Governo da Bahia entrega 250 quilos de sementes crioulas para 50 famílias indígenas em Abaré


Governo da Bahia entrega 250 quilos de sementes crioulas para 50 famílias indígenas em Abaré
Governo da Bahia entrega 250 quilos de sementes crioulas para 50 famílias indígenas em Abaré

Foto: Jaciara Tuxi

Cinquenta famílias indígenas da Aldeia Tuxi, no município de Abaré, foram beneficiadas com a entrega de 250 kg de sementes crioulas de milho caatingueiro e feijão de corda, pelo Projeto Sementes. A ação foi executada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (ARCAS), com objetivo de fortalecer a agricultura familiar, por meio da reintrodução de cultivares crioulas e não transgênicas.

A iniciativa amplia a área plantada, aumenta a produtividade e garante alimentação saudável para a comunidade. Para Alessandro Conceição Santos, liderança indígena da aldeia, a entrega das sementes representa justamente a retomada de práticas tradicionais e o fortalecimento da segurança alimentar.

“Para nós, enquanto povo Tuxi de Abaré, receber as sementes crioulas em nosso território reforça a esperança de preservar saberes tradicionais que eram usados pelo nosso povo e que, ao longo do tempo, vêm se perdendo. Foi muito importante ouvir os relatos dos anciãos presentes, muitos deles com a prática de trabalhar com essas sementes e de transmitir esse conhecimento de geração em geração. Com isso, seguimos com a perspectiva de fortalecer a segurança alimentar em nosso território”, celebra.

O Projeto Sementes integra a estratégica da SDR que, através da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), visa fortalecer sistemas produtivos sustentáveis e valorizar sementes que se adaptam bem ao clima do Semiárido baiano. As sementes distribuídas são adaptadas às condições climáticas da região, preservam a biodiversidade local e reforçam a autonomia produtiva das famílias agricultoras.

“O projeto fortalece as políticas de agroecologia do Governo do Estado ao preservar o patrimônio biogenético dos territórios, ampliar a autonomia dos agricultores e incentivar a produção de alimentos saudáveis”, destaca o diretor de Apoio e Fomento à Produção (DAFP/SUAF), Maicon Miguel Vieira.

Em comunidades indígenas como a de Abaré, a iniciativa ganha ainda mais significado, pois valoriza os saberes tradicionais, respeita a relação com a terra e reforça a segurança alimentar das famílias.

Fonte: Ascom/SDR