Dia do Taquígrafo é celebrado na ALBA com homenagem aos profissionais



Essencial para a transparência e a fidelidade das atividades públicas, a taquigrafia foi desenvolvida para acompanhar o ritmo da fala humana por meio de símbolos especiais que registram debates e pronunciamentos em tempo real. Anualmente, no dia 3 de maio, celebra-se o Dia do Taquígrafo. Para marcar a data, o Departamento de Taquigrafia da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) realizou um ato em homenagem aos profissionais da Casa do Povo.

O encontro, realizado no próprio setor, reuniu representantes de diferentes áreas do Legislativo e contou com a presença do ex-presidente da Casa, Clóvis Ferraz. Ele destacou o valor da categoria. “O trabalho dos taquígrafos da ALBA é fundamental pela sua importância histórica, dificuldade técnica e alto nível de especialização. A precisão no registro das atividades parlamentares e o espírito de companheirismo do setor desses profissionais permanecem inquestionáveis, mesmo diante dos avanços tecnológicos”, pontuou.

Chefe do Departamento de Taquigrafia, Marilanja Pereira ressaltou que a comemoração vai além da comemoração, mas se trata de um momento para exaltar as conquistas da categoria. “Muitas vezes, a relevância dessa função no Brasil é desconhecida por muitos. Entretanto o taquígrafo é o guardião da memória e da transparência, capaz de registrar com rapidez, precisão e sensibilidade todas as nuances da fala”, ponderou a gestora.

Uma das organizadoras do evento foi Dilma Lima, taquigrafa com mais de 35 anos de trajetória na ALBA. Envolvida nos preparativos todos os anos, ela reforçou o papel social da profissão e compartilhou uma metáfora sobre o cotidiano da equipe. “Todos os anos celebramos esta data como um momento muito especial, e o bolo se tornou o elemento principal. Este ano, quisemos associar a receita de um bolo ao trabalho coletivo e em etapas que desenvolvemos aqui. Para dar certo, um bom bolo precisa seguir passos rigorosos e usar ingredientes indispensáveis. Exige técnica, habilidade, concentração, tempo e, principalmente, a matéria-prima correta. Quanto melhor a qualidade de cada parte, mais saboroso será o resultado. Assim também é a nossa profissão”, comparou a servidora.

O evento também serviu para lembrar o caráter de fé pública que reveste a atuação desses servidores, um diferencial humano que a tecnologia não é capaz de replicar. “A garantia legal de que aquilo que foi registrado reflete exatamente o que ocorreu é o verdadeiro pilar da transparência no Parlamento”, finalizou Marilanja Pereira.

Reportagem: Thiago Virgílio 
Edição: Franciel Cruz



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