificada e que recebem o encaminhamento”, orienta.

O pré-natal é importante tanto para a saúde da mãe quanto do bebê. O acompanhamento de forma precoce e contínua tem o papel de prevenir mortalidade materna e fetal. As situações passíveis de prevenção são investigadas a todo o momento.

“É muito importante o acolhimento precoce. Quanto mais rápido e mais cedo a gestante procurar a unidade de saúde para iniciar o pré-natal, conseguimos identificar mais rapidamente questões de risco para a gestação. Fazemos esse acompanhamento de forma contínua até o puerpério, período posterior ao parto”, afirma Renata.

No início do pré-natal, a gestante recebe uma caderneta confeccionada pela SMS, em conformidade com o Ministério da Saúde, para registro de todos os procedimentos realizados ao longo do acompanhamento da gestação. Durante o período, além de contar com a suplementação, consultas de acompanhamento com profissionais de saúde e encaminhamento para a realização de exames, as pacientes fazem uma visita à maternidade onde darão à luz o bebê para conhecer a estrutura e o funcionamento do local. A visita é agendada por meio de uma articulação entre a unidade de saúde e a maternidade do território.

Assistência social e atendimentos – Na capital baiana, faz parte do pré-natal o Mãe Salvador, programa que visa ampliar e qualificar as ações de assistência às gestantes atendidas na rede. Elas recebem 30 passagens de ônibus para transitar na cidade e fazer os exames durante o período. Caso estejam em condição de vulnerabilidade social, também são encaminhadas para os Centro de Referência de Assistência Social (Cras) para receber o kit-enxoval. 

Desde a primeira consulta e em todas as outras, é feita uma avaliação sobre a existência de alto risco. Caso a gestante apresente alguma característica de risco intermediário ou de alto risco, será encaminhada para um atendimento com o médico obstetra, com agendamento realizado pela equipe da unidade básica.

Durante o acompanhamento, a gestante também vai a consultas odontológicas para prevenir problemas que possam causar complicações na gravidez, como infecção dentária e gengivite.