Antônio Henrique propõe criação de Parque Tecnológico no Oeste da Bahia



O deputado Antônio Henrique Júnior (PV) apresentou, na Assembleia Legislativa, uma indicação endereçada ao governador Jerônimo Rodrigues para a criação e implantação de um Parque Tecnológico no Oeste da Bahia. De acordo com o deputado, a proposta objetiva integrar empresas, universidades, escolas, institutos de pesquisa, startups e entidades de classe locais.
No documento, o parlamentar justificou a solicitação destacando que a Região Oeste tem se consolidado como a principal matriz econômica e polo agropecuário da Bahia, sendo uma das forças motrizes da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Segundo o deputado, o atual patamar de produção exige inovação constante. “As lavouras de soja, milho, algodão, além da crescente fruticultura e pecuária, operam em escalas monumentais, torna a dependência de tecnologias avançadas não apenas um diferencial competitivo, mas uma necessidade para garantir a sustentabilidade do setor. Há uma demanda exponencial por soluções aplicadas em biotecnologia, agrometeorologia, agricultura de precisão, Internet das Coisas aplicada ao campo, e uso de inteligência artificial para monitoramento de safras e otimização de insumos”, afirmou.

O parlamentar ainda ressaltou que o ecossistema acadêmico da região vem se fortalecendo, dispondo de um corpo docente e discente altamente qualificado, com pesquisadores e cientistas em atuação na Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), na Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e no Instituto Federal da Bahia (Ifba). No entanto, a comunicação entre o trabalho de excelência realizado nos laboratórios universitários e as operações práticas nas propriedades rurais ainda ocorre de maneira dispersa, desperdiçando o potencial de inovação.

Para ele a Bahia já demonstrou visão de futuro ao instituir e manter o Parque Tecnológico da Bahia em Salvador desde 2012, além de fomentar iniciativas promissoras no Sul da Bahia. “A construção de uma infraestrutura com esta envergadura e diretriz no oeste baiano é o passo natural para interiorizar o desenvolvimento tecnológico, respeitando e impulsionando a vocação local. Este novo equipamento criará um espaço moderno e colaborativo para a instalação de incubadoras e aceleradoras de empresas”, ponderou.

“Um Parque Tecnológico com governança sólida facilita a atração de investimentos privados e parcerias estratégicas, recursos vitais para custear bolsas de estudo e reter mentes brilhantes”, relatou Antônio Henrique Júnior. Para ele, a transferência dessas metodologias para o mercado transformará o perfil socioeconômico da Bahia. “Passaremos a produzir soluções locais, reduzindo a dependência da importação de insumos e maquinários. O Oeste deixará de exportar apenas commodities para ser também um exportador de tecnologia e inteligência agregada”, finalizou.



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