Cachês a atrações de fora, custando milhares de reais cada, já foram pagos e o setor na cidade esperam angustiados e temem calote
Recentemente, o governo do Estado destinou o pagamento de R$2,5 milhões para a prefeitura de Camaçari, em relação aos custos do Camaforró 2025. O evento, que aconteceu entre os dias 20 e 24 de junho, contou com atrações nacionais – e seus grandes cachês – e locais, e até agora é o centro de questionamentos sobre esta divisão que, para muitos, foi injusta.
O envio dos recursos foi divulgado pelo Diário Oficial do Estado (DOE), em edição do último dia 13. O patrocínio de grandes proporções feito pela gestão de Jerônimo Rodrigues (PT) é um claro sinal que, sem ele, não haveria estrutura para o evento junino ocorrer este ano – ou, se acontecesse, seria muito mais singelo.

O governo de Luiz Caetano (PT) na cidade se sustenta com o apoio ‘graúdo’ do aliado estadual enquanto busca se vender como promissor e de investimentos próprios, a exemplo do Camaforró.
A dúvida que fica é: os cantores e bandas de fora, que cobraram um valor robusto, já foram pagos, enquanto os da região clamam quase diariamente que a prefeitura realize isso, já passado dois meses do festejo. Seria, finalmente, a quantia milionária destinada pelo Estado o meio para cumprir os compromissos com artistas locais?
O setor afirma que já está cansado de exigir resposta à Coordenação de Eventos, comandada atualmente por Aline Marques. Sem respostas desde então, grande parte deles – que estão passando necessidades – viu nas redes sociais uma forma de tentar chamar atenção das autoridades e, de algum modo, receber o ordenado acordado entre as partes.
Agora, a expectativa é que os R$2,5 milhões que entraram no caixa municipal neste mês sejam transferidos para quem é de direito: os trabalhadores da cultura de Camaçari e adjacências. Pois, antes de tudo, valorizar a nossa rica arte não é apenas fazer propaganda mantida pela gestão estadual, mas sim dando a mínima dignidade a estes profissionais.
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